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Pe.Superesportes.com.br
O
técnico Marcelo Martelotte esteve na manhã desta sexta-feira no Arruda. Era
hora de despedida. Veio conversar, mais uma vez, com a diretoria de futebol
coral e esclarecer os motivos pelos quais aceitou o convite para dirigir o
Sport na Série B do Campeonato Brasileiro.
A
partir deste sábado, o técnico que levou o Santa Cruz ao título pernambucano de
2013 tem novo endereço. No primeiro contato de Martelotte com o time
rubro-negro ele será apenas espectador. Vai à Juazeiro assistir ao jogo de
estreia do Leão diante do Icasa, amanhã. A equipe vai ter o comando provisório
de Gustavo Bueno, amigo de Marcelo Martelotte e um dos articuladores de sua ida
para o clube da Praça da Bandeira.
No
domingo, Marcelo já estará comandando o primeiro treino na Ilha do Retiro.
Antes mesmo de assumir a prancheta, ele avisa que mudanças serãos feitas em
caráter de urgência. "Saídas e chegadas no futebol sempre vão existir. É
normal. Precisamos sim é resgatar o grupo e fazer algo semelhante que foi feito
no Santa Cruz. Trazer a alegria de volta ao torcedor do Sport", adiantou o
novo comandante leonino.
Martelotte
assinou contrato de um ano com o Sport. Diz que trocou de endereço no Recife,
sobretudo, pelo desafio profissional. Mas também explicou que a proposta
financeira pesou na hora do acerto. "Não sairia do Santa Cruz, que vai
brigar pelo título da Série C, se não tivesse o propósito de conquistar o
acesso com o Sport. É isso que nos move. Vamos precisar reestruturar o time.
Vai ser uma nova proposta. Um desafio que a gente está preparado",
acrescentou o carioca, de 44 anos, mas que desde pequeno foi criado na cidade
de Taubaté, no interior de São Paulo.
A
transação envolvendo a saída de Marcelo Martelotte do Santa Cruz foi
concretizada em menos de dois dias. A primeira conversa com o diretor de
futebol do Sport, Marcos Amaral, teve início na última quarta-feira. "Na
madrugada desta sexta-feira é que fechamos tudo. Por volta da 1h30, o contrato
foi assinado. Foi realmente tudo rápido. Não tive tempo de me despedir de todos.
Alguns atletas que tenho o celular, como é o caso do Luciano Sorriso, falei e
pedi que repassassem meu abraço. Pelo trabalho que fiz aqui no Santa Cruz tenho
certeza de ter deixado as portas abertas", comentou Martelotte, que
dirigiu o time coral por quase seis meses.
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