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sábado, 21 de março de 2015

Governo e Consórcio Arena Pernambuco garantem que estádio custou R$ 479 milhões

Cifra menor do que o valor previsto para obra aumenta dúvidas em torno do contrato

Cinco anos após o início das obras e da assinatura do contrato de concessão administrativa assinada pelo Governo de Pernambuco e o Consórcio Arena Pernambuco Negócios e Investimentos, o valor da construção do estádio foi revelado. Segundo documentos apresentados por ambos, ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), o equipamento multiuso custou R$ 479 milhões (Data base maio/2009). A cifra, no entanto, surpreendeu a corte, pois está abaixo dos R$ 532,6 milhões previstos e divulgados desde o início no Portal da Transparência do Governo Federal.
O preço, ao invés de ajudar a abrir a “caixa preta” aumentou mais as dúvidas em torno do contrato da arena. Segundo o presidente do empreendimento, Alexandre Gonzaga, em entrevista à Folha de Pernambuco no mês passado, o consórcio recebeu do Governo “aproximadamente R$ 389 milhões a título de Ressarcimento Investimento em Obra (RIO), e há, ainda, um débito de R$ 137 milhões da construção”. O que significa que o Estado já comprometeu R$ 526 milhões, ou seja, quase 10% a mais do custo.
Mesmo sendo responsável pelo investimento na construção, o Consórcio Arena Pernambuco Negócios e Investimentos não quis comentar o assunto. Por meio da assessoria de Imprensa informou apenas, que “esclarecimentos a respeito do contrato de PPP devem ser encaminhados ao Poder Concedente”.
Apesar de céticos, com a oficialização do custo de construção da Itaipava Arena Pernambuco, a equipe de engenheiros do TCE começará, já na próxima semana, a analisar o material que foi enviado pelo consórcio. Os técnicos vão confrontar as informações disponibilizadas com o que, de fato, tem no estádio. Depois desse levantamento quantitativo e qualitativo é que o tribunal poderá confirmar se o valor declarado é compatível com o equipamento.
Operação
Em 2013, o consórcio, formado pela Odebrecht Participações e Investimentos e a Odebrecht Infraestrutura, recebeu do poder público R$ 87 milhões. No mês passado, a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) aprovou mais R$ 93,8 milhões para pagar custos de manutenção em 2014 e parcelas indenizatórias restantes da construção do estádio.

Folha de Pernambuco 

quarta-feira, 11 de março de 2015

Odebrecht não revela custo final da obra da Arena

Arena Pernambuco JC Imagem
No contrato, foi estimado um custo de R$ 532 milhões, referentes a obra e ao projeto.

Quase dois anos após a Arena Pernambuco ter sido inaugurada, a Odebrecht, empresa concessionária da PPP da Arena, não sabe qual o valor total consolidado da sua construção. No contrato, foi estimado um custo de R$ 532 milhões, referentes à obra e ao projeto.

Segundo o presidente do consórcio que gerencia o estádio “padrão FIFA”, Alexandre Gonzaga, existiu um custo “grande” de aceleração da obra (que foi entregue com oito meses de antecedência a fim de participar do calendário da Copa das Confederações). “Eu prefiro não dizer uma estimativa, para cravar na hora oportuna o número exato”, disse.

Já divulgou-se, no entanto, que a cifra estimada já havia pulado para R$ 630 milhões, cem milhões a mais. “Existe um processo, junto ao Governo do Estado. Já mandamos as informações e houve questionamentos. Eles estão avaliando, dado o nível de detalhamento”, explicou Gonzaga.

O Tribunal de Contas do Estado fez um “alerta” à empresa concessionária para que a planilha detalhada do custo da obra também seja repassa ao órgão. O prazo dado foi de cinco dias úteis, que se encerram amanhã. A Odebrecht garantiu que iria responder à tempo.

O conselheiro Dirceu Rodolfo, relator da auditoria especial da PP da Arena, fez uma série de questionamentos ao contrato. O principal deles é a alta contraprestação que o Governo do Estado está repassando para a empresa para cobrir, especialmente, a frustração da receita operacional. São cerca de R$ 5 milhões/mês, uma soma da contraprestação principal, operacional (bilheteria) e adicional (publicidade, estacionamento etc).

