sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Blog do Magno Martins: coluna da sexta feira

EM DEFESA DO CORPORATIVISMO - Um dos principais alvos das manifestações populares que desde o último mês de junho tem levado às ruas milhares de cidadãos indignados com o atual sistema político do país, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) passou a pensar antes de falar, ouvir sua assessoria antes de agir e, de forma friamente calculada, se posicionar acerca dos mais diversos pontos que, de acordo com os membros do parlamento brasileiro, contemplariam a tão aguardada reforma política pleiteada pelos manifestantes.

Após essa “virada no jogo”, o senador alagoano passou a ocupar um lugar de menor destaque nos protestos. A criação do Programa Mais Médicos e a manutenção do mandato do deputado federal Natan Donadon, condenado à prisão pelo Supremo Tribunal Federal pelos crimes de peculato e formação de quadrilha, permitiu que o presidente do Senado fosse “esquecido” pela massa que cobra mudanças urgentes nos mais diversos setores da sociedade.

Contudo, a tão sonhada trégua durou pouco tempo. Renan Calheiros tem a boca mais rápida que o freio dos seus assessores e, ao falar sobre a aprovação do voto aberto nas sessões do Congresso Nacional, o peemedebista saiu em defesa de um corporativismo sujo que dia após dia empobrece a imagem do Poder Legislativo.

Em sua declaração, o senador deixou claro que mais importante que a transparência nas votações do parlamento são os meios que os congressistas precisam ter para assegurar a manutenção dos seus mandatos.

Em outras palavras, ele quis dizer que voto aberto somente para assuntos que não ponham em xeque alianças construídas ao longo de campanhas eleitorais, de forma que seus interesses pessoais continuem da forma que é hoje: acima da vontade do povo.

PREFEITO BLINDADO – O vereador Wanderson Florêncio (PSDB) denunciou a manobra dos parlamentares governistas que, na sessão da quarta-feira, lhe negaram o uso de um projetor e esvaziaram o plenário da Câmara do Recife para evitar a denúncia do descaso da gestão do prefeito Geraldo Julio (PSB) para com as praças públicas da capital pernambucana. A fuga dos governistas evitou a realização do grande expediente, deixando a oposição a ver navios.

UMA BOA NOTÍCIA – O governador Eduardo Campos (PSB) e o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade, anunciaram, em coletiva de imprensa, a erradicação da febre aftosa de todo território pernambucano. O estado obteve a melhor pontuação atribuída pelo Governo Federal nos itens estabelecidos, o que permitiu a assinatura da instrução normativa que concedeu a Pernambuco a mudança do status sanitário.


NÃO CONVENCEU – O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Guilherme Uchoa (PDT), tentou explicar a ação de censura movida contra três veículos, um verdadeiro tiro no pé quando se leva em conta o momento de manifestações vivido pelo país na atualidade. Atribuiu culpa ao advogado, disse que não sabia de nada, enfim, um verdadeiro “se colar, colou”.


CESSAR FOGO – José Queiroz (PDT) quebrou o silêncio e declarou, na tarde de ontem (5), apoio à candidatura de Armando Souto à Prefeitura de Água Preta. O prefeito caruaruense, que presidente a sigla no estado, disse ainda que, caso o candidato queira e sua agenda permitir, vai às ruas militar ao lado do agora aliado. Será que Armando Souto vai topar?

CURTAS

PMDB X PSB - O prefeito Julio Lossio (PMDB) voltou a atribuir à oposição a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco que, na semana passada, decidiu pela cassação do seu mandato e o tornou inelegível por oito anos. O peemedebista negou as acusações de abuso do poder econômico e disse que “a oposição induziu o TRE-PE ao erro”.


INDIGNADO – O deputado federal Augusto Coutinho (DEM) aumentou, nos últimos dias, o volume de postagens em seu perfil numa rede social contestando o descaso da Prefeitura de Olinda com obras de mobilidade e atrativos turísticos. O alvo, desta vez, foi o elevador localizado no Alto da Sé, quebrado há meses, segundo o democrata.





PERGUNTAR NÃO OFENDE: Por que a oposição emudeceu diante da censura imposta por Uchoa à imprensa pernambucana?

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