quarta-feira, 13 de julho de 2011

MPPE realiza audiência para discutir sobre utilização de agrotóxicos



O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) realizou, na tarde de segunda (11), no Salão dos Órgãos Colegiados, audiência pública para discutir sobre os impactos causados pela utilização de agrotóxicos em Pernambuco, suas consequências para a saúde do trabalhador e do meio ambiente. Os agrotóxicos contaminam a produção dos alimentos e a água. Além disso, um dado alarmante preocupa diversas entidades: o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo desde 2009.


Na ocasião, o promotor de Justiça, Edson Guerra, ressaltou a importância do tema que deve interessar toda a sociedade. “É necessário que a sociedade discuta esta questão sobre utilização de agrotóxicos, de modo que reflita o quanto é prejudicial à saúde o seu uso. Diminuir sua utilização não basta, é preciso que sejamos radicais e afastemos os agrotóxicos de uma vez. Esta já é uma prioridade da Promotoria de Reforma Agrária”.

Os agrotóxicos causam uma série de doenças sérias para os trabalhadores rurais, comunidades rurais e toda a população em geral que consomem alimentos com substâncias tóxicas. Dados oficias também revelam que o brasileiro consome 5, 2 litros de venenos por ano. “É necessário educação ambiental e mobilização geral da população. Espero que tenhamos participação ativa dos demais órgãos para entender que a metodologia proposta de eliminar os agrotóxicos é o que vai salvar as nossas famílias”, pontuou Guerra.

Ainda na reunião, o coordenador estadual da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Plácido Júnior e o padre Thiago Torby, também representando a CPT, salientaram sobre os problemas que os agrotóxicos geram para a sociedade. “O agrotóxico é só um tentáculo do monstro que alimenta as grandes empresas que lucram com esse modelo. É hora de discutirmos que modelo queremos para nós”, disse Plácido.

O professor especializado em agrotóxico, Sebastião Pinheiro, disse que “a produção de alimentos é algo sagrado e se faz com vida e não com morte. É a terra fértil que produz alimentos e não os agrotóxicos.” O professor ainda ressaltou que tem como prioridade a sua não utilização definitivamente. “Temos que fazer uma agricultura de vida. O camponês está pedindo um caminho diferente, um caminho onde o agrotóxico não tenha vez. Temos que expurgar os agrotóxicos”.
Portal do MPPE

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