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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Orgulho Hetero

E o presidente Eduardo Cunha pediu que volte às comissões da Câmara projeto de lei que cria o Dia do Orgulho Heterossexual.
Em 2011, o então prefeito, Gilberto Kassab vetou proposta similar aprovada na Câmara, alegando que a data seria discriminatória.

O lobby dos gayzistas é forte. Os militantes abominam qualquer proposta desse tipo e a consideram uma ofensa e uma forma de preconceito aos homossexuais, que, por sinal, já têm um dia em sua homenagem: 28 de junho, o Dia Internacional do Orgulho Gay.

Sinceramente, é muita polêmica para tamanha banalidade!
Num país que celebra tantas bizarrices como o dia da baiana do acarajé, o dia do cantor de música sertaneja, o dia do eletricitário gaúcho, o dia do fusca, e o dia da anestesia geral, uma data a mais uma data a menos para comemorar não vai fazer a mínima diferença.

Se gays sentem tanto orgulho de sua escolha sexual e fazem questão de hastear sua bandeira colorida no dia 28 de junho, porque os heteros não poderiam ter, igualmente, um data especial para chamar de sua no calendário de excentricidades brasileiras?

Isso me cheira a intolerância, algo que, definitivamente, não combina com a liberalíssima agenda LGBT, cuja luta histórica é exatamente contra a segregação e o preconceito.

A proposta de Eduardo Cunha não passa de uma reação à tentativa de se atribuir direitos especiais à comunidade gay em detrimento dos demais cidadãos. A bancada LGBT criou um precedente perigoso ao propor uma legislação que criminaliza a homofobia e garante privilégios legais exclusivos aos gays. Diante disso, o que impede a bancada conservadora de resguardar os direitos dos heterossexuais, criando leis que também criminalizem o preconceito contra os não-gays?

Particularmente, acho ambos os projetos inócuos.

Já temos uma legislação que pune ameaças, preconceito, injúria, calúnia, difamação e violência contra todo e qualquer cidadão, independente de gênero ou opção sexual.

O fato é que estamos dividindo o país em castas de cidadãos, uns mais especiais que outros, com direitos exclusivos, privilégios privativos... Assim, vamos atropelando a Constituição que dá, a todos os brasileiros, pretos e brancos, homens e mulheres, gays ou heteros, as mesmíssimas garantias.

Se somos todos iguais perante a lei porque tantas dissenções? A quem interessa uma sociedade fragmentada entre negros e brancos, ricos e pobres, patrões e empregados, agricultores e sem tetos, liberais e conservadores, gays e heteros?

Dividida, uma nação enfraquece e não subsiste. Aliás, dividir para conquistar é um conceito usado por muitos tiranos e ditadores para alcançar o poder absoluto. Está na hora de deixar as diferenças de lado e voltar a unir o país.


Blog da RACHEL SHEHERAZADE

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Protesto do Passe Livre termina com bancos e carros de luxo depredados


PM diz que acompanhou de forma ‘diferente’ a manifestação do MPL.Nesta quinta (19), policiais não escoltaram o protesto como de costume.


Da concentração ao tumulto


Os manifestantes se reuniram às 15h na Praça do Ciclista, na Avenida Paulista. De lá, o grupo seguiu para a Marginal Pinheiros, nas imediações da Ponte Eusébio Matoso.
No caminho para Pinheiros, o grupo interditou totalmente a Avenida Rebouças nos dois sentidos. Diversos carros que tentavam entrar na via tiveram que retornar na contramão.

Cerca de duas horas após o ato começar, um grupo de mascarados atacou ao menos quatro agências bancárias, agrediu um cinegrafista arremessando um cone e quebrou vidros de um carro de reportagem da TV Gazeta. O tumulto ocorreu na Avenida Rebouças, já na esquina com a Avenida Brasil. Uma parte dos manifestantes, alguns deles também com o rosto coberto, tentou impedir as depredações de outras agências bancárias e de concessionárias na Avenida Rebouças.
Por volta das 18h10, os primeiros integrantes do grupo chegaram à Marginal Pinheiros e interditaram as vias expressa e local no sentido Rodovia Castello Branco.
O MPL incendiou seis catracas de papelão simbolizando o apelo por tarifa zero no transporte público, principal reivindicação do movimento. Nesta quinta, o MPL pedia também a readmissão dos 42 metroviários desligados da companhia após paralisação de cinco dias.
Às 19h, boa parte dos manifestantes se dispersou. Um grupo de black blocs, porém, montou uma barreira com pedaços de madeira, ferragens, pneus encontrados em uma concessionaria, e manteve a interdição na Marginal Pinheiros.
Carros de luxo depredados

Na sequência, os mascarados depredaram uma concessionária Caltabiano. Todos os carros da agência foram destruídos. Mascarados usaram pedras, extintores e pedaços de pau para quebrar vidros e amassar os veículos de luxo. Entre eles, Mercedes-Benz e Smarts. O prejuízo pode chegar a R$ 2 milhões.
Somente por volta das 19h15 policiais da Tropa de Choque chegaram à Marginal Pinheiros e removeram as barricadas. Os manifestantes se afastaram, correndo pelo bairro. Houve confronto com policiais em Pinheiros, nas imediações do Bar Pirajá. Os mascarados usaram rojões em direção aos PMs, que revidaram com bombas de gás.
Durante o tumulto, a Estação Pinheiros da Linha 4 – Amarela do Metrô chegou a ser fechada. Na região do Largo da Batata, vândalos depredaram bicicletas que estavam estacionadas em um ponto de empréstimo mantido pelo Banco Itaú.


