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terça-feira, 28 de abril de 2015

Desemprego fica em 6,2% em março

A taxa de desemprego medida mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) subiu de 5,9%, em fevereiro, para 6,2% no mês de março, informou hoje (28) o instituto na Pesquisa Mensal de Emprego. Para o IBGE, essa variação mostra estabilidade. Em março do ano passado, a taxa alcançou 5%.

O desemprego registrado em março de 2015 igualou a taxa de março de 2012, quando também chegou a 6,2%. O percentual é o maior registrado em um mês de março desde 2011, quando a taxa foi 6,5%.

Segundo a gerente da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios, Maria Lúcia Vieira, que participou da divulgação da Pesquisa Mensal do Emprego, os primeiros meses do ano costumam apresentar alta da taxa de desocupação, que perde força a partir de abril. "De janeiro até março, há uma tendência de elevação da taxa de desocupação. É a tendência de início de ano de todos os anos", disse ela, ao acrescentar que há mais gente procurando emprego em março deste ano que no ano anterior.

Desde dezembro de 2014, o percentual da população ocupada teve queda, partindo de uma redução de 0,7% no último mês do ano passado que se intensificou para -0,9% em janeiro e -1% em fevereiro. Em março, a queda foi 0,2%, o que, apesar do enfraquecimento, mostra que pessoas que perderam seus empregos podem não estar encontrando novo. "Isso revela que pessoas estão saindo de seus postos de trabalho e nem todas estão conseguindo se recolocar", destaca a gerente.

De acordo com o IBGE, o rendimento real habitual do trabalhador foi R$ 2.134,60, menor que o registrado em fevereiro de 2015 e março do ano passado, meses em que foram registradas, respectivamente, rendas de R$ 2.196,76 e de R$ 2.200,85.

Em termos percentuais, o rendimento real habitual em março caiu 2,8% em relação a fevereiro deste ano e 3% na comparação com março do ano passado.

As seis regiões pesquisadas pelo IBGE na Pesquisa Mensal de Emprego são Recife, que teve desemprego de 8,1%, Salvador (12%), Belo Horizonte (4,7%), Rio de Janeiro (4,8%), São Paulo (6%) e Porto Alegre (5,1%).

O número de desocupados nas seis regiões aumentou em 280 mil pessoas na comparação com março do ano passado e se manteve estável na comparação com fevereiro. O nível de ocupação se manteve estável em 52,1% em relação a fevereiro deste ano, mas caiu 0,9 ponto percentual em relação a março de 2014.

Agência Brasil

terça-feira, 31 de março de 2015

IBGE cancela contagem populacional por falta de recursos

A falta de recursos obrigou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a cancelar a Contagem da População 2016. Em nota, o Ministério do Planejamento, responsável pelo IBGE, confirmou  o cancelamento da pesquisa.

Segundo o Planejamento, o alto custo da pesquisa, orçada em R$ 2,6 bilhões, foi o fator responsável pelo cancelamento. O montante não está previsto no Orçamento de 2015. Estão mantidas as demais pesquisas do IBGE, como o Sistema de Contas Nacionais, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a Pesquisa de Orçamentos Familiares e o Censo Agropecuário de 2017.

Sem a Contagem da População, um novo levantamento populacional só será feito no Censo de 2020. Usada no cálculo dos repasses da União aos estados e aos municípios, a Contagem da População é feita por amostragem e não exige a ida de técnicos do IBGE de casa em casa, como no censo.

Apesar da amostra menor, a pesquisa envolve cerca de 80 mil recenseadores. A compra de equipamentos e a contratação de trabalhadores temporários começariam a ser planejadas em 2015 para a execução do levantamento em 2016. Sem a Contagem da População, estados e municípios receberão repasses federais com base em estimativas do IBGE.

Agência Brasil

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Um em cada cinco jovens brasileiros não trabalha nem estuda

Um em cada cinco jovens brasileiros entre 15 anos e 29 anos (20,3%) não estudava nem trabalhava em 2013. O dado é da Síntese de Indicadores Sociais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o instituto, a faixa etária que mais concentra os chamados nem nem é a de 18 anos a 24 anos, em que 24% da população não estão nas escolas nem no mercado de trabalho.

Entre os de 25 anos a 29 anos, a proporção dessas pessoas é 21,8%. De acordo com os dados do IBGE, os nem nem são proporcionalmente mais numerosos entre as mulheres e as pessoas com até o ensino fundamental incompleto localizadas na Região Nordeste. Também estão mais concentrados nos domicílios com renda per capita de até meio salário mínimo.

