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| Lenildo Gomes, irmão do dono da agência de formaturas, se reuniu com estudantes na Unicap, na quarta (8) (Foto: Maria Eduarda Gayoso/Divulgação) |
O Tribunal de Justiça de
Pernambuco determinou, nesta quinta (9), o bloqueio dos bens que estejam em
nome da agência de formaturas W9!; do dono da empresa, Lídio Gomes, e também da
esposa dele. O proprietário da produtora é suspeito de aplicar um calote em
comissões de formandos do Recife. A liminar foi deferida pela juíza Margarida
Amélia Bento Barros, da 10ª Vara Cível da Capital, que atendeu a um pedido do
Ministério Público de Pernambuco. A Justiça já decretou a prisão preventiva do
investigado, mas ele encontra-se foragido.
Na noite da última quarta (8),
dezenas de comissões de formatura estiveram reunidas com o irmão do suspeito,
Lenildo Gomes, na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), na Boa Vista,
área central do Recife. De acordo com a universitária Maria Eduarda Gayoso, que
participou do encontro, Lenildo afirmou que devolverá os valores já pagos pelas
formaturas à agência W9!.
Maria Eduarda contou que na noite
desta quinta haverá uma nova reunião com Lenildo, na Universo, na Zona Sul da
capital. "Ele informou que vai reabrir a W9! na segunda [13] e que os
alunos agendassem uma data para levar os contratos e comprovantes de pagamento.
Ele disse que vai devolver o dinheiro e que têm prioridade as comissões com
eventos marcados até dezembro deste ano", explicou.
A estudante integra a comissão de
formatura de uma turma de publicidade e propaganda da Unicap, que já tinha pago
R$ 30 mil à W9!. Os primeiros eventos seriam realizados em dezembro e o baile,
em 3 de janeiro. "Nós ficamos com um pé atrás porque ele chegou do nada,
passando a mão por cima do que o irmão fez. Mas, no nosso caso, a resposta foi
até rápida porque eles nos ligaram hoje [quinta] pedindo que a gente vá à
agência na terça (14) para apresentar os documentos", disse.
A jovem também informou que,
durante a reunião, Lenildo apresentou uma segunda proposta às comissões, de que
as festas fossem realizadas por outra agência, a Mega Eventos, sem custo
algum. "Nós preferimos receber o
dinheiro e, mesmo se a gente for pago, vamos manter a nossa denúncia na Justiça
pelos danos morais que sofremos, pois tivemos um prejuízo muito grande. Agora,
estamos batalhando para levantar dinheiro para realizar o nosso baile, pensando
em vender raspa-raspa e água em parques, canetas no dia do vestibular, fazer
rifas também", apontou.
Do G1 PE

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