Pré-candidatos ao Governo de
Pernambuco em palanques diferentes, o senador Armando Monteiro Neto (PTB) e o
ex-ministro da Integração Nacional Fernando Bezerra Coelho (PSB) trocaram
farpas publicamente, nessa quinta-feira, por apresentarem opiniões diferentes
sobre a polêmica em torno do Canal do Sertão. Esta semana, na Assembleia
Legislativa, foi levantado o questionamento de que o traçado da obra foi
mudado, retirando algumas cidades pernambucanas que inicialmente estavam
contempladas.
Questionado sobre a defesa do
projeto original feita pelo senador no Congresso, Bezerra Coelho avaliou que
Armando “pegou um negócio para ver se me colocava na berlinda”. Bezerra
concedeu entrevista à imprensa para explicar o imbróglio em torno da
construção.
“Ele (Armando) defendeu (o projeto
original) ligeiramente. Ele não tem esta informação. Eu até, digamos assim,
compreendo a posição dele, porque quando a notícia saiu (na imprensa) pareceu
que não houve diálogo”, completou o ex-ministro.
Por telefone, Armando disse que,
neste debate, prefere ficar ao lado do ex-deputado federal Osvaldo Coelho (DEM)
- tio e adversário político do ex-ministro -, um dos primeiros a apontar (e
criticar) a mudança do traçado, justificando que o democrata tem acúmulo de
experiência e autoridade para tratar do assunto.
“Ele (Osvaldo) é um pernambucano que
conhece muito esta matéria. Aliás, conhece muito antes do ministro (sic).
Fernando há de reconhecer que, se existe um opinião diferente, nasce da própria
região e da família dele”.
No Senado, Armando criticou que a
área de irrigação foi reduzida de aproximadamente 110 mil hectares de terras
para pouco mais de 33 mil hectares, incluindo apenas Petrolina, Santa Cruz,
Dormentes e Santa Filomena. “Foram deixadas ao largo áreas de terras irrigáveis
de elevada fertilidade na região do Araripe e também do Sertão Central”,
reclamou.
Blog do Jamildo.com
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