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Ialorixá é a primeira mãe-de-santo a ocupar uma
cadeira na Academia de Letras da Bahia
Foto: internet
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A ialorixá do terreiro Ilê Axé
Opó Afonjá, Stella de Azevedo dos Santos, conhecida como Mãe Stella de Oxóssi,
é a mais nova imortal da Academia de Letras da Bahia. A mãe-de-santo preenche a
vaga deixada pelo historiador Ubiratan de Castro, falecido em janeiro deste
ano.
Na sessão realizada nesta
quinta-feira (25), Mãe Stella, de 87 anos, recebeu 22 votos dos acadêmicos e
ocupará a cadeira de número 33, por onde já passaram o poeta e patrono da vaga,
Castro Alves, Francisco Xavier Ferreira Marques, Heitor Praguer Frois e
Waldemar Magalhães Mattos.
Autora de seis livros, dentre
eles Meu tempo é agora, Òsósi - O Caçador de Alegrias e Epé Laiyé- terra viva,
a baiana foi comunicada do resultado pelo presidente da Academia, Aranis
Ribeiro Costa. A ialorixá, que recebeu o título de Doutor Honoris Causa da
Universidade do Estado da Bahia (Uneb) em 2009, também é colunista do jornal
baiano A Tarde.
A Academia de Letras da Bahia tem
40 membros, entre eles, João Ubaldo Ribeiro, José Carlos Capinan, Myrian Fraga,
Cid Teixeira, Ruy Espinheira Filho, Consuelo Pondé, Hélio Pólvora, Florisvaldo
Matttos e Edivaldo Boaventura. Esta é a primeira vez que uma mãe-de-santo
assume uma cadeira na academia baiana.
PERFIL - Nascida em 2 de maio de
1925, Mãe Stella de Oxóssi é considerada uma das personalidades mais
importantes da cultura afrobaiana, sucedendo a Mãe Menininha do Gantois.
Graduada em Farmácia pela Escola Bahiana de Medicina, a ialorixá conseguiu o
tombamento do terreiro de candomblé Ilê Axé Opô Afonjá pelo Instituto do
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em 1999.
Do NE10/Bahia

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