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domingo, 22 de fevereiro de 2015

Santa Cruz perde e terá que administrar dura pressão

Pressão. Essa será uma palavra muito presente na semana do Santa Cruz depois da derrota por 1×0 para o Salgueiro, em pleno Arruda, na noite deste sábado, pelo Pernambucano. Não só pela derrota, mas pelo momento que o Tricolor vive. Foi a terceira derrota dos corais em quatro jogos, sendo a segunda no Arruda. Para uma equipe que só tem o Estadual para disputar – o que implica em muito tempo para treinar -, está devendo. A situação assusta ainda mais o torcedor quando ele lembra que agora há dois clássicos com o Náutico pela frente. Um cenário que definitivamente não é bom para o técnico Ricardinho, que vai ser muito cobrado na semana. Berger fez o gol que trouxe decepção para os tricolores.

Com a derrota, o Santa fica em último lugar no Hexagonal do Título com apenas três pontos. A chance de se recuperar é no clássico contra o Timbu, na quarta, na Arena. Já o Carcará dá o bote mais uma vez no Arruda – venceu a decisão do terceiro lugar no ano passado – e sobe para quarto com quatro. O próximo adversário dos sertanejos é o Serra Talhada, fora de casa.
Desperdício coral custa caro

Quem não faz leva. Pode parecer clichê, mas essa é uma boa, e simples, definição para o que foi a partida nesta noite. O Santa Cruz teve um amplo domínio ofensivo, principalmente no primeiro tempo, e criou as melhores chances de gol. Chegou até a mandar três bolas na trave. Parecia que o gol coral sairia a qualquer momento tamanha a pressão dos donos da casa. Só que os erros de finalização e a afobação na hora do passe final atrapalharam para que as redes fossem balançadas. Mal sabia o torcedor que tanto desperdício custaria tão caro mais na frente.

Isso porque o Salgueiro não ficou perdido no gramado o tempo todo. O técnico Sérgio China enxergou bem as falhas da própria equipe e mudou o panorama do duelo no intervalo. Fez o que todo comandante tem que fazer quando o time vai mal: mexeu. Acionou Berger e equilibrou a partida. Ainda deu sorte que o jogador acionado fez o gol da vitória após rebote de Bruno na pequena área. A vitória do Carcará teve muito o dedo de China.

Também é importante destacar que faltou tranquilidade para os jogadores corais depois do gol sofrido. Foram muitos cruzamentos afobados e erros de passes. Além da parte técnica, a questão psicológica é um fator a ser trabalhado por Ricardinho. O time não pode se abalar quando a bola não entra. Precisa manter a bola no chão para chegar com eficiência ao ataque. Faltou isso no segundo tempo do Santa Cruz – o que custou a derrota.

Torcida não perdoa Bruno

Um dos vilões da derrota tricolor, pelo menos de acordo com a torcida, foi o goleiro Bruno. Os torcedores não perdoaram o arqueiro pelo lance que originou o gol do Salgueiro – ele ficou indeciso na saída do gol. A cada vez que Bruno tocava na bola vinha uma sonora vaia. A situação dele está muito delicada no Arruda.


Blog do Torcedor 

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Náutico joga mal, perde para Criciúma e continua na lanterna da Série A


O Náutico fez seu pior primeiro tempo nesta Série A diante do Criciúma, nesta quarta-feira, no Heriberto Hülse. E isso, quando dito a respeito de uma equipe que é a lanterna da Série com oito pontos em 14 partidas, significa muito. A etapa inicial alvirrubra foi péssima. Os donos da casa atropelaram o Timbu com três gols e pavimentaram o caminho para a vitória que se concretizaria dali a 45 minutos: 3 x 0 para o Tigre. Na segunda etapa, o  time de Zé Teodoro melhorou um pouco, mas não conseguiu sequer diminuir o placar.  Segue na última posição do Campeonato Brasileiro, portanto.
O JOGO - O Criciúma foi melhor desde o início do jogo. Até os 10 minutos, no entanto, nenhum dos dois times fez muita coisa - pareciam apenas se estudar. Na marca dos 10, contudo, João Vitor bateu belíssima falta, um pouco antes da entrada da grande área. Ricardo Berna foi na bola, mas não conseguiu tocá-la. Um a zero para o Tigre. O gol obrigaria o alvirrubro a se expor mais, tentar sair da pressão que o time de Vadão exercia até ali. O Timbu, contudo, não conseguiu fazer issso. Pelo contrário: muito apáticos, os comandados de Zé Teodoro continuaram a ser fustigados repetidamente pelos rivais.

