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domingo, 1 de julho de 2012

DROGAS INVADEM REALIDADE DE MILITARES BRASILEIROS


Estado de Minas

imagem:em.com.br


Com fardas imponentes e armas na cintura, eles são treinados para combater o crime, lutar na guerra, salvar pessoas em perigo. A missão nobre, o regime rigoroso de disciplina e uma legislação penal própria extremamente dura, porém, não têm livrado os militares do flagelo das drogas. É crescente o uso de bebida, maconha, pó e pedra nos quartéis. No ano passado, 161 denúncias contra integrantes das Forças Armadas chegaram à Justiça Militar — uma média de 14 por mês. De janeiro à primeira quinzena de junho, foram 56.


O serviço de saúde do Exército encaminhou, de 2010 para cá, 42 usuários graves de crack para internação prolongada. Na Marinha, seis receberam tratamento. A Aeronáutica se recusou a passar informações sobre o assunto. Na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, o tema também é tratado com sigilo. Alguns militares relataram o drama das drogas no mundo militar, as dificuldades e facilidades que a carteira diferenciada traz para um usuário e como estão tentando abandonar o vício.


Prestes a completar 20 anos de Justiça Militar, o ministro Olympio Pereira da Silva Junior, vice-presidente do Superior Tribunal Militar, é taxativo: “Os casos estão aumentando, principalmente com o crack. O que aparece no meio civil, aparece aqui dentro também, não tem jeito”. Ele lembra que, embora praticamente todos os processos sejam de militares com pequenas quantidades de drogas, no Código Penal Militar não existe a figura do usuário. “0,01 grama ou 30 quilos é tudo crime, com reclusão de até cinco anos, podendo haver desligamento da instituição”, explica.


domingo, 11 de março de 2012

EUA: SUICÍDIO NO EXÉRCITO CRESCE 80% APÓS IRAQUE E AFEGANISTÃO

Da Agência O Globo
imagem: defesanet.com.br

LOS ANGELES, Estados Unidos - Um relatório divulgado na última quinta-feira mostrou que o suicídio entre militares americanos aumentou em 80% entre 2004 e 2008, uma das maiores taxas registradas no último séculos nos Estados Unidos. Os pesquisadores estimam que entre 25% e 50% dos suicídios estejam diretamente relacionados aos combates no Iraque e no Afeganistão.

Entre 2007 e 2008, 255 soldados se mataram. A metade deles tinham se consultado com algum profissional para tratar de desordens e 17% deles já tinham sido hospitalizados por problemas de saúde mental. Entre 1977 e 2003, as taxas de suicídio entre militares americanos estavam diminuindo.