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| Chaves tem um universo próprio na América Latina Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem |
Personagens de Bolaños
atravessaram gerações e viraram ícones pop
A Festa da Boa Vizinhança não
será mais a mesma a partir de agora na vila. O menino Chaves, que foi
eternizado no mexicano Roberto Gomes Bolaños, nos deixou. E não há mais
sanduíches de presunto ou brincadeiras com Kiko e Chiquinha que o tragam de
volta para nós. Assim como ele, ficamos órfãos. Não de pais, mas da genialidade
do Chespirito, apelido carinhoso pelo qual Roberto era conhecido - uma
referência ao inglês William Shakespare. O vazio que fica no coração pela
ausência dele entre nós é tão grande que dá vontade de ir para o barril mais
próximo chorar bem ao estilo 'pipipi'. Enfim, chegou a aurora para Roberto,
Chaves, Chapolin e tantos outros personagens que atravessaram gerações na
América Latina.
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| Imagem do Facebook |
O termo 'se você é jovem ainda'
eternizado na música de mesmo nome do seriado é algo que define bem a alma de
Bolaños durante os 85 anos de vida. Roberto nunca abandonou o jeito criança,
muito bem representado na inocência do Chaves, criado aos 42 anos do artista.
Foi com o público mais jovem que ele obteve a melhor identificação bem aos
estilo "sigam-me os bons", frase célebre do Chapolin. Sabendo disso,
o autor mexicano abriu mão da comédia em alguns momentos para transmitir
mensagens educativas e reflexivas para os pequenos. Quem não lembra da famosa
"a vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena", dita pelo Seu
Madruga?
Além de Chaves e Chapolin,
Chespirito criou outros personagens menos famosos no Brasil, mas considerados
muito importantes no México, como Chompiras, um ex-ladrão que ficou honrado;
Dr. Chapatin, um médico nada paciente; e Dom Caveira, um dono de funerária que
tenta sair com as viúvas. Os esquetes de todas essas criações eram reunidos na
Hora do Chespirito.
O sucesso transformou os
personagens de Roberto Bolaños, interpretados por ele ou não, em ícones pop com
o passar do tempo, principalmente na Internet e redes sociais. Que fã de Chaves
nunca teve a ideia de se fantasiar no Carnaval com as roupinhas muito loucas de
Kiko, Chiquinha e Seu Madruga? Ou até mesmo usou alguma referência do programa
durante o papo com os amigos? Isso sem falar nas comunidades, adesivos,
camisas, bonecos, broches e outros objetos dos membros da vila do Chaves.
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Bolanõs sempre manteve o jeito
criança
Foto: Reprodução/Internet
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O
seriado ganhou o próprio universo com um público muito fiel, que não se abalou
nem mesmo com o fim dos episódios inéditos do programa ou com as brigas de
alguns atores - como Maria Atononieta de Las Nieves, a Chiquinha - com Bolanõs.
Só que obviamente o tempo passou
para o menino Roberto. Os últimos anos foram mais de boas lembranças dos
momentos do sucesso dos principais personagens e de Chaves - que virou desenho.
Isso, porém, não significou que ele ficou velho com a idade. No coração,
Bolaños sustentou a juventude que nunca morreu nem morrerá. Chespirito se vai,
mas nos deixa as alegrias, as tristezas, os ensinamentos e as boas memórias que
vieram principalmente com Chaves, que finalmente encontrou um lugar onde poderá
comer todo o sanduíche de presunto que quiser.
Obrigado, Roberto Gomes Bolaños!
Por nos proporcionar grandes brincadeiras não só com você, mas com o Kiko, a
Chiquinha, o Senhor Barriga e outros. Por enquanto vai tirando a paciência do
Seu Madruga, da Bruxa do 71 e do Jaiminho, velhos amigos que você reencontra
neste momento. Só pega leve com eles porque nem todos têm paciência com você.
Do NE10



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