O Náutico tinha três volantes - e ainda assim marcava pouco e permitia inúmeros rebotes ao Criciúma. Desnecessário dizer que, para tristeza dos torcedores alvirrubros, o mesmo time que não marcava quase nada criava ainda menos. A equipe dependeu dos chutões endereçados ao atacante Olivera - cujos resultados foram irrisórios. O Criciúma, com uma marcação pressão, dominava o campo de jogo.
Não demorou para ampliar. Aos 31, o ataque catarinense fez boa jogada. O atacante Lins foi lançado. De costas para a defesa, atuou como pivô e tocou voltando para Marlon, que bateu de primeira, sem chances para Ricardo Berna. Oito minutos depois, Ivo cruzou da direita no segundo pau para o zagueiro Leonardo, que tocou para o gol.  A primeira oportunidade do Náutico só foi construída aos 41 minutos, com Rogério. O atacante entrara havia pouco no lugar de Dadá e, com a movimentação habitual, conseguiu se salvar no deserto de bom futebol que foi o Timbu nesta quarta-feira.
No segundo tempo, a equipe do Náutico melhorou. Não se sabe se porque realmente cresceu ou se porque o Criciúma, dono do resultado, relaxou. Provavelmente uma mistura das duas razões. Fato é que o Timbu mostrou alguma evolução e conseguiu criar situações de gol. O artifície dessas principais chegadas foi o atacante Rogério. Logo aos cinco minutos, o jogador fez boa jogada, em velocidade, pela direita e cruzou na área. A bola passou por todo mundo e não encontrou ninguém para finalizar.
Dos 21 aos 24, o Náutico teve uma sequência de três oportunidades. Nas três, o goleiro Helton Leite apareceu bem. Aos 21, Rogério foi lançado na direita e bateu com força. O goleiro catarinense espalmou. Aos 23, o uruguaio Olivera cabeceou bem após cruzamento, mas o camisa 1 do Tigre pegou de novo e colocou para escanteio. Depois da cobrança do corner, Rogério pegou rebote fora da área e encheu o pé. Leite defendeu mais uma.
Aos 39 minutos, Zé Teodoro fez as duas últimas alterações. Tirou Rodrigo Souto e colocou Peña; sacou Olivera e acionou Jones Carioca. Com pouco tempo para  jogar, os dois não fizeram nenhuma jogada digna de nota. Mas se tivessem tempo, também não havia garantia que produzissem muito - como, na verdade, quase todo time alvirrubro nesta quarta-feira.
 Blog do Torcedor

quarta-feira, 21 de março de 2012

APÓS CASO MUAMBA, INGLATERRA PODE MUDAR ATENDIMENTO

Da Agência Estado
imagem: portalmirandams.com.br

O caso do meia Fabrice Muamba, que sofreu uma parada cardíaca em campo no último sábado, pode causar mudanças no futebol inglês. A Premier League, que organiza o campeonato nacional, afirmou que está avaliando se é possível melhorar o atendimento médico aos jogadores durante os jogos, apesar de elogiar a ação dos médicos do Tottenham, que entraram rapidamente em campo e prestaram primeiros socorros ao atleta do Bolton.

"Incidentes e eventos formam a política, formam o desenvolvimento e formam o progresso", disse o chefe-executivo da entidade, Richard Scudamore. "Vamos analisar todos os aspectos do que aconteceu e se há maneiras e meios de melhorar no futuro. Vamos fazer tudo que for possível para reduzir ao ponto de eliminar, se isso for possível, coisas como esta", completou.

Apesar de admitir que evolução podem ser feitas, Scudamore apontou que o atendimento médico a jogadores na Inglaterra melhorou muito desde 2006 e que, curiosamente, muito disso se deve ao técnico José Mourinho. Há seis anos ele ainda comandava o Chelsea e em uma partida no White Heart Lane, mesmo estádio que presenciou o incidente com Muamba, seu goleiro, o checo Petr Cech, fraturou o crânio. Na época o técnico português criticou a demora no atendimento, o que fez com que ambulâncias fossem colocadas ao lado do campo.