CASSAÇÃO POLÊMICA - A cassação do prefeito de Petrolina, Júlio
Lóssio (PMDB), é um fardo que despencou na cabeça do presidente do Tribunal
Regional Eleitoral, José Fernando Lemos. Coube a ele o voto de minerva pela
degola do peemedebista. Ao tomar conhecimento do julgamento em Petrolina,
Lóssio suspeitou de ingerências políticas.
Há uma coincidência estranha: o
mandato do prefeito foi para o beleléu no dia seguinte ao Supremo Tribunal
Federal anunciar que investigará o ministro Fernando Bezerra Coelho
(Integração) por fraude em licitações quando prefeito daquele município. Toda
campanha gera, por si só, uma penca de processos e recursos na justiça
eleitoral.
Mas quando a ação é cabeluda, sem
contestação, existe uma tendência do pleno do TRE se manifestar
consensualmente, ou seja, por unanimidade, seja pela condenação ou não. Não foi
o que aconteceu no recurso contra Lóssio. Ao final da sua análise, a corte se
dividiu. Na verdade, rachou ao meio.
Três desembargadores
interpretaram a peça como abuso de poder, irregularidade grave, enquanto igual
número de “juízes” da causa não viu assim, votando pelo seu arquivamento. Com
isso, sobrou para o presidente da justiça eleitoral pernambucana o veredito
final, que se deu pela cassação.
Corajoso, José Fernando Lemos bateu de frente com três colegas de corte que leram e releram o processo e não conseguiram identificar qualquer tipo de crime cometido pelo prefeito. Infelizmente, a justiça brasileira permite isso.
Corajoso, José Fernando Lemos bateu de frente com três colegas de corte que leram e releram o processo e não conseguiram identificar qualquer tipo de crime cometido pelo prefeito. Infelizmente, a justiça brasileira permite isso.
Ou seja, variadas leituras de um
processo, daí a desconfiança do prefeito de que acabou sofrendo uma
incriminação política, que fugiu às amarras da real leitura jurídica. Pode até
não ter sido, mas a divisão da corte, por si só, já seria suficiente para gerar
uma boa polêmica.
DEGOLA DUPLA – Se até as convenções partidárias em junho do ano que
vem Júlio Lóssio (PMDB) e Fernando Bezerra Coelho (PSB) não tiverem superado as
pendengas judiciais que desabaram em suas cabeças estarão, na prática, fora da
disputa eleitoral. Ambos sonham com o Palácio do Campo das Princesas e têm a
mesma origem política: a experiência de executivo em Petrolina, maior colégio
eleitoral do Sertão.
CICATRIZES DA DERROTA – Frustrado com os atropelos das prévias do
PT nas eleições do Recife, o deputado Fernando Ferro, então partidário de João
da Costa, derrotado, anda dando uma de conselheiro ao PSDB. “Fizemos uma prévia
em Pernambuco. Ela implodiu o partido. Não entrem nessa. Ficam feridas e
cicatrizes”, advertiu, em conversa com o presidente do PSDB mineiro, Marcus
Pestana.
MALANDRAGEM NA CORTE – Mesmo derrotado na eleição suplementar em
Brejo da Madre de Deus, o grupo do ex-deputado Pedro Corrêa (PP) tem atuado
silenciosamente em Brasília para o Supremo Tribunal Federal acelerar um
processo que permitiria a volta do ex-prefeito José Edson, o que se traduziria,
na verdade, na anulação do pleito realizado em julho passado.
Luta gloriosa– Discriminado na
repartição das UPAS 24 horas, o prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque (PT),
não se conformou com a ideia do município, o mais populoso e mais importante do
Pajeú, ter sido preterido. Em Brasília, recorreu ao senador Humberto Costa e
acabou conseguindo sensibilizar o Ministério da Saúde. Finalmente, a UPA vai
sair.
GOVERNO LENTO – O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, passou
três horas para apresentar a versão das causas que provocaram, ontem, o apagão
de grandes proporções no Nordeste. Faltou energia por mais de uma hora em oito
do nove Estados nordestinos. Só escapou o Maranhão, que não abastecido pelo
sistema Chesf.
CURTAS
NO INTERIOR– A energia nas capitais voltou com mais de uma hora
após o apagão, mas no Interior o sistema demorou mais a ser restabelecido. Em
Caruaru, por exemplo, a energia só voltou totalmente por volta das 19 horas. Em
Sirinhaém, na Zona da Mata, o retardo foi maior, passando das 20 horas.
SEMINÁRIO – Seis prefeitos do Pajeú, entre eles o anfitrião José
Patriota (PSB), participam, hoje, do seminário “Revolução digital” em Afogados
da Ingazeira, numa promoção deste blog e apoio das Prefeituras de Afogados,
Serra Talhada e Carnaíba. O evento começa às 19 horas, no auditório do Fórum.
PERGUNTAR NÃO OFENDE: Eduardo vai endurecer ainda mais o discurso
contra Dilma?

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