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domingo, 3 de junho de 2012

NAMORAR, NOIVAR, CASAR. E O PRAZER DO NAMORAR?

Do Ne10 por Silvana Melo
mocidadeelshaday.webnode.com.br

“ ...  E vos declaro marido e mulher.” Pronto. Casados e felizes para sempre? Não. O casamento não é um conto de fadas. Na maioria das vezes, é aí que se inicia o fim do namoro. É grande o número de casais descontentes com seus relacionamentos minados de conflitos que muitas vezes provocam insatisfações sexuais da mesma forma que os problemas sexuais podem prejudicar a vida afetiva dos mesmos.

Muitos casais sentem, no íntimo, a falta que faz o namorar. Mas, então, por que não namoram? A questão é muito complexa e muitas são as raízes: a rotina, os problemas do dia a dia, as dificuldades financeiras, as mágoas acumuladas são alguns dos motivos. Existem também razões inconscientes: a luta pelo poder da relação e a dificuldade da entrega afetiva de um ou de ambos os parceiros são alguns exemplos. Outra razão também muito comum acontece com a chegada dos filhos. Algumas mulheres quando se tornam mães deixam de se sentir sedutoras e assumem toda a “santidade da maternidade” - afinal, elas aprenderam que a “mulher santa” é assexuada. Além do mais, existem homens que não conseguem enxergá-las também como aquelas dos tempos de namoro. As veem simplesmente como “mãe”.

Somado a tudo isso está registrado no inconsciente coletivo do ser humano que casamento e namoro não combinam. Esse pensamento vem sendo transmitido de pai para filho há muitas gerações. Antigamente o casamento tinha como objetivo único a união política, social e econômica das famílias. Não havia lugar para paixão, amor nem para o prazer sexual. No matrimônio, sexo era só para procriação. Hoje se quer muito mais de um casamento.