| Imagem ilustrativa da Internet |
Uma solenidade no Monumento
Nacional aos Mortos da 2ª Guerra Mundial, conhecido como Monumento dos
Pracinhas, no Aterro do Flamengo, zona sul do Rio de Janeiro, marcou nesta
sexta-feira (31) os 70 anos do envio da Força Expedicionária Brasileira (FEB) à
Itália.
Durante a cerimônia, o diretor do monumento, coronel Rego Barros,
informou que, a partir de hoje, o espaço passará por um grande processo de
restauração, com previsão de término para 5 de novembro.
Conforme o coronel, esta será a
primeira revitalização do monumento desde sua inauguração, há 54 anos. “Sempre
realizamos trabalhos de conservação do patrimônio, mas é a primeira vez que
será feita uma restauração dessa grandeza”, explicou. Barros informou que o
trabalho consistirá na limpeza de todo o mármore que reveste o monumento.
Salientou que uma empresa italiana utilizará máquinas especiais para não
danificar o patrimônio durante o processo.
Durante a solenidade, o coronel
Rego Barros inaugurou uma placa alusiva ao embarque dos 25,334 brasileiros para
a Europa. Também foi depositada uma coroa de flores no túmulo do Soldado
Desconhecido, que representa os militares que morreram em combate, mas não
foram identificados.
Dálvaro José de Oliveira, de 94
anos, é tenente e fez parte da FEB. Ele ressaltou a importância do evento como
resgate da memória de participação do país na 2ª Guerra. “Brasileiro têm
memória curta. Aqui, muitas pessoas não sabem do envio da Força Expedicionária
para a Itália durante a guerra. É importante manter a história viva. Espero que
a população cultive isso”, ressaltou.
Emocionado, o tenente revelou que
jamais retornou ao local dos combates após a guerra. “Estive na Europa depois
desse período, mas não consigo ir a certos lugares da Itália. Sempre pensei
que, chegando lá, não resistiria, porque as recordações são muito tristes”.
Acrescentou que, após 70 anos, deve visitar, ano que vem, o local do
desembarque para uma nova cerimônia em homenagem aos combatentes brasileiros.
Inaugurado em 1960, o Monumento
dos Pracinhas foi idealizado pelo marechal João Baptista Mascarenhas de Moraes,
comandante da FEB. O objetivo era repatriar os corpos dos 467 militares
brasileiros mortos durante o combate e que foram sepultados em um cemitério da
cidade italiana de Pistoia. Em novembro do ano passado, o monumento foi tombado
pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Aberto ao
público, o local também conta com exposições e um auditório para exibição de
filmes e documentários alusivos ao período.
Agência Brasil
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