![]() |
| Reunião dos estudantes foi realizada na UFPE Imagem: Wilson Maranhão |
Os estudantes que denunciam ter
sido vítimas de agressões por parte de policiais militares durante os atos
realizados no Recife no último sábado (07), Dia da Independência do Brasil,
prometem relatar os recentes acontecimentos ocorridos no Estado à Anistia
Internacional e à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (OEA), ambas de
defesa dos direitos humanos.
A decisão foi anunciada nesta segunda-feira após
uma reunião, realizada na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), entre
lideranças de movimentos sociais e estudantis.
Encabeçam as denúncias que serão
realizadas aos organismos estrangeiros a Frente Independente Popular e a Frente
de Luta pelo Transporte Público. Os movimentos pretendem relatar a violência
policial que, segundo eles, foi empregada durante o ato denominado Operação
Sete de Setembro. No ato, de acordo com os estudantes, 16 pessoas foram detidas
por desobediência e resistência à prisão, sendo nove maiores de idade e sete
menores.
As supostas vítimas alegaram que em
momento algum houve resistência à prisão e desobediência, além de relatar a
ausência de atos de vandalismo no ato. No pronunciamento, os estudantes
denunciaram que dois integrantes do movimento tiveram escoriações pelo corpo.
Segundo o grupo, fotos e vídeos registrados pela imprensa que mostram a
truculência da polícia deverão ser usados como provas. A denúncia aos
organismos internacionais será feita até o dia 15 de setembro.
Além do relato aos organismos
internacionais, os estudantes disseram que vão processar o Estado por danos
morais em ações distintas, sendo uma coletiva e duas individuais, em nome do
estudante de fisioterapia da Faculdade Integrada do Recife (FIR), Cristiano
Vasconcelos, de 21 anos, e no do mestrando em história pela Universidade Federal
de Pernambuco (UFPE), Rodrigo Dantas, que foi detido durante um tumulto no
Estação Recife. O estudante foi solto após pagar fiança de R$ 1 mil.
Nesta segunda-feira, a Secretaria
de Defesa Social confirmou, em nota, que um policial militar que atuou no ato
do último sábado (07), no bairro do Derby, foi afastado pela Corregedoria Geral
do órgão. Segundo a SDS, o PM deverá ser impedido de atuar nas ruas até a
conclusão de uma sindicância que será aberta. A Secretaria, no entanto, não
informou o nome do agente nem qual teria sido o motivo da decisão.
Em entrevista no Fórum Nordeste
2013, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos afirmou, que os possíveis
abusos praticados pelos agentes começaram a ser investigados ainda no domingo
(08). Segundo o gestor, alguns profissionais que se “comportaram de maneira
arbitrária” já teriam sido afastados, e
não apenas um, como informou a SDS.
Protesto
Movimentos estudantis já
programaram uma nova manifestação para o dia 18 de setembro. A concentração
será às 13h, em frente à Escola Luiz Delgado, localizada na rua do Hospício,
bairro da Boa Vista.
Folha de Pernambuco

Nenhum comentário:
Postar um comentário