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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Estado tem quase 5 mil famílias desabrigadas e outras 10 mil desalojadas


Imagem da Internet
 Da Redação do pe360graus.com
Novos números dos danos causados pelas chuvas foram divulgados neste domingo (8) pelo Governo do Estado, através da Coordenadoria de Defesa Civil (Codecipe). Ao todo, 55 cidades foram atingidas, 26 municípios estão em situação de emergência e nove decretaram estado de calamidade pública.

Há 4.935 famílias desabrigadas e as 10.193 famílias desalojadas. Para essas vítimas das chuvas, foram distribuídos 4.410 colchões, 11.186 cestas básicas, 3.050 cestas de pronto consumo, 3.330 cobertores e 40 mil litros de água mineral, sendo três garrafões de 20 litros para cada família abrigada. No total, foram instalados 227 abrigos e o número de mortos continua sendo dois: um em Camaragibe e outro na Jaqueira.

Estão em situação de emergência as seguintes cidades: Amaraji, Barra de Guabiraba, Belém de Maria, Bom Jardim, Cabo de Santo Agostinho, Camaragibe, Casinhas, Cumaru, Escada, Gameleira, Goiana, Jaboatão dos Guararapes, Limoeiro, Nazaré da Mata, Passira, Paudalho, Pombos, Ribeirão, Rio Formoso, São Lourenço da Mata, São Vicente Férrer, Sirinhaém, Tamandaré, Timbaúba, Vicência e Vitória de Santo Antão.

Já os nove municípios que estão em estado de calamidade pública são Água Preta, Barreiros, Catende, Cortês, Jaqueira, Maraial, Palmares, Primavera, Xexéu.

O estado de calamidade pública está um nível acima da situação de emergência na classificação dos efeitos que um desastre provoca sobre a comunidade. Em ambos os casos, o município consegue acelerar o repasse de recursos dos governos estadual e federal para reparar os danos.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Codecipe divulga pontos de coleta para ajudar desabrigados em Pernambuco

Portal NE10 Núcleo SJCC/Caruaru

A Codecipe estabeleceu pontos de coleta de donativos para ajudar a população atingida pelas chuvas que caem em Pernambuco desde segunda-feira (2). O Corpo de Bombeiros ficará responsável pela coleta.
Os dois pontos de coleta começam a receber os donativos a partir desta quinta (5), das 8h às 17h. Entre os principais produtos que a Codecipe espera arrecadar estão: cestas básicas, água potável de 10 ou 20 litros, fraldas descartáveis e leite em pó (empacotados).
Confira os locais de arrecadação de donativo:

Quartel do Comando Geral
Av. João de Barros, 399
Boa Vista - Recife – PE
CEP 50050-180

Quartel do Curado
BR 232, Km 14,5
Curado, Jaboatão dos Guararapes – PE
CEP 54330-520

Quatro cidades de Pernambuco decretam situação de emergência

Do Pe360graus.com
Dois óbitos foram registrados, em Camaragibe (Grande Recife), e em Jaqueira (na Mata Sul), segundo boletim da Codecipe
A Coordenadoria de Defesa Civil de Pernambuco (Codecipe) divulgou, nesta quarta-feira (04), um novo boletim sobre a situação das chuvas em Pernambuco. Os dados foram repassados pelas defesas civis municipais e foram fechadas às 9h.

Quatro municípios decretaram situação de emergência: Água Preta, Catende, Jaboatão dos Guararapes e Primavera. Dois óbitos foram registrados, em Camaragibe (Grande Recife), e em Jaqueira (na Mata Sul).

O número de cidades afetadas subiu de 30 para 35, mas o total de  famílias desabrigadas (que perderam completamente suas casas) foi revisto, caindo de 943 para 847.  Ao todo, 3.620 famílias estão desalojadas - poderão, após a cheia, voltar para suas residências.

Até o momento, as cidades afetadas são: Abreu e Lima, Água Preta, Amaraji, Barreiros, Belém de Maria, Bom Jardim, Cabo de Santo Gostinho, Camaragibe, Caruaru, Catende, Chã Grande, Cumaru, Escada, Igarassu, Itamaracá, Jaboatão dos Guararapes, Jaqueira, Limoeiro, Macaparana, Maraial, Moreno, Olinda, Palmares, Paulista, Primavera, Recife, Riacho das Almas, Ribeirão, Rio Formoso, São José da Coroa Grande, Tamandaré, Timbaúba, Vicência, Vitória de Santo Antão e Xexéu.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Rios e barragens serão monitorados em Pernambuco


O terror vivido pelas populações fluminense e paulista em decorrência das enchentes dos últimos dias só faz os pernambucanos rememorarem um passado recente. Com a preocupação de quem já viveu uma verdadeira tragédia no seu território, o estado, mesmo estando tranquilo em relação à previsão do tempo para as próximas semanas, já se prepara para evitar que as lembranças se tornem novamente realidade.

A recém-criada Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), subordinada à Secretaria de Recursos Hídricos, anunciou que uma Sala de Situação (para o monitoramento do clima) será construída até o fim de março, antes do período mais chuvoso em Pernambuco. Os investimento chegam a R$ 1 milhão.

A diretoria de Regulação e Monitoramento da Apac, Suzana Negromonte, afirmou que na Sala de Situação o clima do estado será monitorado em tempo real, fato que ainda não acontece atualmente. Os rios e barragens pernambucanas serão estudados através de 32 Plataformas de Coleta de Dados (PCD)espalhadas por todo o estado. ´Os dados serão transmitidos por satélite ou celular em tempo real para a nossa central, que poderá se antecipar, acionando a Codecipe e evitando desastres`, disse Suzana Negromonte.

A Agência Nacional de Águas está repassando para Pernambuco vários equipamentos que ajudarão nesse monitoramento. Dentre eles, os PCDs, carros, barcos, computadores com sistema de transmissão, dentre outros. Além disso, a Apac está fazendo um convênio com a Fundação Cearense de Metereologia para viabilizar a aquisição de um radar que custa entre R$ 3 milhões e R$ 5 milhões. O equipamento ajuda ainda mais na previsão do tempo.

Segundo a coordenadora do Laboratório de Meteorologia de Pernambuco (Lamepe), Francis Lacerda, o estado necessita desse sistema de alerta para enchentes, semelhante ao que está sendo planejado pela Apac. ´Atualmente, temos condições de fazer previsões meteorológicas e monitoramentos, mas não antecipar desastres ambientais. Fazer esse tipo de previsão requer uma equipe inteira com geotécnicos e novos equipamentos, por exemplo`.

Em relação ao radar que a Apac está tentando viabilizar, a coordenadora do Lamepe informou que o aparelho, que o estado ainda não possui, ajuda a identificar a quantidade exata de água que está chovendo em tempo real. Além disso, com o equipamento também é possível acompanhar o deslocamento da massa e o seu poder de precipitação.

´Você pode pegar o exemplo da Austrália, que está vivendo uma catástrofe, mas com poucas mortes, pois possui sistema de alerta eficiente`. Na Austrália, morreram até agora 35 pessoas. Enquanto, no Rio de Janeiro, por exemplo, que não possui um sistema de alerta, já são mais de 400 mortes.
Do Diario de Pernambuco