A média de escolaridade dos jovens nem nem é 8,6 anos, enquanto a média da faixa etária chega aos 9,4 anos. Enquanto a média de jovens com filhos é 35%, entre aqueles que não estudam nem trabalham ultrapassa os 57%. Um em cada quatro desses jovens (26,3%) até chega a procurar emprego, mas não encontra, de acordo com a Síntese de Indicadores Sociais do IBGE.

O estudo comparou o mercado de trabalho de 2013 com o de 2004. Segundo a análise, no período, a população de 16 anos ou mais aumentou 18,7%, mas a população economicamente ativa, ou seja, aquela que trabalha ou procura emprego, cresceu apenas 13,6%. A maior parte dessa população acabou se deslocando para a população não economicamente ativa que não trabalha nem procura emprego, gerando um percentual de 30,6%.

“O crescimento da população não economicamente ativa pode ser explicada, por exemplo, por um prolongamento dos estudos [dos jovens]. Como você tem o mercado de trabalho exigindo mais qualificação, você tem a possibilidade hoje, pela ampliação da oferta de vagas no ensino superior, do não trabalho para permanecer estudando”, disse a coordenadora da Síntese, Barbara Cobo.

Mesmo assim, entre as pessoas não economicamente ativas, 22,2% eram jovens de 16 anos a 24 anos. Quarenta por cento deles tampouco estavam estudando. “É uma questão preocupante para as políticas públicas. Esse é o momento essencial para saber se esses jovens estão estudando e se qualificando, porque eles serão a força de trabalho dos próximos anos”, disse a pesquisadora do IBGE Cristiane Soares.
A pesquisa do IBGE revelou que a população total desocupada, em todas as faixas etárias, teve um crescimento maior (17,2%) do que a população ocupada (16,5%) no período. O emprego formal cresceu mais (47,8%) do que o informal (10,1%), mas o rendimento teve um crescimento mais expressivo nos trabalhos sem carteira assinada (51,8%) do que nos formais (26,7%).

As mulheres tiveram um desempenho melhor do que os homens no mercado de trabalho, com crescimento de 18,1% na população ocupada e 56% no emprego formal. Entre os homens, os índices de crescimento foram 15,3% e 42,4%, respectivamente.

A proporção de pessoas empregadas em trabalhos formais cresceu de 45,7% em 2004 para 58% em 2013. O crescimento ocorreu em todas as regiões do país, mas o Norte e o Nordeste apresentaram, em 2013, proporções de trabalhadores formais de 40,2% e 39,7%, respectivamente – índices inferiores à média nacional de nove anos antes. “O país está avançando, mas há um crescimento diferenciado [entre as regiões]”, apontou Cristiane.

Agência Brasil 

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Aumento de expectativa de vida reduz aposentadoria

Dados de mortalidade são usados pela Previdência para calcular fator previdenciário

O aumento na esperança de vida dos brasileiros levou a uma redução de até 0,92% na aposentadoria dos homens e de 0,78% na das mulheres, segundo cálculos do Instituto Brasileiro de Estudos Previdenciários (Ibep), com base nas Tábuas Completas de Mortalidade do Brasil de 2013, divulgadas nesta segunda-feira (1º), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A esperança de vida ao nascer aumentou para 74,9 anos em 2013, 3 meses e 25 dias a mais do que em 2012, quando era de 74,6 anos. O dado é usado pelo Ministério da Previdência Social como um dos parâmetros para determinar o fator previdenciário no cálculo das aposentadorias do Regime Geral de Previdência Social.

Um homem de 60 anos de idade e 35 anos de contribuição pelo salário teto do INSS (de R$ 4.390,24), receberia R$ 3.767,73 mensais caso tivesse requisitado a aposentadoria até a última sexta-feira, dia 28 de novembro. A partir desta segunda-feira (1º), um contribuinte nas mesmas condições de idade e tempo de contribuição que der entrada no benefício receberá R$ 3.733,16, o equivalente a R$ 34,57 a menos.

Já uma mulher de 55 anos de idade e outros 30 anos de contribuição receberia de aposentadoria R$ 2.630,68 se o pedido tivesse sido feito até sexta-feira. A partir de hoje, o benefício cai a R$ 2.610,21, o equivalente a R$ 20,47 a menos.

"A diferença não é tão grande de um ano para o outro porque as Tábuas do IBGE de 2013 foram feitas com base em projeções, não em contagem populacional", explicou Luciano Gonçalves de Castro e Silva, atuário do Ibep.

