quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Do blog do Magno Martins: Coluna da quarta-feira

PSB UNIDO COM AÉCIO - A cúpula do PSB pernambucano teve uma longa conversa, ontem, em São Paulo, com Marina Silva e afinou o discurso para o anúncio formal do apoio ao candidato do PSDB, Aécio Neves, que disputa o segundo turno da eleição presidencial contra a presidente Dilma. Diferentemente da eleição de 2010, quando ficou em cima do muro, desta vez Marina se alia ao postulante da oposição.

Marina tem uma profunda mágoa do PT, especialmente da presidente Dilma, que usou mecanismos virulentos para desconstruir a sua imagem ao longo da campanha. Vista com lugar garantido no segundo turno, Marina foi perdendo aderência ao longo da campanha em função dos duros golpes que sofreu no guia eleitoral de Dilma.

Aécio também chegou a endurecer o jogo, mas não a tanto, porque sabia que se apelasse da forma de Dilma teria dificuldades para trazer Marina para o seu palanque. Principal núcleo do PSB no País, o de Pernambuco, liderado agora pelo governador eleito Paulo Câmara, está tendo um papel fundamental para construir a unidade.

Até mesmo o presidente da executiva nacional, Roberto Amaral, que era visto como simpatizante do apoio a Dilma, já está falando a mesma linguagem de Câmara, Geraldo Júlio, Beto Albuquerque e o vice-governador eleito de São Paulo, Márcio França, que trabalham pelo alinhamento a Aécio.

No caso de Pernambuco, será exigido de Aécio seu compromisso velado com a reeleição do prefeito Geraldo Júlio em 2016, caso venha a ser eleito. Neste caso, o mais prejudicado é o deputado federal eleito Daniel Coelho, que não poderá concorrer à Prefeitura do Recife, como deseja, pela legenda tucana.

Terá, evidentemente, que procurar abrigo em outra legenda. Aécio fez um grande esforço para atrair o apoio do PSB, desde o momento que recebeu o primeiro apoio solidário: do senador Jarbas Vasconcelos, com quem deve ter uma conversa, hoje, em Brasília, juntamente com o candidato a vice-presidente, o senador Aloysio Nunes Ferreira.

MUDANÇA TÍMIDA– A renovação na Câmara dos Deputados, em torno de 46%, foi uma das mais baixas das últimas eleições, sendo a maior em 1990: 61,8%. O PT fez a maior bancada: 70 deputados. Foi seguido pelo PMDB (66), PSDB (54) e PSD (37). O PP teve sua bancada reduzida de 40 para 36 parlamentares. Já o DEM também perdeu aderência, saindo de 28 deputados para 22, enquanto o PTB aumentou de 18 para 25. O PDT ganhou mais um, indo de 18 para 19.


FENÔMENO NO RECIFE
Com a marca de mais de 100 mil votos no Recife, o deputado federal eleito Felipe Carreras (PSB) é a aposta socialista do futuro. Pode ser o candidato a prefeito da capital em 2020, após a reeleição de Geraldo Júlio. É jovem e está empolgado com a vida pública e partidária.

FUSÃO – Se o candidato tucano Aécio Neves vier a ser eleito na briga do segundo turno para presidente, o que se ouve em Brasília é que o DEM será fundido ao PSDB, para garantir a Presidência da Câmara dos Deputados. O PSDB elegeu 54 deputados e o DEM 22, o que totaliza na fusão 76 parlamentares, superando a bancada do PT, de 70 congressistas.

ROMPIMENTO– O vídeo da festa pela comemoração da eleição dos deputados Zeca Cavalcanti e Júlio Cavalcanti, ambos do PTB, em Arcoverde, no qual zombam da prefeita Madalena Brito, pode ser o estopim para antecipar o que a população em geral já sabe que vai acontecer: o rompimento político do grupo. Zeca, ex-prefeito, tende a lançar sua esposa para disputar a Prefeitura em 2016.

FAMILIA DIVIDIDA – O prefeito de Caruaru, José Queiroz (PTD), esclarece que, diferentemente do seu filho, o deputado federal reeleito Wolney Queiroz (PDT), ainda não decidiu quem apoiar no segundo turno. Em entrevista à Rádio Cultura, Wolney afirmou que vota com Dilma, mas Queiroz pode seguir a decisão da Frente Popular: Aécio Neves.

CURTAS

BANCADAS – A coligação que apoia Dilma elegeu 304 deputados federais e a de Aécio 128, enquanto a Frente de Marina fez 53 e outras coligações 28. Caso seja eleito, Aécio terá que negociar o apoio da ampla base de sustentação de Dilma.

CULPADO – Aliados do governador João Lyra estranham as declarações de Wolney Queiroz, culpando Raquel Lyra pela derrota de Laura Gomes. Dizem que não foi Lyra que inventou a candidatura de Demóstenes Veras, que teve 16 mil votos, mas o grupo do  prefeito José Queiroz, pai de Wolney.

PERGUNTAR NÃO OFENDE: Por que Dilma rifou Pernambuco do seu giro pelo Nordeste que começa hoje?


'Não se desvie para os caminhos dela o teu coração, e não te deixes perder nas suas veredas'. (Provérbios 7-25)

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