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| Para comercializar a cocaína no Brasil, a quadrilha camuflava a droga em fundos falsos de veículos, chegando a usar caminhões frigoríficos da Sadia e da MasterboiFoto: Divulgação/PF |
Do NE10
Para combater o tráfico
internacional de drogas e a lavagem de dinheiro, principalmente da Bolívia para
o Nordeste brasileiro, foi deflagrada a Operação Orador, na manhã desta
quarta-feira (30). A ação é da Polícia Federal e acontece nos estados de
Pernambuco e Mato Grosso.
São cumpridos 14 mandados de
busca e apreensão nos dois estados, dos quais 11 são em Pernambuco. Também
foram expedidos quatro mandados de prisão preventiva para o Estado e mais dois
para o Mato Grosso. Além desses, há 12 de condução coercitiva.
A operação começou em novembro de
2010, com investigações de uma quadrilha que atuava no tráfico de drogas no
Nordeste. Foram realizadas ações contra a venda e drogas em vários estados
(Alagoas, Rio Grande do Norte, Sergipe, Mato Grosso, Minas Gerais e Maranhão),
resultando na apreensão de mais de 290 quilos de pasta base de cocaína.
Além da droga, foram presas 12
pessoas e detidos 2 adolescentes, com quatro armas, mais de R$ 150 mil, US$ 250
e 120 euros. No entanto, de acordo com a Polícia Federal, a maior parte dos
lucros é investida em imóveis, acumulando um patrimômio de aproximadamente R$ 8
milhões em blocos de apartamentos construídos em bairros de classe média, de
fácil venda e locação.
A continuação das investigações
ainda mostrou que um dos líderes da organização, Paulo Leandro Franco, foi à
Bolívia comprar droga para comercializar no Nordeste. Segundo a PF, para
comercializar a cocaína no Brasil, a quadrilha camuflava a droga em fundos
falsos de veículos, chegando a usar caminhões frigoríficos da Sadia e da
Masterboi.
Outra forma de passar a cocaína nas áreas de fronteira era
praticando o "arremesso", quando aviões voam baixo, para não serem
detectadas pelos radares, e jogam a droga.

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