Estadão Conteúdo

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Alimentação e habitação puxaram IPCA de outubro

Os aumentos nas despesas com alimentação e habitação foram responsáveis por metade da inflação de outubro, segundo os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (7).

O grupo alimentação e bebidas reduziu o ritmo de alta de 0,78% em setembro para 0,46% em outubro, o equivalente a uma contribuição de 0,11 ponto porcentual à taxa de 0,42% do IPCA do último mês. Já habitação passou de 0,77% para 0,68%, o equivalente a um impacto de 0,10 ponto porcentual. Embora tenham desacelerado em relação ao mês anterior, os dois grupos juntos responderam por 0,21 ponto porcentual da inflação de outubro.

CARNES - O ritmo de aumento nos preços das carnes diminuiu na passagem de setembro para outubro. No entanto o item ainda teve o maior impacto para a inflação do último mês, com uma contribuição de 0 04 ponto porcentual à taxa de 0,42% do IPCA de outubro.

As carnes reduziram a alta de 3,17% em setembro para 1,46% em outubro. Da mesma forma, outros produtos perderam força, como as frutas, cerveja, frango em pedaços, refrigerante, cerveja fora de casa, pão francês, refeição fora de casa, entre outros. Na direção oposta, o tomate saiu de uma queda de 9,42% em setembro para um aumento de 12,37% em outubro.

TRANSPORTES - Antes mesmo do reajuste anunciado pela Petrobras, de 3% sobre a gasolina nas refinarias, os combustíveis já ficaram mais caros ao consumidor em outubro. Tanto a gasolina quanto o etanol tiveram aumento de 0,18% no último mês, após registrarem queda em setembro. O recuo tinha sido de 0,07% sobre o litro da gasolina e de 0,01% sobre o litro do etanol.


Mas o encarecimento dos combustíveis foi compensado pela queda nos preços das passagens aéreas, que desacelerou o ritmo de aumento nos gastos com Transportes, de 0,63% em setembro para 0 39% em outubro. As tarifas aéreas subiram 1,94% no último mês, após a forte alta de 17,85% registrada em setembro. Outros itens que registraram taxas menores na passagem de mês foram o conserto de automóvel (de 1,35% em setembro para 0,92% em outubro) e automóvel novo (de 0,76% para 0,61%).
Estadão Conteudo

sábado, 20 de setembro de 2014

Governo vai esperar sindicância para definir possíveis afastamentos no IBGE

A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, disse hoje (20) que o governo irá esperar a conclusão do trabalho da comissão de sindicância, que irá apurar o erro do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2013, para tomar providências sobre possíveis afastamentos de responsáveis do órgão.

A comissão terá 30 dias para analisar os fatos e a responsabilidade funcional e será formada por integrantes da Casa Civil, dos ministérios do Planejamento e da Justiça e da Controladoria-Geral da União (CGU).

Segundo a ministra, o governo “ficou chocado com o erro”, considerado gravíssimo. Além da comissão de sindicância, um grupo de especialistas independentes irá avaliar a consistência da Pnad de 2013, para ver se há algum outro problema no estudo. Os nomes devem ser divulgados na próxima terça-feira (23).

Ontem (19), o IBGE divulgou uma correção da análise de dados da Pnad, divulgada na última quinta-feira (18), o que levou a erro em alguns resultados das estimativas. O índice de Gini, que mede a desigualdade no país, em 2012 estava em 0,496 e, em 2013, caiu para 0,495, o que mostra redução na desigualdade, ao invés do aumento para 0,498 divulgado anteriormente.

O erro ocorreu porque foi superestimada a população das regiões metropolitanas de sete estados que têm mais de uma região metropolitana, onde foi considerado o peso da região metropolitana do estado inteiro, e não apenas o da capital. Isso influenciou no cálculo de dados como o índice de Gini. Outros dados como o rendimento da população, taxas de analfabetismo e de desocupação também sofreram alterações.

Miriam Belchior destacou a rapidez com que o IBGE corrigiu os dados. “Isso não apaga o erro, que é gravíssimo, mas colocou à disposição da sociedade de forma transparente o mais rápido possível, as informações corrigidas.”

Segundo a ministra, ao ser informada do erro do IBGE, a presidenta Dilma Rousseff demonstrou perplexidade por um erro básico como o fato de não ter sido feito um processo de checagem e rechecagem dos dados. Para a ministra, não há problemas de orçamento e de pessoal no IBGE. “Houve um problema técnico básico de não ter sido feita a checagem dos dados”, destacou.

Ontem, a presidenta do IBGE, Wasmália Bivar, pediu desculpas a toda a sociedade pelo erro, mas afirmou que, do ponto de vista significativo, os resultados não mudaram substancialmente.

