O ex-atacante Ronaldo, membro do
Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo, disse que se sentiu
envergonhado pelo modo como o Brasil se preparou para receber o torneio. Em
entrevista à “agência Reuters” nesta sexta-feira, em São Paulo, o Fenômeno
voltou a defender a realização do torneio, mas fez ressalvas.
- E de repente chega aqui é essa
burocracia toda, uma confusão, um disse me disse, são os atrasos. É uma pena.
Eu me sinto envergonhado, porque é o meu país, o país que eu amo, e a gente não
podia estar passando essa imagem para fora - afirmou o ex-jogador.
Ronaldo lamentou a forma como as
coisas foram conduzidas. Segundo ele, perdeu-se muito tempo. Mas a Copa, na
visão do ex-jogador, não é a culpada pelos problemas do Brasil.
- As pessoas olham o Mundial como
o grande vilão do nosso país e não é. A gente não pode esquecer que o nosso
Brasil não era essa maravilha toda antes da Copa do Mundo. Era igual ou pior. Por isso, o problema é o legado
que fica para a população.
- Os estádios, de uma maneira ou
outra, vão estar prontos. Agora, o legado que fica para a população mesmo, as
obras de infraestrutura, de mobilidade urbana, aeroportos... É uma pena que
tenham atrasado tanto - acrescentou.
Ronaldo só não gostou quando foi
questionado sobre a declaração do escritor Paulo Coelho. O ex-jogador foi
chamado de "imbecil" pelo escritor, após ter tido que não se fazia
Copa com hospitais e sim com estádios, em referência aos protestos contra o
Mundial.
- Acho uma tremenda falta de
respeito, foi completamente deselegante uma pessoa pública como ele, sem ter
conhecimento do que realmente aconteceu, me ofender gratuitamente da forma como
ele me ofendeu. Eu admiro muito ele, os livros dele são ótimos, mas você recebe
uma ofensa gratuita como essa, você perde um pouco da admiração. Não sei o que
fiz para ele. Mas cada um fala o que quer, até papagaio fala.
Do G1

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