Essa quantia deveria ser R$ 400 mil/mês, caso a parte operacional  estivesse a plenos pulmões. No contrato, estava previsto que os três grandes times (Náutico, Santa Cruz e Sport) realizariam 60 dos grandes jogos naquele estádio, o que não ocorreu. “Quando não se tem os três clubes ou tem dois, mas performando mal existe o risco”, disse Gonzaga. 

Jornal do Commercio

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Náutico volta a vencer. E foi em grande estilo

O Náutico encerrou o jejum em jogos oficiais na temporada 2015 em grande estilo. Aproveitando bem os espaços dados pelo Serra Talhada no primeiro tempo, o timbu construiu uma consistente goleada por 4×0 na noite desta quarta-feira (11), na Arena Pernambuco pela terceira rodada do hexagonal do título do Campeonato Pernambucano. Além de chegar aos quatro pontos, o placar serviu para afastar o fantasma do Cangaceiro, que no último domingo assustou o Santa Cruz ao fazer 3×0. Agora, os alvirrubros voltam as atenções para a Copa do Nordeste, quando enfrentam o Moto Club no próximo sábado (14), no Maranhão.

Sem querer dar sopa para o azar, o Náutico tentou sufocar o adversário nos primeiros minutos. E conseguiu. O Serra tinha dificuldade em ultrapassar a linha divisória do gramado. A ordem era não deixar a bola chegar perto de Júnior Juazeiro. Faltava criar a situação de gol e ela não demorou muito. Aos oito, numa bola roubada no meio, Renato foi lançado. Entrou na área e tocou rasteiro, na saída de Gleibson. Após tomar a dianteira o timbu recuou um pouco seu bloco defensivo e sofreu pela falta de definição na marcação.

Com espaços entre as linhas de marcação, o Cangaceiro passou a apostar na bola longa e começou a levar perigo. O jogo ficou equilibrado com o time do Sertão já tomando conta do meio de campo mas os da Capital sempre no perigo iminente de encaixar algum contra-ataque. Júlio César fez uma grande defesa numa cabeçada à queima roupa e Gastón Filgueira quase amplia meio sem querer.

O Náutico voltou para o segundo tempo com Jefferson Nem no lugar de Patrick Vieira. Na teoria manutenção da ofensividade, mas tanto Nem quanto Josimar, que atuava mais pela esquerda, recuaram deixando apenas Renato no campo defensivo do Serra Talhada. Mesmo com um pouco mais de folga na saída de jogo, a equipe preta e laranja mostrou displicência e ‘entregou’ vários contra-ataques aos alvirrubros.

O problema é que os de vermelho e branco também devolviam a gentiliza. Como? Sem imprimir velocidade no contra-ataque. Os jogadores faziam o posicionamento correto – dois atletas davam opção ao homem da bola, que demorava a trocar de portador por tempo suficiente para a recomposição da defesa adversária. O segundo gol saiu da insistência de Bruno Alves, aos 30 minutos. Ele cruzou rasteiro e Josimar enganou Andson antes de acertar o canto  direito de Gleibson.

A ampliada do Náutico saiu justamente quando o Serra adotara uma postura mais ofensiva com Jessuí no lugar de Ramon. O resultado foi mais espaço dado para os contra-ataques. Aos 41, Josimar fez outro, desta vez com um passe rasteiro vindo da esquerda, através de Jefferson Renan. O mesmo Renan foi o arquiteto do quarto gol, que teve a conclusão de Guilherme, de carrinho.

GAROTADA
O Náutico terminou o jogo com cinco jogadores formados na base: Flávio, Diego, João Ananias, Jefferson Nem e Guilherme. O sexto utilizado foi Renato.

DIREITA EM FALTA
O lado direito alvirrubro ainda está em falta. David não tem o mesmo ímpeto – nem qualidade – de Gastón Filgueira. Para ter mais equilíbrio ofensivo o técnico Moacir Júnior vai ter que trabalhar mais as triangulações no setor sob pena de o time não ter outra alternativa.