Também participam da coletiva a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, o ministro da Educação, Henrique Paim, e o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Marcelo Neri. Em nota divulgada durante a coletiva, o governo afirma que os novos dados da Pnad reafirmam a trajetória de queda das desigualdades e mantêm as principais tendências verificadas nesta década.

Agência Brasil 

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Analfabetismo cai no País, mas ainda atinge 13 milhões de pessoas

A taxa de analfabetismo das pessoas acima de 15 anos no Brasil voltou a cair em 2013. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), o País tinha cerca de 13 milhões de analfabetos nesta faixa etária no ano passado, o que corresponde a 8,3% da população. O resultado é 0,4 ponto percentual abaixo do regsitrado em 2012 (8,7%). A taxa de analfabetismo funcional também caiu, de 18,3% para 17,8%. A Pnad foi divulgada nesta quinta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

O resultado de 2012 manteve-se praticamente estável, com alta de 0,1 ponto percentual em relação a 2011, quando foi registrado 8,6% de analfabetos. Desde 2004, ano em que a abrangência da Pnad incluiu pela primeira vez as populações rurais de toda a Região Norte, houve queda de 3,2 pontos percentuais, de 11,5% para 8,3%. Em números absolutos, de 2012 para 2013 houve redução de 297,7 mil analfabetos no país.

De acordo com o IBGE, a maioria de analfabetos eram mulheres, com 50,6%, realidade que se repete nas regiões Sudeste (56,2%), Sul (55,6%) e Centro-Oeste (50,5%). No Norte e no Nordeste, os homens representam a maioria dos analfabetos, com 53,2% e 52,1%. Apesar disso, a taxa de analfabetismo é superior entre os homens, com 8,6% contra 8,1% da mulheres. Na divisão por região e sexo, os homens nordestinos têm a taxa mais alta, de 18,2%, enquanto as mulheres da Região Sul têm a menor, de 3,9%.

Ao considerar a idade, a pesquisa mostra que pessoas com mais de 60 anos são mais frequentemente analfabetas que as mais jovens. Entre quem possui menos de 30 anos, a taxa de analfabetismo em 2013 chegou a 3%, enquanto na população com mais de 60, ela foi de 23,9% da população. Entre quem tinha de 40 a 59 anos, o analfabetismo atingia 9,2%.

Todos os grupos etários tiveram redução da taxa entre 2012 e 2013, e, com uma queda de 0,2 ponto percentual, a menor porcentagem registrada foi a dos jovens entre 15 e 19 anos, com 1%. Para Maria Lucia Vieira, gerente da pesquisa, a diferença na taxa de analfabetismo entre as idades se deve a uma dificuldade maior de atingir pessoas mais velhas com programas de alfabetização.

Regionalmente, o Nordeste continua a ser a região com a maior taxa de analfabetismo entre os maiores de 15 anos, mas foi também o local onde ela mais caiu, de 17,4% em 2012 para 16,6% em 2013. De acordo com a Pnad, mais da metade (53,6%) dos analfabetos do Brasil estão nos estados nordestinos.

Todas as regiões tiveram queda, e a segunda maior foi registrada na região Norte, de 10% para 9,5%, seguida pelo Centro-Oeste, de 6,7% para 6,5% e pelo Sul, de 4,4% para 4,2%. O Sudeste teve a menor redução da taxa, de 4,8% para 4,7% da população. Como é a mais populosa, a Região Sudeste concentra 24,2% dos analfabetos, apesar de ter a segunda menor taxa.

O analfabetismo funcional também caiu em todas as regiões brasileiras, e acompanha o analfabetismo quando enumeradas as regiões em que ele é mais incidente. No Nordeste, a taxa caiu de 28,4% para 27,2% e ainda é a maior do país. O Norte vem em seguida, com 21,6%, 0,3 ponto percentual a menos que no ano passado. No Centro-Oeste, a situação ficou praticamente estável, com queda de 0,1%, de 16,5% para 16,4%.

Na região Sul, o analfabetismo funcional foi maior do que no Sudeste em 2013, com uma diferença de 13,6% para 12,9%. As duas regiões tiveram queda na taxa, já que, em 2012, apresentavam percentuais de 13,7% e 13,2% respectivamente.


Agência Brasil

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Brasil tem mais de 202 milhões de habitantes, diz IBGE

Dados do IBGE são estimativas de população no dia 1º de julho de 2014 / Foto: Agência Brasil
O Brasil tem uma população de 202.768.562 habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), publicados nesta quinta-feira (28) no Diário Oficial da União. O estado mais populoso, São Paulo, tem 44,03 milhões de habitantes. Já no estado menos populoso, Roraima, vivem 496,9 mil pessoas.

