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São
Paulo - Com o tema Quebre o Silêncio, a terceira edição da Marcha das Vadias de
São Paulo ocupou hoje (25) as ruas do centro da cidade incentivando as mulheres
a denunciara violência a que são submetidas.
A
polícia não estimou o número de participantes. A passeata, que partiu da Praça
do Ciclista, na Avenida Paulista, chegou a ocupar cinco quarteirões da Rua
Augusta, a caminho da Praça Roosevelt, onde o ato se encerra.
Portando
faixas e cartazes, os manifestantes, em sua maioria mulheres, pediram autonomia
sobre seus próprios corpos e rechaçaram a ideia de que a roupa ou o
comportamento justifiquem violência contra elas.
'A
gente quer mostrar que as mulheres são livres, que a palavra vadia significa
liberdade. Queremos mostrar para homens e mulheres machistas que nós temos
nosso lugar e somos iguais aos homens. Há de haver esse respeito. A gente tem
de sair na rua com a roupa que quiser', disse Luana Rodrigues Silva.
Na
manifestação foram distribuídos 'cartões de emergência' às mulheres, que podem
ser levados na carteira, com telefones de delegacias especializadas em crimes
contra a mulher, do hospital Pérola Byington - que atende pessoas em situação
de violência sexual - e da central de atendimento à mulher (180).
