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Os policiais civis do Estado
prometem realizar uma operação-padrão, a partir desta segunda-feira (19), em
protesto contra “as humilhações sofridas pela categoria, que tem o pior salário
da Polícia Civil no País”.
É o que informa uma nota divulgada pela União dos
Escrivães de Polícia de Pernambuco (Uneppe), na tarde deste domingo (18). Ainda
conforme o texto, a medida, que deve afetar serviços como ouvidas, perícias e
emissão de documentos, está prevista para acontecer em todas as delegacias do
Estado.
Durante a operação-padrão, os
serviços serão realizados de acordo com o que determina a lei, o que, na
prática, “se traduz em mais burocracia e tempo de espera por conta das más
condições de trabalho e da falta de pessoal”. “A emissão de laudos, por
exemplo, que costuma ser feita com vários dias de antecedência, de acordo com a
necessidade de cada caso, será feita em conformidade com o prazo da lei, que é
de 30 dias”, detalha Áureo Cisneiros, líder da mobilização, que não é endossada
pelo Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE).
Ainda de acordo com Cisneiros, é
esperada a adesão da maior parte da categoria. A operação-padrão deve seguir até
a próxima quarta-feira (21), quando a classe fará uma passeata até a Assembleia
Legislativa e o Palácio do Campo das Princesas. O ato está programado para as
15h. “Já protocolamos nossa pauta de reivindicações junto ao Governo do Estado
e, no dia da caminhada, estaremos aguardando uma resposta que atenda aos
anseios da categoria. Faremos uma assembleia no mesmo dia e vamos definir os
próximos passos da operação”, anuncia Cisneiros, que garante que a categoria
não descarta entrar em greve. “Muitos colegas queriam parar junto com a PM
(Polícia Militar) já na semana passada”, alerta.
Entre os pontos reivindicados,
consta o reajuste das gratificações de risco de vida de 100% para 225%, igual
às pagas aos delegados. Além disso, os policiais civis também pedem que as
negociações salariais sejam feitas ano a ano – e não por triênios –, a revisão
do plano de cargos e carreiras e melhores condições de trabalho nas delegacias.
O presidente do Sinpol-PE,
Cláudio Marinho, por sua vez, desmente a ameaça de paralisação. Ele reconhece
que a correção da diferença salarial entre agentes e delegados ainda está longe
da ideal, mas afirma que o Governo do Estado já assumiu compromissos com a
categoria para o próximo ano. “Temos uma programação amarrada, de modo que não
faz sentido entrar em greve agora, sabendo que a legislação eleitoral veta
reajustes salariais para nossa classe nesse período”, defende. Por outro lado,
Marinho reconhece que o sindicato tem incentivado os policiais a se mobilizarem
contra as más condições de trabalho, através da operação “Cumpra-se a Lei”, e a
não mais participarem do Programa de Jornada Extra de Segurança (PJES).
“A nossa operação é muito
parecida com uma operação-padrão, mas é menos radical que a que eles querem
fazer a partir de amanhã (19). E, mesmo assim, não temos nada definido sobre
começar de imediato, com exceção de Petrolina, onde já está acontecendo. Temos
um calendário ao longo de todo este mês para definir essas questões passo a
passo”, completa.
Em Petrolina, no Sertão do
Estado, todas as delegacias já sofrem os efeitos da operação “Cumpra-se a Lei”
desde a última quinta-feira (15). De acordo com o Sinpol-PE, os policiais civis
da cidade sofrem com o estado de degradação que as unidades se encontram, com
estrutura e equipamentos sucateados.
FolhaPE

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