Os dados do IBGE são estimativas de população no dia 1º de julho de 2014. Além de São Paulo, cinco estados têm mais de 10 milhões de habitantes: Minas Gerais (20,73 milhões), Rio de Janeiro (16,46 milhões), Bahia (15,13 milhões), Rio Grande do Sul (11,21 milhões) e Paraná (11,08 milhões).

Na lista dos lista de unidades da federação com mais de 5 milhões de pessoas, estão seis estados: Pernambuco (9,28 milhões), Ceará (8,84 milhões), Pará (8,08 milhões), Maranhão (6,85 milhões), Santa Catarina (6,73 milhões) e Goiás (6,52 milhões).

Apenas dois estados têm menos de 1 milhão de habitantes, além de Roraima: Amapá (750,9 mil) e Acre (790,1 mil).

As demais unidades federativas têm as seguintes populações: Paraíba (3,94 milhões), Espírito Santo (3,88 milhões), Amazonas (3,87 milhões), Rio Grande do Norte (3,41 milhões), Alagoas (3,32 milhões), Piauí (3,19 milhões), Mato Grosso (3,22 milhões), Distrito Federal (2,85 milhões), Mato Grosso do Sul (2,62 milhões), Sergipe (2,22 milhões), Rondônia (1,75 milhão) e Tocantins (1,5 milhão).


Da Agência Brasil

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

IBGE retifica edital de concurso com 7,8 mil vagas de níveis médio e superior

Do CorreioWeb

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, por meio da banca organizadora, a Fundação Cesgranrio, a primeira retificação do concurso público que oferta 7.825 vagas de níveis médio e superior. Entre as alterações destacam-se a mudança no número de oportunidades de ampla concorrência para Araçuaí/MG, que aumentou de uma para três, e o número em Belo Horizonte, que foi reduzido de 247 para 245. De acordo com o Edital de Abertura do processo seletivo, as oportunidades são para agente, analista e supervisor.

A lotação dos aprovados será em todo o país. Para Brasília são 157 oportunidades. A duração do contrato é de um ano, prorrogáveis, no máximo, por mais dois anos.

Em nível médio são 7,6 mil vagas para o cargo de agente de pesquisas e mapeamento e 180 oportunidades para agente de pesquisas por telefone. O salário é de R$ 1.020 e R$ 765, respectivamente. Graduados tentam 27 chances para analista censitário de geoprocessamento e 18 vagas para supervisor de pesquisas. Para esses casos, a remuneração é de R$ 4 mil. A jornada de trabalho vai de 30 a 40 horas semanais, a depender da função.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Câmara aprova projeto que anula decisão do TSE sobre bancada dos estados

Da Agência Brasil

A Câmara dos Deputados aprovou por 260 votos a favor e 60 contra o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 1.361/13, que susta os efeitos da resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que redefiniu as vagas de 13 estados na Câmara para as eleições de 2014. Oito deputados se abstiveram da votação. Como já foi aprovada pelo Senado, o projeto de decreto legislativo será agora promulgado pelo Congresso Nacional. Pelos cálculos anteriores, Pernambuco perderia uma das 25 vagas na Câmara dos Deputados e duas na Assembleia Legislativa.

Para alterar as bancadas, o TSE levou em conta os dados mais recentes de população do Censo de 2010 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Oito estados perderão deputados, enquanto cinco ganharão mais representação

De acordo com a resolução do tribunal, de abril deste ano, os estados da Paraíba e do Piauí perderiam duas vagas. Os estados de Alagoas, de Pernambuco, do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Paraná perderiam uma cada.

Já o estado do Pará ganharia quatro cadeiras, seguido de Minas Gerais e do Ceará que ganhariam duas. Os estados do Amazonas e de Santa Catarina passariam a ter uma vaga cada.


A distribuição das 513 cadeiras na Câmara tem por base a população dos estados em 1998. A decisão também atinge as Assembleias Legislativas e a Câmara Legislativa do Distrito Federal. Com a decisão, a distribuição de vagas nos estados permanece como está.

domingo, 26 de maio de 2013

MODELO DE SAÚDE PÚBLICA CUBANO É MOTIVO DE ORGULHO PARA AS AUTORIDADES DO PAÍS

Agência Brasil
atlantiisholistica.blogspot.com
O governo de Cuba se orgulha de o país ter se tornado referência internacional em saúde. Autoridades cubanas informam que há médicos do país principalmente na Bolívia, na Venezuela, no Peru e no Brasil. Pelos dados oficiais, em Cuba há 6,4 médicos para mil habitantes. No Brasil, o Ministério da Saúde mostra que existe 1,8 médico para mil habitantes. Na Argentina, a proporção é 3,2 médicos para mil habitantes e, em países como Espanha e Portugal, essa relação é 4 médicos.

