VENTOS SOPRAM PARA ARMANDO - A pesquisa para governador do
Instituto Opinião, postada hoje no meu blog, faltando praticamente um ano para
as eleições, aponta a consolidação de uma candidatura: a do senador Armando
Monteiro Neto (PTB).
Em qualquer dos cenários testados
com os pré-candidatos mais competitivos, o trabalhista sai na frente com uma
média de 30%. Com exceção do Grande Recife, Armando bate seus adversários em
todas as regiões do Estado.
E na Região Metropolitana só fica
atrás por um detalhe: João Paulo (PT) e Daniel Coelho (PSDB), que aparecem
melhor situados, são beneficiados pelo recall, a lembrança do nome na mente do
eleitor.
O primeiro, por ter governado a
cidade; o segundo em razão da boa votação na disputa pela Prefeitura nas
eleições passadas. À medida que a pesquisa avança pelo Interior, estes caem e
Armando cresce muito.
O cenário que se apresenta para
2014 ainda é uma tremenda incógnita, porque o governador Eduardo Campos (PSB)
não sinalizou para nenhum dos nomes postos e que estão hoje todos abrigados em
sua aliança.
Mas em relação aos que se
apresentam teoricamente como adversários, o senador trabalhista leva uma
aparente vantagem: se não emplacar o apoio de Eduardo tem chances de selar uma
aliança com o PT em outra ponta, o que o deixaria igualmente competitivo.
Coligar-se com a legenda petista
representa na prática contar em seu palanque com a presidente Dilma e o
ex-presidente Lula. Este cenário se configuraria se o PT não lançasse mão de
uma candidatura própria, no caso a do ex-prefeito João Paulo.
Sem a mão aliada de Eduardo,
Armando deve trabalhar fortemente para atrair o PT, oferecendo ao partido a
vaga de vice na sua chapa ou a vaga de senador. Neste caso, o nome que
reforçaria substancialmente a sua candidatura seria o de João Paulo.
Seja na vice ou na disputa para o
Senado, porque neste caso o pré-candidato trabalhista preencheria a lacuna da
aparente fragilidade na Região Metropolitana. João Paulo, portanto, era a mão
na luva para Armando.
A ILHA SÃO FRANCISCO – Embora tenha tido nos últimos anos uma
vitrine – o Ministério da Integração – Fernando Bezerra Coelho (PSB) só aparece
com percentuais significativos na pesquisa do Instituto Opinião na região do
São Francisco. FBC é de Petrolina e governou o município por três vezes. Se o
seu nome vier a ser escolhido pelo governador, não poderá abrir mão de um vice
com perfil metropolitano.
LARGA OU NÃO O OSSO?– O PT decide, hoje, se entrega os cargos que
ocupa na gestão de Eduardo. O partido ainda está dividido, até porque de
Brasília saiu uma ordem muito estranha: a do presidente Rui Falcão, para não
largar o osso.
CAMPINA NO PODER – Se o senador Vital do Rego (PMDB-PB) vier de
fato a substituir Fernando Bezerra Coelho na pasta da Integração, a formosa
Campina Grande, segunda maior cidade paraibana, passará a contar com dois
ministérios, pois Aguinaldo Ribeiro (Cidades) é também campinense. Rego tem um
padrinho forte: o presidente do Senado, Renan Calheiros.
SAI RUFINO – Se Isaltino jogar a toalha, entregando o cargo de
secretário de Transportes, quem perde o mandato de deputado estadual é o
suplente Sebastião Rufino (PSB) e não Isabel Cristina (PT). O critério da
suplência imediata, neste caso, não é partidário, mas da coligação que dá sustentação
ao Governo Eduardo na Assembleia.
O ADEUS DE INOCÊNCIO – As tropas republicanas de Pernambuco se reúnem, hoje, na sede do PR, na Rua Salvador, 67, no bairro do Espinheiro, a partir das 10 horas, para acompanhar o comunicado oficial do deputado Inocêncio Oliveira de que não disputará mais a reeleição. Na oportunidade, o líder apresentará o deputado estadual Sebastião Oliveira como seu sucessor para Câmara Federal.
CURTAS
ENTRA O IRMÃO – O deputado Maviael Cavalcanti (DEM) deve seguir o
exemplo de Inocêncio Oliveira (PR) e anunciar que não disputará mais um novo
mandato para Assembleia Legislativa. Mas o seu candidato não será Joaquim
Francisco, como noticiamos. O mais cotado é o empresário José Francisco
Cavalcanti, irmão de Joaquim.
O SERTANEJO MINEIRO – Zeca Cavalcanti (PTB), ex-prefeito de
Arcoverde, trabalha em silêncio feito mineiro, mas já consolidou sua eleição
para deputado federal. Da sua terra natal deve sair com uma votação superior a
35 mil votos. O complemento virá de parcerias que tem fechado com prefeitos no
Sertão.
PERGUNTAR NÃO OFENDE: Quem Dilma vai escolher para a Chesf?
'O vinho é escarnecedor, a bebida forte alvoroçadora; e todo aquele que
neles errar nunca será sábio'. (Provérbios 20-1)



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