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quinta-feira, 12 de março de 2015

Cristovam Buarque defende protestos contra Dilma

Ele, contudo, acredita que séria? Prematuro? e? Lamentável? Um impeachment da presidente

Senador que se autodenomina independente, embora seu partido faça parte da base aliada, Cristovam Buarque (PDT-DF), em visita ontem ao Recife para lançar o seu mais recente livro “O erro do sucesso”, disse que todos os protestos são bem vindos. “Temos sim que encher as ruas de protestos”, disse. Ele, contudo, acredita que seria “prematuro” e “lamentável” um impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), ideia que vem sendo associada à manifestação contra corrupção marcada para o dia 15.

“Impeachment é prematuro e será lamentável se tivermos que fazer. Não é bom para o processo democrático interromper mandato. É ruim pedagogicamente porque as pessoas passam a desacreditar na democracia”, avaliou o senador, após encontro com o governador Paulo Câmara (PSB).

Cristovam reconheceu que em tempos de Operação Lava Jato, talvez o maior escândalo de corrupção da história, o governo vive uma crise moral e de “mentalidade” dos grupos que o cercam. “Falo desse grupo em torno da presidente Dilma, que adota um discurso de marqueteiro”.


Ele defendeu, ainda, que os ajustes nas contas são necessários para retomar o crescimento econômico. “Mas quem vai pagar o pato não devem ser os mais pobres nem os alunos das universidade. Defendo um ajuste, talvez, não tão forte, mais lento. Em vez de dez meses, que seja em dez anos”,disse.                                                                                            
NE10

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Para Cristovam Buarque, escravatura só será abolida com federalização da educação


Da Agência Senado

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) defendeu, nesta segunda-feira (13), a federalização da educação básica como forma de o Brasil dar continuidade ao processo de abolição da escravidão. Para o senador, a Lei Áurea não libertou os negros de maneira completa, já que os descendentes dos antigos escravos ainda não têm acesso à educação.

"Não demos o passo da educação das crianças filhas dos ex-escravos, de seus descendentes e dos pobres de hoje. Dez milhões de brasileiros são escravos do analfabetismo e uma pessoa que não sabe ler, no mundo moderno, é escrava da sua incapacidade de saber os signos e o que eles indicam", disse.

O senador assinalou que a educação é responsabilidade da União e, por isso, deve ser federalizada. A proposta sugerida por Cristovam consiste na criação de uma carreira nacional do magistério com salário pago pelo governo federal.

"Não há mais a possibilidade de uma lei áurea da educação. Mas a gente sabe o caminho. Para mim, este caminho é dizer que a educação é responsabilidade da nação brasileira, do povo brasileiro, da União", afirmou.

Cristovam disse, ainda, que a Lei do Ventre Livre, que estabeleceu que os filhos de escravos nascidos a partir da data de sua edição eram livres, ara uma lei incompleta. Ele explicou que o ser humano só nasce, efetivamente, quando tem uma educação de qualidade.

"Esse é um país das boas leis incompletas. Nós nos acostumamos com os passozinhos, passozinhos, passozinhos, sem fazer as verdadeiras mudanças que são necessárias", disse o senador.

Em aparte, o senador Wellington Dias (PT-PI) concordou que o Brasil tem uma dívida no que se refere à educação, mas manifestou a suas dúvidas quanto à viabilidade da federalização, levando em conta o tamanho do país.

"Eu não sei como seria essa estrutura federal para a educação. Meu estado, pequeno e com três milhões de habitantes, tem, aproximadamente, cinco mil escolas", ponderou.

O senador Pedro Taques (PDT-MT) afirmou que a escravidão no Brasil de hoje consiste não somente na falta de acesso à educação para alguns brasileiros, mas também na falta de respeito e de dignidade que sofrem cotidianamente.