A Embaixada de Cuba em Brasília informou que o país é referência internacional nas áreas de neurologia, ortopedia, dermatologia e oftalmologia. Apenas em 2012, Cuba formou 11 mil novos médicos. Do total, 5.315 são cubanos e 5.694 vêm de 59 países principalmente da América Latina, África e Ásia.

Em Cuba, os dados oficiais indicam que a taxa de mortalidade é de 4,6 para mil crianças nascidas. A expectativa de vida é 77,9 anos. Os números são de janeiro de 2013. Os dados do Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, mostram que a taxa de mortalidade é 15,6% para mil bebês nascidos. Os números mostram avanços, mas as autoridades brasileiras querem reduzir ainda mais o percentual.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

PERNAMBUCO É O ESTADO COM A MAIOR CONCENTRAÇÃO DE EVANGÉLICOS DO NORDESTE


Do JC Online

obemdopovo.blogspot.com
Pernambuco é o Estado com a maior concentração de evangélicos do Nordeste, tanto em números absolutos quanto em termos proporcionais. Um em cada cinco pernambucanos se declara protestante, de acordo com o censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Embora tenha sido realizado em 2010, o levantamento foi divulgado em detalhes ontem. Atualmente, são exatos 1.788.973 seguidores de uma igreja de denominação evangélica. O quantitativo supera em mais de 250 mil pessoas a população de todo o Recife. No Brasil, são 42,3 milhões de protestantes, o equivalente a 22% da população.


O censo revela ainda outro fenômeno em Pernambuco e no País. Enquanto os evangélicos formam uma curva crescente no gráfico, os católicos estão em queda, apesar de ainda formarem o maior rebanho. O Brasil é considerado o maior país do mundo em número de católicos nominais. Ao levantamento do IBGE, 5.834.601 pernambucanos afirmaram seguir o catolicismo, o que representa 66% da população local.


Em terceiro lugar, os espíritas somam 123.798. Praticantes da umbanda e candomblé são menos numerosos. Apenas 10.830. Os que disseram ao IBGE que seguiam outra opção de religião chegam a 146.691.


sábado, 12 de janeiro de 2013

MEC encerra inscrições do Sisu; primeira chamada sai na segunda


Do Portal G1

O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do Ministério da Educação encerrou o período de inscrições de candidatos às 23h59 da sexta-feira (11). A primeira chamada será divulgada na segunda-feira (14) e as matrículas acontecem entre 18 e 22 de janeiro. O sistema vai selecionar candidatos que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2012 para 129.319 vagas em 3.752 cursos de ensino superior de 101 instituições públicas (federais ou estaduais).

Segundo balanço parcial divulgado pelo Ministério da Educação, até as 19h 1.863.982 candidatos já haviam se inscrito. No ano passado, o Sisu teve 1.757.399 candidatos. Como cada candidato pode fazer inscrição em duas opções de curso. Com isso, o número de inscrições registrados até as 19h foi de 3.628.905. Em 2012, o Sisu teve 3.411.111 inscrições. O sistema considerará apenas a última inscrição validada pelo estudante no site www.sisualuno.mec.gov.br.

Na tarde desta sexta-feira, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) decidiu derrubar a segunda liminar que suspendia o prazo para inscrições e a divulgação dos resultados do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

A decisão, favorável ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), libera o calendário do sistema definido pelo MEC em dezembro.

Os prazos haviam sido suspensos depois que um candidato obteve decisão favorável do juiz federal substituto Gustavo Chies Cignachi, da Vara Federal de Bagé, o mesmo que havia concedido, um dia antes, uma liminar idêntica à estudante Thamisa Borba. O MEC recorreu das duas decisões e, na quinta, conseguiu suspender a liminar de Thamisa.

Veja a seguir as instruções dos próximos passos do processo seletivo deste semestre:

Quem pode participar do Sisu 2013?

