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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

No Dia Mundial do Diabetes, médicos alertam sobre excesso de peso e sedentarismo

Especialistas alertam no Dia Mundial do Diabetes, lembrado nesta quarta-feira (14), que o excesso de peso e o sedentarismo são as principais causas do diabetes tipo 2, que atinge 90% das pessoas com problemas em metabolizar a glicose. 

De acordo com a Federação Internacional do Diabetes, existem hoje 12 milhões de diabéticos no Brasil e 5 mil novos casos são diagnosticados por ano.

O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, João Eduardo Salles, desfaz o mito de que só os doces contribuem para o diabetes. “Não é o fato de comer doce que leva ao diabetes, é sim o fato de engordar e ser sedentário, independentemente de comer doce. Se está engordando o risco de diabetes é maior”, ressaltou Salles, ao acrescentar que com a idade o risco aumenta. Quem tem muita gordura concentrada na barriga também deve ficar atento e fazer exames, pois este é outro fator de risco. Nesta sexta-feira, a entidade promove ações de conscientização em todo o país.

Segundo o especialista, o diabetes é uma das maiores causas de cegueira, de insuficiência renal, além de aumentar em até quatro vezes o risco de doenças cardiovasculares. “Quem se cuida não tem estas complicações”, frisou Salles.

Os alimentos são digeridos no intestino e parte deles se transforma em açúcar (glicose), que é enviada para o sangue para se transformar em energia. Só que para tranformar a glicose em energia, o organismo precisa de insulina, uma substancia produzida nas células do pâncreas. No diabético, a glicose não é bem aproveitada pelo organismo devido à falta ou insuficiência de insulina, o que causa o excesso de glicose no organismo, a hiperglicemia.

O diabetes tipo 1 ocorre quando o corpo não produz insulina, enquanto a do tipo 2 se dá nos casos em que há produção da insulina, mas em quantidade insuficiente ou quando ela não é processada pelo organismo de forma adequada.

Enquanto o diabetes é uma doença crônica sem cura, o pré-diabetes é um estágio anterior da doença em que ainda há como reverter o quadro. 

“[Isso] ocorre quando os níveis de açúcar no sangue já estão acima do considerado normal, mas a reversão do quadro ainda é possível, por meio de mudanças no estilo de vida, o que inclui adotar uma alimentação mais saudável, deixar de fumar e praticar exercícios físicos de forma regular”, explicou a gerente científica do Negócio Nutricional da Abbott, Patrícia Ruffo. Quem faz exames periódicos de glicemia pode constatar antes o pré-diabetes e se esforçar para reverter o caso e assim evitar a doença, que não tem cura.

Levantamento feito em parceria entre a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e a Abbot, empresa de saúde global que conduz pesquisas e desenvolve produtos para a área, apontam que 45% da população não sabem que práticas como o controle de peso e exercícios regulares podem ser parte do controle tanto do pré-diabetes quanto do diabetes. “A falta de informação preocupa, já que o pré-diabetes é uma condição que permite a reversão do quadro a partir de medidas simples no cotidiano”, avaliou Patrícia.

Estudos da Associação Americana de Diabetes mostram que uma pessoa pode reduzir as chances de desenvolver o diabetes tipo 2 em 58% dos casos, ao perder 7% do seu peso corporal e fazer 30 minutos de atividades físicas diariamente. Enquanto isso, a pesquisa da SBD com a Abbott mostrou que a mudança de alimentação é o passo mais difícil de ser incorporado à rotina para 60% das pessoas entrevistadas, mas é também o mais importante para o controle da doença e do pré-diabetes, na opinião dos médicos.

Segundo João Eduardo Salles, o tratamento da doença é baseado em uma mudança de estilo de vida. “Perder peso, fazer exercício e comer adequadamente”, lista ele. Além disso, o uso correto e continuo dos medicamentos é essencial, quando necessários. “ A maioria das pessoa começa a tomar o remédio e para. Diabetes não tem cura, mas tem controle, mas as pessoas não podem deixar de tomar os medicamentos. Tem que tomar o medicamento a vida toda e ser acompanhado pelo médico a vida toda.”

Agência Brasil

domingo, 25 de março de 2012

PROGRAMA TENTA EVITAR CEGUEIRA EM DIABÉTICOS

Da Agência Estado
imagem: tvbrasil.org.br
Um projeto piloto, lançado no Rio para prevenir a cegueira entre jovens diabéticos, mostrou que é grande o número de pacientes que desconhecem ter a lesão inicial. Se tratada essa lesão, a doença pode ser reversível. Dos 124 jovens testados, em seis meses, 26% precisavam de tratamento. Nenhum tinha conhecimento do problema. O programa Oftalmologista Amigo do Jovem Diabético está prestes a ser lançado em São Paulo.

"Nossa intenção é reduzir a perda visual relacionada a diabete. A retinopatia é assintomática, silenciosa e tem a ver com a falta de controle da diabete", afirma a endocrinologista Solange Travassos, presidente da União das Associações de Diabéticos do Estado do Rio (Uaderj) e coordenadora do projeto.

O ator João Fernandes, de 12 anos, que atuou na novela Cordel Encantado, foi diagnosticado aos 4 anos. Ele também já faz o acompanhamento com oftalmologista.
"Logo que fiquei diabético tinha um preconceito, algumas pessoas não me convidavam para festa porque não sabiam o que eu podia comer. Eu levo uma vida normal: estudo, faço handball, vôlei, danço hip hop e gravo a novela. É só fazer o controle da glicemia", afirmou.

domingo, 11 de março de 2012

DIABÉTICOS E HIPERTENSOS CORREM MAIS RISCO COM A DENGUE

Do iG São Paulo
professorarejanebiologia.blogspot.com

O mosquito da dengue, o Aedes aegypti, não escolhe vítimas e pode estar no quintal de qualquer pessoa, seja em uma casa de alto padrão com piscina mal cuidada ou em um barraco sem água encanada à beira de um córrego.

Os alvos “democráticos” do Aedes causaram estrago no ano passado. Segundo relatório divulgado pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) foram 1.163 mortes por dengue registradas em toda a América Latina e 1,8 milhões de casos confirmados. O Brasil, diz a publicação, foi um dos países que mais concentrou registros.

Um novo estudo conduzido pelo governo brasileiro mostra que alguns grupos da população correm mais risco com a visita do inseto transmissor da doença: os diabéticos e hipertensos.

Os dados da pesquisa – ainda em andamento – foram colhidos nos Estados São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia, selecionados por terem um alto índice de casos de dengue e maior risco de epidemia de infecções.