| Foto: Angélica Souza / NE10 |
Membros dos mais de dois mil
terreiros de Pernambuco se reúnem nesta segunda-feira (4) para realização da 7ª
Caminhada do Povo dos Terreiros, no Marco Zero, no Bairro do Recife, área
central da Capital Pernambucana, a partir das 14h.
O evento luta contra toda forma
de intolerância – religiosa, racial e sexual, e espera reunir cerca de 40 mil
pessoas entre líderes religiosos e membros das religiões de Matriz Africana do
estado.
O tema deste ano é “História da
África - 10 anos da Lei 10.639. O que Fazer?” que pede atenção para importância
do ensino de História da África, Cultura Afro-brasileira e indígena nas escolas
públicas e privadas. O cortejo reunirá todos os religiosos do Candomblé,
Umbanda e da Jurema Sagrada estarão reunidos, cantando para as divindades,
abrindo um leque cultural-religioso e fazendo um chamado para o turismo
étnico-cultural, mostrando à Pernambuco uma grande cerimônia de Matriz
Africana.
Para a coordenadora religiosa do
evento, Mãe Elza de Yemoja, a caminhada é a luta contra a discriminação
religiosa e um pedido de igualdade entre as pessoas. “É preciso fazer cumprir a
constituição de termos um estado laico e lutarmos para que as tradições
religiosas tenham o mesmo valor. É a luta pelo povo negro, pelo povo excluído”,
ressalta a Yalorixá, Conselheira Estadual Matriz Africana da Secretaria de
Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, que pratica o culto afro há 43 anos.
A manifestação terá início às
14h30 com as homenagens e o grito político, seguindo em caminhada com um grande
Xirê – sequência de cantos e danças em louvação às orixás do Candomblé-, pela
Avenida Marquês de Olinda, Avenida Martins de Barro, Praça da República, Rua do
Sol, Avenida Guararapes e Avenida Dantas Barreto. O término da caminhada será
no Memorial Zumbi dos Palmares, localizado no Pátio do Carmo, no bairro de
Santo Antônio, símbolo da resistência negra no Brasil Colonial, escravidão e
cultura africana.
NE10
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