Apenas quem fez o Enem 2012 e tirou nota maior do que zero na prova de redação. O resultado no exame é a pontuação utilizada para selecionar os candidatos nas vagas escolhidas. Para se inscrever, basta usar o CPF ou o número de inscrição no Enem, além da senha cadastrada no sistema do Enem, que será a mesma utilizada pelo Sisu. Quem perdeu a senha do Enem deverá recuperá-la no site do exame.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Nordeste é região mais feliz do Brasil, aponta Ipea


Da Agência Brasil

O situação de um país, em geral, se mede pelo Produto Interno Bruto (PIB) – que é a soma de todas as riquezas produzidas - e pela renda, mas também pode ser medida por outro quesito: a felicidade, segundo o estudo 2012: Desenvolvimento Inclusivo Sustentável?, divulgado nesta terça-feira (18) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Em outubro, o Ipea pediu a vários brasileiros que dessem, em uma escala de 0 a 10, uma nota sobre a satisfação pessoal. A média nacional foi 7,1, que coloca o Brasil na 16ª posição entre 147 países avaliados em uma pesquisa mundial do Gallup World Poll. Em 2010, a nota da felicidade no Brasil era 6,8, conforme a mesma pesquisa. Com uma média de 7,38, a Região Nordeste é a mais feliz do país, seguida pelo Centro-Oeste (7,37), pelo Sul (7,2) e pelo Norte (7,13). Em última posição, ficou o Sudeste, com 6,68.

Para o presidente do Ipea, Marcelo Neri, embora os indicadores mostrem crescimento econômico pouco expressivo este ano, a satisfação do brasileiro não tem sido afetada drasticamente. “Temos mais felicidade que dinheiro no bolso”, disse.“O brasileiro é consumista, mas não é isso que o define. Os dados mostram que a felicidade aumentou ao longo do tempo e que a variação de renda não implica em grandes variações de satisfação,” destacando que nenhum outro país é tão “insensível” à variação de renda, em comparação a outras nações. O Ipea aplicou o questionário em 3.800 domicílios.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Aposentadoria fica um pouco maior


Do JC Online

O trabalhador brasileiro com mais de 55 anos e em condições de se aposentar (35 anos de contribuição) conta, desde ontem, com um benefício maior. É que, pela primeira vez desde que foi criado o fator previdenciário, em 1999, ele resultará em aumento da aposentadoria para essa parcela dos contribuintes. Isso acontece porque o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em vez de estimar a expectativa de vida dos brasileiros, utilizou dados concretos, obtidos no Censo 2010, para balizar o cálculo dos novos índices do fator, que valem do dia 1º deste mês até 30 de novembro de 2013. Apesar do incremento para uma parcela dos trabalhadores, analistas ponderam que não é o suficiente para gerar uma “corrida pela aposentadoria”.

A conta mostrou que na faixa etária acima de 55 anos a longevidade ficou menor, o que permite receber uma aposentadoria ligeiramente maior. Para um homem com essa idade e salário de R$ 1.000, o aumento foi de 0,4% ou R$ 2,84: se decidir aposentar-se hoje, receberá R$ 716,93. Se tivesse pendurado as chuteiras na sexta-feira passada, teria um benefício de R$ 714,09.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Concentração de renda caiu no Brasil nos últimos dez anos, aponta pesquisa do IBGE


Da Agência Brasil

A diferença, no Brasil, entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres ainda é grande, mas tem apresentado uma queda considerável nos últimos dez anos. Entre 2001 e 2011 o rendimento familiar per capita da fatia mais rica caiu de 63,7% do total da riqueza nacional para 57,7%. No mesmo período, os 20% mais pobres apresentaram crescimento na renda familiar per capita, passando de 2,6% do total de riquezas do país em 2001 para 3,5% em 2011.

Os dados fazem parte da pesquisa Síntese de Indicadores Sociais 2012, divulgada hoje (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para Leonardo Athias, pesquisador da Divisão de Indicadores Sociais do instituto, a redução da desigualdade no período deve ser atribuída às políticas de redistribuição de renda no país, com valorização do salário mínimo, expansão do Bolsa Família e ganhos educacionais, que permitem ao trabalhador almejar postos mais altos.

“Nós tivemos um duplo fenômeno. Uma diminuição da desigualdade, por um lado alavancada pelas políticas de renda, valorização do salário mínimo e programas sociais, direcionados à base da pirâmide de rendimentos, além de ganhos educacionais, tornando a população um pouco mais homogênea e ela pode almejar postos mais altos.”

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Quase 60% dos pernambucanos são solteiros


Do NE10

O Censo 2010, divulgado nesta quarta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que 59,5% dos pernambucanos são solteiros. A pesquisa ainda mostrou que 31,8% são casados. O número de pessoas que nunca se casaram no Brasil diminuiu de 38,6% para 35,4% da população.

