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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

MÉDIUM DIVALDO PEREIRA FRANCO CITA MAIAS E FALA EM TRANSIÇÃO PARA MUNDO MELHOR

Da RBS TV - por Roberta Salinet

imagem: evoluindo.org
Aos 84 anos, Divaldo Franco é o médium mais respeitado do Brasil. Conta que se comunica com os espíritos desde a infância, na Bahia. Com mais de 13 mil conferências no Brasil e no Exterior e centenas de livros lançados, é considerado hoje o maior divulgador da Doutrina Espírita no mundo. “Consideremos que a vida na terra é uma cópia imperfeita da vida no mundo espiritual. Nós temos aqui tudo o que existe lá, mas nem tudo que existe lá nós temos aqui”, explica.

Divaldo como é a vida no mundo dos espíritos?
Divaldo Franco: Consideremos que a vida na Terra é uma cópia imperfeita da vida no mundo espiritual. Nós temos aqui tudo o que existe lá, mas nem tudo que existe lá temos aqui. Desta maneira, o mundo de natureza transcendente é aquele que oferece o material para o mundo da organização física. Existem comunidades, comunidades modestas, eloquentes, que constituem naturalmente o que Jesus chamava “as muitas moradas na casa do Pai”.

Quando uma pessoa morre, ela logo encontra as pessoas queridas ou nem sempre? Isso depende de como ela se comporta aqui?
Divaldo Franco: Depende do estágio evolutivo. Quando se trata de espírito nobre, seus mentores e seus familiares o aguardam da mesma forma que nós esperamos um viajante querido. Vamos até o local onde ele desembarca para dar a nossa saudação e as boas-vindas, no mundo espiritual também. Mas a grande maioria é constituída de pessoas ainda vinculadas aos prazeres imediatos, então e a morte é uma grande dor, porque é uma cirurgia que liberta o corpo ou liberta do corpo o espírito e a pessoa. O ser fica aturdido, muitas vezes se perturba. Se tem vinculações com os espíritos perversos, entra em estado de profunda angústia e de obsessão.

São esses espíritos que a gente diz que estão por aqui quando se fala que se viu um fantasma ou tem a sensação de energia ruim?
Divaldo Franco: São espíritos perturbados. Allan Kardec diz que eles ficam em estado de erraticidade. Eles ficam perambulando de um lado para outro sem uma pousada fixa porque ainda não têm idéia do que lhes aconteceu. Por consequência, eles vagueiam, atônitos, até o dia em que a misericórdia divina faz com que reencarnem. Assim, os levam por misericórdia para verdadeiros redutos de caridade e compaixão.