ERROU A CONTA
Aos 30 minutos do primeiro tempo o árbitro Giorgio Wilton marcou falta de Fillipe Souto, um carrinho. Mostrou o amarelo e em seguida o vermelho. O problema é que o único alvirrubro advertido até então fora o lateral David. Felizmente percebeu o erro e anulou a expulsão. Mas a torcida não absolveu e mandou-lhe a tradicional vaia.

CERTO POR LINHAS TORTAS
Aos 33 da primeira etapa, Gastón Filgueira arrancou pela esquerda e mandou para a área, o endereço seria a cabeça de Josimar. Pegou errado na bola, prova disso é que tirou terra do gramado, mas quase encobriu Gleibson, que voltou em tempo de dar um tapa e mandar a escanteio.


Blog do Torcedor

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Ação promovida pelo Sport repercute no mundo


  O Sport em parceria com a agência Ogilvy Brasil lançaram no clássico deste domingo, contra o Náutico, a “Security Moms” (Mães Seguranças). Uma ação, contra a violência nos estádios, em que cerca de 30 mães de torcedores do Sport ficaram responsáveis pela segurança do estádio durante o jogo. A iniciativa repercutiu não só no Estado, como em todo o Brasil e até na Inglaterra

O jornal britânico The Guardian publicou a notícia com a seguinte manchete “Brazilian club employs fans’ mothers as stewards in bid to stop violence” – Clube brasileiro emprega mães dos torcedores como seguranças na tentativa de acabar com a violência.


Blog do Torcedor 

domingo, 22 de junho de 2014

Mais de 80 pessoas passam mal após comerem alimentos estragados na Arena PE



Apevisa realizou inspeção em oito alimentos e quatro deles apresentaram índices de contaminação
Comida estragada foi servida a torcedores e trabalhadores na partida entre Costa do Rica e Itália na Arena Pernambuco na última sexta-feira (20). De acordo com o Governo do Estado, 82 pessoas foram socorridas após o consumo desses alimentos. No total, foram realizados atendimentos, na Intra Arena, em 42 torcedores, em 36 trabalhadores e em quatro pessoas do staff FIFA. Seis dos trabalhadores apresentaram sinais de diarreia.

Na cozinha central da Arena, equipes da Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) realizaram inspeção em oito alimentos. Quatro desses apresentaram índices de contaminação e, por isso, foram considerados impróprios para o consumo.

“Vinte quatro horas antes do jogo, quando é separada a alimentação, a Apevisa coleta amostras e encaminha para os laboratórios. A Apevisa procedeu a interdição cautelar desses alimentos, que totalizou 330 quilos, entre feijão, farofa, salada e pudim. Após isso, notificou a FIFA, a Apevisa também notificou a Anvisa porque o distribuidor é de Campinas”, pontuou a secretária executiva de saúde, Ivete Buril

Blog da Folhape

quinta-feira, 6 de junho de 2013

TORCEDORES PODERÃO PEGAR METRÔ DE GRAÇA ATÉ A ARENA PERNAMBUCO

Do G1 PE
jc3.uol.com.br
A viagem de metrô até a Estação Cosme e Damião, ponto mais próximo da Arena Pernambuco, localizada na cidade de São Lourenço da Mata, Região Metropolitana do Recife, será gratuita a partir de determinadas estações da capital pernambucana, durante os jogos da Copa das Confederações. O torcedor a caminho do estádio poderá apresentar seu bilhete na catraca de uma das 11 estações de metrô que compõem o Circuito da Copa e não pagará nada pela viagem, de forma que ele não precisará se dirigir aos guichês, evitando filas e tumulto.

Essa e outras novidades de mobilidade e segurança para a Copa foram anunciadas, na manhã desta quarta-feira (5) pela Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa). "O plano mantém as diretrizes básicas do jogo-teste do dia 22, entre Náutico e Sporting de Portugal, que é estimular o uso do metrô como principal transporte público de acesso à Arena Pernambuco", afirmou o secretário Extraordinário da Copa, Ricardo Leitão.

