quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Produtora investigada por calote em universitários tem bens bloqueados

Lenildo Gomes, irmão do dono da agência de formaturas, se reuniu com estudantes na
Unicap, na quarta (8) (Foto: Maria Eduarda Gayoso/Divulgação)
O Tribunal de Justiça de Pernambuco determinou, nesta quinta (9), o bloqueio dos bens que estejam em nome da agência de formaturas W9!; do dono da empresa, Lídio Gomes, e também da esposa dele. O proprietário da produtora é suspeito de aplicar um calote em comissões de formandos do Recife. A liminar foi deferida pela juíza Margarida Amélia Bento Barros, da 10ª Vara Cível da Capital, que atendeu a um pedido do Ministério Público de Pernambuco. A Justiça já decretou a prisão preventiva do investigado, mas ele encontra-se foragido.

Na noite da última quarta (8), dezenas de comissões de formatura estiveram reunidas com o irmão do suspeito, Lenildo Gomes, na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), na Boa Vista, área central do Recife. De acordo com a universitária Maria Eduarda Gayoso, que participou do encontro, Lenildo afirmou que devolverá os valores já pagos pelas formaturas à agência W9!.

Maria Eduarda contou que na noite desta quinta haverá uma nova reunião com Lenildo, na Universo, na Zona Sul da capital. "Ele informou que vai reabrir a W9! na segunda [13] e que os alunos agendassem uma data para levar os contratos e comprovantes de pagamento. Ele disse que vai devolver o dinheiro e que têm prioridade as comissões com eventos marcados até dezembro deste ano", explicou.

A estudante integra a comissão de formatura de uma turma de publicidade e propaganda da Unicap, que já tinha pago R$ 30 mil à W9!. Os primeiros eventos seriam realizados em dezembro e o baile, em 3 de janeiro. "Nós ficamos com um pé atrás porque ele chegou do nada, passando a mão por cima do que o irmão fez. Mas, no nosso caso, a resposta foi até rápida porque eles nos ligaram hoje [quinta] pedindo que a gente vá à agência na terça (14) para apresentar os documentos", disse.

A jovem também informou que, durante a reunião, Lenildo apresentou uma segunda proposta às comissões, de que as festas fossem realizadas por outra agência, a Mega Eventos, sem custo algum.  "Nós preferimos receber o dinheiro e, mesmo se a gente for pago, vamos manter a nossa denúncia na Justiça pelos danos morais que sofremos, pois tivemos um prejuízo muito grande. Agora, estamos batalhando para levantar dinheiro para realizar o nosso baile, pensando em vender raspa-raspa e água em parques, canetas no dia do vestibular, fazer rifas também", apontou.


Do G1 PE

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