Bandeiras do Brasil que adornavam carros também foram retiradas. Nas ruas Butantã e Teodoro Sampaio, os manifestantes atearam fogo em lixos, lixeiras e nas ruas e depredaram vidros de agências bancárias.





G1.COM

terça-feira, 27 de agosto de 2013

MPPE se coloca contrário à criminalização do uso da máscara em protestos


O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) reuniu-se nesta terça-feira (27) com representantes do movimento Frente de Luta pelo Transporte, que organiza os recentes protestos no Recife. 

Na ocasião, o procurador-geral de Justiça, Aguinaldo Fenelon, se posicionou contrário à decisão da Secretaria de Defesa Social (SDS) de proibir o uso de máscaras em protestos. A decisão foi anunciada pelo Governo do Estado na semana passada, um dia após uma manifestação que começou pacífica, mas acabou com depredação de prédios públicos e ônibus queimado.

Grupo protesta contra decisão do Governo de Pernambuco de proibir uso de máscaras em protestos.

De acordo com o procurador-geral, "não há previsão legal de que usá-las configure crime". Por outro lado, segundo o procurador-geral, "quem estiver mascarado, ou não, atirando pedras ou portando coquetel molotov, por exemplo, incorre em contravenção ou crime, passíveis, portanto, de ação policial".

Ele colocou-se à disposição das lideranças presentes para atuar como mediador entre as partes envolvidas, já que o que se busca, em última análise, são resultados concretos que atendam os interesses da população.

"Nós precisamos nos aproximar ainda mais da sociedade e estar sempre prontos a ouvir seus reclamos. O que não podemos aceitar são decisões que firam os princípios constitucionais", disse o procurador-geral, ressaltando que "a polícia tem o direito de fazer as abordagens que entender necessárias, nos limites da lei".

Para ele, atos de vandalismo devem ser reprimidos e seus responsáveis, punidos conforme a legislação penal.

A comissão instituída pelo procurador-geral é formada pelos promotores de Justiça Marco Aurélio Farias (Defesa da Cidadania), Maxwell Vignoli, Francisco Ortêncio e Edson Guerra (Gabinete de Gestão de Crise) e Humberto Graça (Transportes).

PROTESTO - Insatisfeitos com a decisão de proibir uso de máscaras, o movimento chamado Resistência Pernambuco utilizará o humor para protestar nesta quinta (29). Integrantes articulam o I Baile de Máscaras do Damázio - em referência ao secretário de Defesa Social Wilson Damázio -, em frente ao prédio da SDS, em Santo Amaro, área central do Recife.

Blog do Jamildo





quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Policiais e bombeiros saem em caminhada no Recife para realizar protesto

Policiais militares e civis, bombeiros e agentes penitenciários ligados a várias associações de Pernambuco se uniram na tarde desta quinta (15) para protestar por melhores salários e condições de trabalho. Bombeiros e militares seguiram do bairro do Derby, área central do Recife. Os policiais civis partiram da sede do SINPOL (Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco), em Santo Amaro, também no Centro, com a presença também dos agentes penitenciários. As quatro categorias seguem juntas pela Avenida Agamenon Magalhães, uma das principais vias da capital pernambucana, até a sede provisória do Governo do Estado, no Centro de Convenções.


Cerca de 500 militares e bombeiros seguiram pela Agamenon até a altura da ponte Presidente Médici, mais conhecida como o viaduto da Avenida Norte, onde se encontraram com os policiais civis e agentes penitenciários. Com faixas e cartazes de protesto, o grupo ocupou a faixa da via no sentido Recife - Olinda. A via local não foi ocupada pelos manifestantes.


A principal reivindicação dos militares e bombeiros é pela aprovação da PEC 300, um projeto de emenda constitucional que equiparar o salário dos trabalhadores da área de segurança no País. "Esta é uma campanha nacional que luta pela unificação do nosso piso. Pernambuco tem o sexto pior salário do Brasil", defende o diretor jurídico da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares em Pernambuco (ASSP-PE), Marcos Galindo.


Ainda segundo Galindo, a categoria reclama maior valorização do Governo. Muitos afirmam que querem salários e não gratificações, já que a gratificação não é incorporada à remuneração mensal, e pode ser extinta a qualquer momento.

POLICIAIS CIVIS - Na sede do SINPOL, a concentração reuniu cerca de 100 manifestantes. Segundo o presidente do sindicato, Cláudio Marinho, todas as categorias estão insatisfeitas com o tratamento do Governo. "Não queremos mais gratificações e sim uma revisão salarial", ressalta o presidente.
Os policiais partiram em passeata pela Rua Frei Casimiro, onde está localizado o SINPOL, passando pela Rua Treze de Maio, em direção à Avenida Norte, no sentido subúrbio. Da Avenida Norte, o grupo seguiu até o encontro dos policiais militares e bombeiros na Agamenon Magalhães. Ainda na concentração, os policiais civis se encontraram com os agentes penitenciários, que se reuniram no começo desta tarde no Parque 13 de Maio, em Santo Amaro.
TRÂNSITO -  A volta para casa está muito complicada para quem precisar utilizar a Av. Agamenon Magalhães. As duas faixas da via foram bloqueadas pelos manifestantes deixando o trânsito muito congestionado no final desta tarde. Na Avenida Norte a situação também é complicada nos dois sentidos. Agentes da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) estão acompanhando a manifestação e orientando os motoristas para outras rotas.
Ne10.com