As estações do Circuito da Fifa, a partir de onde as viagens serão gratuitas, são aquelas que estão dentro do perímetro de 3 km da Arena. São elas Recife, Joana Bezerra, Camaragibe, Cajueiro Seco, Aeroporto, Tancredo Neves, Shopping, Antônio Falcão, TIP, Largo da Paz e Rodoviária. Ao chegar à estação Cosme e Damião, o processo para continuar a viagem até a Arena vai permanecer o mesmo: um ônibus circular vai buscar os torcedores na estação e levá-los até 600 metros da Arena, uma determinação de segurança da Fifa.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

ESTADO VAI BANCAR CUSTO EXTRA DA ARENA DA COPA

Do JC Online
imagem: licite.com.br

O governo de Pernambuco assinou um verdadeiro cheque em branco para acelerar as obras da Arena da Copa, em São Lourenço da Mata, para a Copa das Confederações. É que, apesar do novo prazo exigido pela Fifa ser fevereiro de 2013, o contrato com a Arena Pernambuco Negócios, consórcio de empresas da Odebrecht, prevê a entrega do estádio só em dezembro desse mesmo ano. Assim, pelo menos no contrato original, o estádio não sairá atrasado e sim antecipado, em 10 meses. O governo e o consórcio admitem alta no custo das obras, mas dizem não saber de quanto. Um encontro de contas será feito apenas após a entrega do estádio.

O contrato da arena da Copa é uma parceria público-privada (PPP), uma concessão de 33 anos para construção, operação e manutenção do estádio. Por isso não segue a Lei 8.666/93, a Lei de Licitações. Por causa do aumento de custos, em vez de aditivos tradicionais, não previstos numa PPP, haverá um "reequilíbrio contratual" depois de feitos os gastos a mais. "Ao final da construção, a concessionária vai apresentar a conta. Mas, antes de mais nada, esse número será auditado", afirma o secretário da Copa, Ricardo Leitão.

Hoje, a contraprestação anual máxima prevista para o governo pagar na PPP é de R$ 3,994 milhões. "Depois da auditoria nos custos, podemos optar por uma das alternativas: aumentar a contrapartida ou ampliar o prazo de concessão para 35 anos, por exemplo", conta Leitão. O orçamento para deixar a Arena Pernambuco pronta e operacional é de R$ 532 milhões (valor de maio de 2009). O consórcio já tomou R$ 530 milhões em empréstimos públicos - do Banco do Nordeste (BNB) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) -, além de R$ 70 milhões de um banco comercial.

quarta-feira, 21 de março de 2012

BNDES LIBERA FINANCIAMENTO DE R$ 73 MILHÕES PARA ARENA PE

Do PE Investimento
imagem: sidneyrezende.com
A segunda parcela do financiamento contratado pelo Consórcio Arena Pernambuco com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi liberada. Somada ao primeiro desembolso recebido da instituição em novembro passado, os R$ 73 milhões alcançam o equivalente a 56% dos R$ 280 milhões aprovados pelo programa “BNDES ProCopa Arenas”.

O recurso será utilizado diretamente na execução das obras da arena multiuso, construída para sediar a Copa do Mundo da FIFA em Pernambuco.
 
A Concessionária, integralmente controlada pela Organização Odebrecht, levantou outros R$ 70 milhões através de uma emissão de debêntures, adquiridas por um banco comercial.

Além disso, aguarda a liberação do empréstimo de R$ 250 milhões aprovado pelo Banco do Nordeste do Brasil (BNB). Essa operação já foi aprovada pela diretoria do BNB e os contratos vinculados à transação foram recentemente assinados.

ORÇAMENTO - Os gastos para a construção da Arena estão orçados em R$ 532 milhões (base maio/2009), valor que inclui o contrato de construção, as despesas pré-operacionais e o ressarcimento pelo estudo de viabilidade. O orçamento prevê ainda os serviços de engenharia, exploração, operação e manutenção da arena pelo prazo de 33 anos, incluindo o período de obras.