São Paulo – A taxa de juros média
para pessoa física no mês de agosto ficou em 5,51%, a quarta alta registrada
este ano. O índice apresentou elevação de 0,03 ponto percentual em relação a
julho, segundo pesquisa da Associação Nacional de Executivos de Finanças,
Administração e Contabilidade (Anefac).
Das seis linhas pesquisadas,
apenas uma manteve estabilidade, o crédito rotativo do cartão de crédito, que
permaneceu em 9,37%. Os juros do comércio tiveram elevação de 0,24%, passando
de 4,1% (61,96% ao ano) registrado em julho, para 4,11% (62,15% ao ano) em
agosto. O cheque especial teve alta de 0,51%, passando de 7,77% (145,46% ao
ano) em julho, para 7,81% (146,55% ao ano) em agosto.
O crédito direto ao consumidor
(CDC), nos bancos ou por intermédio das lojas, subiu 1,9%, passando de 1,58%
(20,7% ao ano) em julho, para 1,61% ao mês (21,13% ao ano) em agosto. O
empréstimo pessoal feito em bancos apresentou alta de 0,65%, passando de 3,08%
(43,91% ao ano) em julho, para 3,1% (44,25% ao ano) em agosto. Já o empréstimo
pessoal feito em financeiras subiu 0,57%, passando de 6,99% (124,97% ao ano) em
julho, para 7,03% (125,98% ao ano) em agosto.
A taxa média de juros para pessoa
jurídica também subiu, passando de 3,13% (44,75% ao ano) em julho, para 3,16%
(45,26% ao ano) em agosto.
Segundo o coordenador de estudos
econômicos da Anefac, Miguel Ribeiro de Oliveira, essas altas podem ser
atribuídas ao aumento da taxa básica de juros (Selic), de 8,5% para 9% ao ano.
De acordo com ele, as pressões inflacionárias e uma possível elevação da Selic
na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) devem fazer com que
as taxas de juros das operações de crédito voltem a aumentar nos próximos
meses.
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