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Portal UOL
Uma
pesquisa divulgada ontem quinta-feira (3) mostra que, entre 21 países, o Brasil
fica em penúltimo lugar em relação ao respeito e à valorização dos seus
professores. Para montar o Índice Global de Status de Professores, da Varkey
GEMS, os estudiosos entrevistaram mil pessoas em cada um dos países.
De
acordo com o estudo, os professores têm o melhor status na China e o pior, em
Israel.
Em
cada país, os pesquisadores analisaram se a profissão é muito procurada, qual é
o status social dos professores e se os entrevistados acreditam que os alunos respeitam
os docentes. Os dados foram reunidos em um índice e, em seguida, classificados.
Os
países pesquisados foram: Brasil, China, República Tcheca, Egito, Finlândia,
França, Alemanha, Grécia, Israel, Itália, Japão, Países Baixos, Nova Zelândia,
Portugal, Turquia, Cingapura, Coreia do Sul, Espanha, Suíça, Reino Unido e
Estados Unidos.
Os
entrevistados responderam a perguntas sobre como o ensino se compara a outras
profissões, se consideravam a remuneração dos professores justa, se
encorajariam os seus filhos a se tornarem professores e o quanto achavam que os
alunos respeitam os professores.
Eles
também foram questionados sobre atitudes em relação a professores de ensino
fundamental, professores de ensino médio e diretores de escola, assim como a
atitudes em relação ao sistema de ensino.
A
pesquisa mostra que, entre os entrevistados, os brasileiros foram os que mais
disseram que os professores tiveram influência em suas vidas.
Os
brasileiros também disseram que apoiam salários mais altos para os professores
e 88% acham que eles deveriam ser remunerados de acordo com o desempenho de
seus alunos.
A
desvalorização desses profissionais fica clara quando os entrevistados são
perguntados se gostariam que seus filhos fossem professores: apenas 20%
responderam que sim. Por outro lado, 45% dos pesquisadores disseram que não
encorajariam seus filhos a se tornarem docentes.

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