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O
governo de Cuba se orgulha de o país ter se tornado referência internacional em
saúde. Autoridades cubanas informam que há médicos do país principalmente na
Bolívia, na Venezuela, no Peru e no Brasil. Pelos dados oficiais, em Cuba há
6,4 médicos para mil habitantes. No Brasil, o Ministério da Saúde mostra que
existe 1,8 médico para mil habitantes. Na Argentina, a proporção é 3,2 médicos
para mil habitantes e, em países como Espanha e Portugal, essa relação é 4
médicos.
A
Embaixada de Cuba em Brasília informou que o país é referência internacional
nas áreas de neurologia, ortopedia, dermatologia e oftalmologia. Apenas em
2012, Cuba formou 11 mil novos médicos. Do total, 5.315 são cubanos e 5.694 vêm
de 59 países principalmente da América Latina, África e Ásia.
Em
Cuba, os dados oficiais indicam que a taxa de mortalidade é de 4,6 para mil
crianças nascidas. A expectativa de vida é 77,9 anos. Os números são de janeiro
de 2013. Os dados do Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) de 2010, mostram que a taxa de mortalidade é 15,6% para mil
bebês nascidos. Os números mostram avanços, mas as autoridades brasileiras
querem reduzir ainda mais o percentual.
De
acordo com o governo de Cuba, desde a Revolução Cubana em 1959, foram
aproximadamente 109 mil médicos no país. O país tem 161 hospitais e 452
clínicas para pouco mais de 11, 2 milhões de habitantes. As dificuldades para o
exercício da medicina no país, segundo autoridades, são causadas pelas
limitações provocadas pelo embargo econômico imposto pelos Estados Unidos ao
país – que proíbe o comércio e as negociações bancárias com Cuba.

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