A vitória contra o Baraúnas era
fundamental para as pretensões do Santa Cruz nesta Série C. Os jogadores
entenderam a importância do duelo e, apesar de uma certa oscilação durante o
jogo, fizeram uma boa partida no geral e conseguiram o triunfo no Nazarenão, em
Goianinha, Rio Grande do Norte. André Dias, Raul e Luciano Sorriso marcaram os
gols corais - o zagueiro Índio diminuiu para os potiguares: 3 x 1 para os
pernambucanos. Com o resultado, o Santa volta ao G4, ocupa provisoriamente a
terceira posição do grupo A (27 pontos) e dá um passo enorme na terceirona. O
próximo jogo é no Arruda, contra o Sampaio Corrêa - e você já sabe: é casa
cheia.
O JOGO - O Santa Cruz começou o
primeiro tempo muito bem. Talvez porque houvesse vários torcedores tricolores
presentes ao Nazarenão, o time de Vica se sentiu em casa. E pressionou o
adversário como os mandantes pressionam nos 20 minutos iniciais. Logo no primeiro
minuto André Dias fez boa jogada, limpou o lance e bateu colocado. A bola
passou assustando o goleiro Érico. Aos seis, contudo, o atacante acertou. Não
de pé, mas de cabeça. Contra-ataque veloz, Luciano Sorriso carregou e teve
inteligência para esperar e abrir bem pelo lado direito. Raul dominou a bola e
meteu na área. A pelota passou por Dênis Marques, mas - no segundo pau- não
passou por Dias. Testou firme e correu para o abraço.
De lá até os 21, só deu Tricolor. A
pressão era total - e a possibilida de ampliar, enorme. Aos 18, em lance
incrível, André Dias chutou no canto e o goleiro, que se chocou no pé da trave,
conseguiu mandar a bola para escanteio. O segundo gol parecia maduro, mas não
saiu. Ora atrapalhado por Érico, ora pelos erros de finalização, a Cobra Coral
não conseguiu marcar. Pior: a partir de então, recuou e cedeu espaços ao
adversário. A principal arma dos potiguares era o chute de fora. Renatinho
Carioca era o principal nome do fundamento.
Mas não foi ele que igualou o
marcador. Aos 41, o zagueiro Índio mandou um foguete e empatou a partida.
Frustração no Tricolor, que esperava descer aos vestiários com a vantagem - mínima,
mas vantagem- no placar.
Na volta para a segunda etapa, Vica
fez uma alteração: tirou Ramirez, volante, e colocou Renatinho, meia. Era a
prova clara de que só interessava a vitória para o Santa Cruz - e que, para conquistá-la, era
fundamental ser ofensivo. Os minutos iniciais, porém, não foram favoráveis para
o time do Arruda. A primeira grande chance foi do Baraúnas. Aos 3, Fabinho
Cambalhota girou na pequena área e bateu. Tiago Cardoso fez uma grande defesa.
Aos poucos, porém, o Santa crescia
na partida. Gradativamente, foi tomando conta do jogo. A partir dos 10, começou
a martelar o adversário. Chegou uma, duas, três vezes. Tentou tanto que
conseguiu. Aos 20, o meio-campista Raul, que cruzou para o primeiro gol,
inverteu de papel. Foi para a área cabecear e desempatar o jogo. Um minuto mais
tarde, Vica mudou a substituição que faria. Em vez de colocar Siloé e Natan,
pôs apenas o último. Dênis Marques saiu de campo.
Dois a um ainda era muito perigoso.
O jogo ficou dramático. O Baraúnas foi para frente. Em casa, queria pelo menos
o empate. O Santa Cruz ficou mais no campo de defesa esperando uma
possibilidade de contra-golpe. Aos 34, o grande susto. O meio-campista Radamis
teve a chance, bateu bem, cobriu Tiago Cardoso, mas a bola foi no travessão. A
sorte estava com a Cobra Coral. A vitória, também. Aos 48, Luciano Sorriso
mandou uma bomba de fora da área e sacramentou: 3 x 1 para o Santa Cruz.
Vitória fundamental.
Blog do Torcedor
Nenhum comentário:
Postar um comentário