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sexta-feira, 13 de abril de 2012

CANDIDATO À PRESIDÊNCIA DO BANCO MUNDIAL ELOGIA POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA

Da Agência Brasil
imagem: exame.abril.com.br


O candidato da Colômbia à presidência do Banco Mundial (Bird), José Antonio Ocampo, elogiou a política de controle de capitais e o pacote de estímulo à indústria adotados pelo Brasil. Ele se reuniu na tarde desta quinta-feira (12) com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para angariar apoio na disputa pelo comando da instituição financeira.

Para Ocampo, a política econômica brasileira está no rumo certo. “O câmbio [moeda norte-americana] estaria muito mais baixo não fossem as medidas para regular a entrada de capitais externos”, declarou. Ele disse que a taxação da entrada de capitais especulativos estrangeiros é necessária para enxugar o excesso de recursos que migraram para os países emergentes após o agravamento da crise econômica global.

Em relação às medidas de impulso à indústria, o colombiano considerou apropriadas as reduções de impostos e a ampliação dos financiamentos oficiais para estimular o setor industrial e promover a inovação. “Tenho muita simpatia à política industrial que o governo brasileiro montou porque este é, sem dúvida, o governo latino-americano que recuperou o papel central da política industrial”, disse.

Apresentando-se como o candidato da mudança, Ocampo cobrou o compromisso dos países emergentes de lançar candidaturas alternativas ao comando das principais instituições multilaterais do mundo. “Represento um movimento para lançar candidaturas de países em desenvolvimento. Por isso, estou nessa disputa. Não me candidataria se não tivessem me designado, e o Brasil é um dos agentes mais importantes nesse processo”, ressaltou.

quarta-feira, 7 de março de 2012

BRASIL É A SEXTA MAIOR ECONOMIA DO MUNDO

Do O Globo
imagem: envolverde.com.br

SÃO PAULO — Apesar de ter desacelerado em 2011, o crescimento econômico do Brasil foi suficiente para ultrapassar o PIB do Reino Unido e colocar o país no sexto lugar entre as maiores economias do mundo, segundo ranking do banco alemão WestLB. Em 2011, o PIB brasileiro ficou em US$ 2,48 trilhões, acima dos US$ 2,26 trilhões registrados pelo Reino Unido.

O cálculo leva em conta a soma do produto trimestral dos países, convertida em dólares pela cotação média de cada período. O resultado coloca o PIB brasileiro a US$ 300 bilhões do PIB Francês, o quinto colocado em 2011 com US$ 2,56 trilhões.

Para o estrategista-chefe do WestLB, Luciano Rostagno, responsável pelo levantamento a economia brasileira deve ultrapassar a francesa em 2015, projeção que vai ao encontro da já feita pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

domingo, 10 de abril de 2011

Real atinge patamar recorde de valorização em relação ao dólar

O real nunca esteve tão valorização em relação ao dólar. Cálculos da Funcex (Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior) com base na taxa real de câmbio mostram que o poder de compra da moeda brasileira praticamente dobrou em relação ao verificado em julho de 1994, início do Plano Real.

Segundo a Funcex, é como se o dólar estivesse 50% mais barato do que naquela época. Ou seja, o brasileiro pode comprar o dobro do que compraria com os mesmos reais. Se for considerado o mês de dezembro de 1998, véspera da liberação do câmbio, o dólar estaria cerca de 40% mais barato.

A taxa real efetiva do dólar é apenas uma das formas usadas para se calcular a relação entre duas moedas. Nesse caso, são consideradas as taxas de câmbio e inflação em 13 países e o peso de cada um nas relações comerciais com o Brasil.

O levantamento mostra que o real está em um patamar recorde de valorização em relação ao dólar no período analisado, que começa em 1985.

Entre os motivos para essa valorização da moeda brasileira está a forte entrada de dólares no país no primeiro trimestre deste ano. Foram US$ 35,6 bilhões, maior valor da série iniciada em 1982 pelo Banco Central. É também mais que o dobro do recorde anterior, verificado no mesmo período de 2006 (US$ 17,7 bilhões). A entrada de dinheiro cresceu no início da semana, um dia antes de o governo anunciar novas medidas cambiais.

Outra forma de medir o nível da taxa de câmbio é utilizar a paridade de poder de compra (PPC), que considera uma cesta de produtos em cada um dos países.
É o caso do índice Big Mac, divulgado pela revista "The Economist", que mede o preço do sanduíche nos EUA e Brasil em dólar e mostra um real sobrevalorizado.

O economista Flávio Samara, da consultoria LCA, utiliza também o PPC calculado pelo FMI. Nesse caso, a paridade estava perto do valor negociado no mercado no final de 2010 (R$ 1,66). Para dezembro de 2011, a projeção mostra uma taxa de R$ 1,71.
"Dependendo da metodologia, podemos ter uma leitura diferente. Acreditamos que o real está sobrevalorizado. O valor justo hoje seria mais próximo de R$ 1,70 ou R$ 1,75", diz Samara.

Ele calcula ainda que, se fossem consideradas variáveis como fluxo cambial, preço de commodities e risco país, o dólar poderia cair para patamar de R$ 1,50, o que só não acontece por contas das intervenções e medidas cambiais do governo.

Fonte: Folha.com