Em Pernambuco, os divorciados representam 2,4% da população. 1,1% são separados judicialmente. Os viúvos são 5,2%.

CASADOS - Entre os pernambucanos pardos predomina a união consensual, que cresce no País. Quase 890 mil casais vivem juntos sem oficializar a relação, enquanto os que se casam no civil e religioso são mais de 605 mil. Os que registraram a união apenas no civil somam quase 417 mil, enquanto só no religioso foram menos de 53 mil.

Na população pernambucana branca, o patamar é diferente. Os que casam no civil e no religioso são mais de 505 mil, enquanto os que estão em união consensual são quase 474 mil. Os que se casaram apenas no religioso são apenas cerca de 33,4 mil. Apenas no civil, o número sobe para mais de 265 mil.

IBGE: Brasil tende a ser tornar país de idosos


Da Agência Brasil

Dados do Censo 2010 divulgados hoje (17) pelo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmam que a taxa de fecundidade no país (número de filhos por mulher), de 1,9 filho, está abaixo da taxa de reposição da população – de 2,1 filhos por brasileira. Têm mais filhos mulheres do Norte e Nordeste, além de pretas e pardas, pobres e menos instruídas.

O dado consolida a trajetória de queda da fecundidade, a partir da década de 1970 e influencia o perfil etário da população: o Brasil tende a ser tornar um país de idosos. O número de filhos por mulher chegou a 6,28 em 1960, antes de cair para 2,38, em 2000. Atualmente, com 193 milhões de pessoas, o Brasil é um país jovem, cuja população cresceu 1,7% na última década.

O número de filhos na área rural influenciou a menor diminuição da taxa de fecundidade. Embora tenha diminuído de 3,4 filhos para 2,6, entre 2000 e 2010, é maior do que o verificado nas áreas urbanas (de 2,18 para 1,7). Por isso, a taxa final difere da divulgada recentemente pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), de 1,7 filho, que não ouve mães camponesas.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Redução de IPI para automóveis ajuda a segurar IPCA


Da Agência Estado

A redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) vem ajudando a conter a alta da inflação medida pelo IPCA no ano, apesar da pressão vinda do aumento dos preços dos alimentos, informou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os preços dos automóveis novos e usados voltaram a cair em setembro e, no acumulado dos nove primeiros meses de 2012, os dois itens exercem a principal contribuição negativa para o IPCA verificado no mesmo período.

O automóvel novo saiu de uma alta de 0,34% em agosto para uma queda de 0,08% em setembro. No ano, houve um recuo de 6,45%, o equivalente a uma contribuição negativa de 0,23 ponto porcentual na taxa de 3,77% do IPCA no mesmo período. Como resultado do movimento da redução de IPI para veículos novos, o automóvel usado saiu de uma alta de 0,15% em agosto para queda de 1,62% em setembro, resultando em um recuo acumulado de 10,09% no ano. A contribuição resultou em -0,17 ponto porcentual no IPCA em 2012.

"O mercado de (automóveis) usados vem sofrendo pela oferta aumentada de automóveis novos. As pessoas tendem a comprar os novos e colocam os usados no mercado. Então a tendência é desvalorizar os usados", explicou Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE. Em setembro, as principais quedas de preços entre os produtos não alimentícios foram em TV, som e informática (-1,10%), conserto de automóvel (-0,55%) e gasolina (-0,13%).

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

IBGE: Mão de obra na construção civil chega à vigésima alta seguida


Fonte: Agência Brasil 

Os custos de mão de obra e o custo médio do metro quadrado na construção civil registraram altas, segundo o Índice Nacional de Construção Civil (Sinapi) do mês de agosto, divulgado nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com a Caixa Econômica Federal. Em relação à mão de obra, essa é a vigésima alta consecutiva.

O custo médio do metro quadrado em agosto chegou a R$ 845,10. Desse total, R$ 449,30 são relativos a materiais de construção e R$ 395,80 à mão de obra.

Segundo a pesquisa, a variação média da mão de obra foi 1,26%, ante 0,54% no mês de julho. A variação dos materiais de construção ficou em 0,31% ante 0,07%, e o custo médio variou 0,79%.

A variação do Sinapi em 2012 chegou a 4,38%. No acumulado dos últimos 12 meses o índice registra alta de 5,49%. O maior custo por metro quadrado no país foi registrado no Rio de Janeiro, com o total de R$ 951,86. A maior alta no mês foi em Mato Grosso, com 5,17%, atingindo R$ 866,38.

Desde 2002, o Sinapi é usado como referência para delimitação dos custos de execução de obras públicas.