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sábado, 23 de maio de 2015

Pernambuco é o estado que mais perdeu empregos em abril

Foto:Reprodução
Informação foi divulgada pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados 

Os maiores recuos de vagas de empregos no mês de abril foram registrados em Pernambuco (perda de 20.154 vagas) e Alagoas (queda de 13.269 postos de trabalho), de acordo com informações divulgadas pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). 

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a queda nesses estados foi puxada pelo setor de produtos alimentícios em atividades ligadas ao ramo de fabricação de açúcar em estado bruto no Recife. Os estados vêm seguidos do Rio de Janeiro, com queda de 12.599 vagas, resultante dos setores de serviços e indústria de transformação. Já em São Paulo, que teve queda de 11.076 postos, o decréscimo foi puxado pelo comércio.

Os estados que elevaram a quantidade de empregos formais foram Goiás, com aumento de 2.285 postos, seguido do Distrito Federal (1.053), Piauí (612), Mato Grosso do Sul (369) e Acre (95). De acordo com o Caged, o mês de abril registrou redução de 97.828 postos de trabalho com carteira assinada em todo o país. O número representa uma queda de 0,24% com relação ao mês anterior. No período, ocorreram 1.527.681 admissões e 1.625.509 desligamentos. Os números do Caged foram divulgados nesta sexta-feira (22). Nos últimos 12 meses a redução de postos de trabalho foi 0,64% e o acumulado do ano foi menos 0,33%, o que representa 137.004 postos a menos.

“A nossa expectativa é que, até o mês de junho, possamos retornar o processo de geração de novos postos de trabalho. A economia brasileira atingiu um desenvolvimento de tal monta que ela está aí, vigorosa. Nos preocupa esse momento e o governo, pelas medidas que toma, vai retomar esse processo”, disse o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, durante a divulgação dos dados em Florianópolis (SC).

Com relação ao que pode ter causado a queda do mês, a maior registrada entre 2003 e 2015 para o mês de abril, o ministro disse que o país passa por um momento de crise política em que há um discurso radical no sentido de criar uma situação adversa. “Isso causa efeitos na economia. Pessoas deixam de adquirir um bem de consumo, um carro, um apartamento ou um empresário deixa empreender, e isso, claro, prejudica o desenvolvimento da economia”. O ministro ressaltou a criação de empregos e o aumento do salário mínimo gerando renda familiar, mas lembrou que o período de estagnação reduz o poder de compra que foi construído. “Isso tudo cria uma certa apreensão, mas que  será superada na medida em que a população entenda que não há nenhum risco que o Brasil venha a regredir”.

Segundo o ministério, a redução de vagas nas nove áreas metropolitanas foi 0,38%. Em números absolutos, isso representa uma perda de 63.307 empregos formais. Na análise das regiões, o Centro-Oeste, gerou 421 postos. O Nordeste foi a região que registrou a maior queda: foram 44.477 postos a menos.

Na análise dos setores, a queda no número de emprego na indústria de transformação foi resultado da diminuição de vagas em dez dos 12 segmentos que integram a área. O setor teve a maior queda em números absolutos, com redução de 53.850 postos de trabalho formais, o que representa uma redução de 0,65% com relação ao mês passado. A indústria de produtos alimentícios, mecânica, material de transporte e metalúrgica foram as que registraram números negativos. No setor de serviços, as principais reduções foram nos ramos de serviços de comércio e administração de imóveis, serviços de alojamento e alimentação e instituições financeiras.

Dos oito setores analisados pelo ministério, a agricultura foi onde houve registro de expansão no número de empregos com carteira assinada.  Foram mais de 8.400 postos registrados o que representa um aumento de 0,55%. O crescimento, segundo o Caged, ocorreu em função do bom desempenho de atividades ligadas ao cultivo de café, atividades de apoio à agricultura e de cultivo da cana-de-açúcar.

Agência Brasil

terça-feira, 28 de abril de 2015

Desemprego fica em 6,2% em março

A taxa de desemprego medida mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) subiu de 5,9%, em fevereiro, para 6,2% no mês de março, informou hoje (28) o instituto na Pesquisa Mensal de Emprego. Para o IBGE, essa variação mostra estabilidade. Em março do ano passado, a taxa alcançou 5%.

O desemprego registrado em março de 2015 igualou a taxa de março de 2012, quando também chegou a 6,2%. O percentual é o maior registrado em um mês de março desde 2011, quando a taxa foi 6,5%.

Segundo a gerente da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios, Maria Lúcia Vieira, que participou da divulgação da Pesquisa Mensal do Emprego, os primeiros meses do ano costumam apresentar alta da taxa de desocupação, que perde força a partir de abril. "De janeiro até março, há uma tendência de elevação da taxa de desocupação. É a tendência de início de ano de todos os anos", disse ela, ao acrescentar que há mais gente procurando emprego em março deste ano que no ano anterior.

Desde dezembro de 2014, o percentual da população ocupada teve queda, partindo de uma redução de 0,7% no último mês do ano passado que se intensificou para -0,9% em janeiro e -1% em fevereiro. Em março, a queda foi 0,2%, o que, apesar do enfraquecimento, mostra que pessoas que perderam seus empregos podem não estar encontrando novo. "Isso revela que pessoas estão saindo de seus postos de trabalho e nem todas estão conseguindo se recolocar", destaca a gerente.

De acordo com o IBGE, o rendimento real habitual do trabalhador foi R$ 2.134,60, menor que o registrado em fevereiro de 2015 e março do ano passado, meses em que foram registradas, respectivamente, rendas de R$ 2.196,76 e de R$ 2.200,85.

Em termos percentuais, o rendimento real habitual em março caiu 2,8% em relação a fevereiro deste ano e 3% na comparação com março do ano passado.

As seis regiões pesquisadas pelo IBGE na Pesquisa Mensal de Emprego são Recife, que teve desemprego de 8,1%, Salvador (12%), Belo Horizonte (4,7%), Rio de Janeiro (4,8%), São Paulo (6%) e Porto Alegre (5,1%).

O número de desocupados nas seis regiões aumentou em 280 mil pessoas na comparação com março do ano passado e se manteve estável na comparação com fevereiro. O nível de ocupação se manteve estável em 52,1% em relação a fevereiro deste ano, mas caiu 0,9 ponto percentual em relação a março de 2014.

Agência Brasil