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domingo, 26 de abril de 2015

'Cantar Tim Maia é cantar tudo que brasileiro gosta', diz Ivete sobre show

Ivete Sangalo e Criolo se apresentam domingo (26), na Zona Sul do Recife.
Projeto Nívea Viva Tim Maia faz homenagem ao cantor em show aberto.

A praia do Pina, na Zona Sul do Recife, recebe neste domingo (26) Ivete Sangalo e Criolo cantando Tim Maia, em uma homenagem ao eterno síndico da música brasileira. Os artistas conversaram com o G1 e contaram da expectativa para se apresentar na capital pernambucana cantando um dos ícones da nossa música. “Cantar Tim Maia é cantar tudo que o brasileiro gosta”, define Ivete.

O show é o segundo da turnê do projeto Nívea Viva Tim Maia, que estreou em Porto Alegre para um público de 100 mil pessoas. A expectativa é de um número semelhante na apresentação no Pina. “Você imagina o tanto de gente que vai, uma família, um grupo de amigos. Acho que o grande lance é essa movimentação. Você vai ter um grande número de pessoas ali, vivendo suas vidas ali com a música que é de um cara maravilhoso, que já faz parte da história do Brasil e do coração do brasileiro. Vamos ser trilha sonora da vida de tanta gente”, aponta Criolo.

O repertório conta com 28 composições lançadas originalmente entre 1969 e 1986, com clássicos como ‘Não quero dinheiro’, ‘Gostava tanto de você’, ‘Azul da cor do mar’ e ‘Chocolate’. “É uma oportunidade tão maravilhosa que tudo vira uma farra, até a escolha do repertório. Tem uma geração que talvez não tenha tido a oportunidade de conhecer Tim Maia como a gente conheceu, porque nossos pais botavam, um irmão, um vizinho. A gente poder ser o canal dessa intercessão de Tim Maia com eles, foi uma oportunidade incrível”, explica Ivete.

As músicas de Tim Maia remetem à infância e convidam o público a uma viagem no tempo, sob a batuta dos intérpretes. “Essas músicas fazem te lembrar da escola, dos bailinhos – quando você não sabia se colocava a mão no ombro dela ou na cintura -, ou você lembra-se de algum episódio dos Trapalhões, ou algum musical. Então, toda hora está te lembrando de algo do seu cotidiano”, afirma o rapper paulista.

Algumas das canções do show já haviam sido cantadas pelos dois músicos anteriormente, mas a oportunidade de fazer uma apresentação toda dedicada ao Síndico permitiu aflorar um carinho especial. “Lábios de Mel é uma música que eu nunca pensei em cantar porque ele fala muito na figura masculina, mas quando eu cantei, caiu também e resolvi mergulhar. Como espectadora do show, acho lindo quando Criolo canta ‘Lamento’. Acho forte, dá uma vontade de chorar desgraçada e ‘Me de motivo’ também”, conta Ivete.

A sintonia entre os dois foi essencial para o resultado final, com uma homenagem carinhosa. “Quando estou cantando, me ocorre Tim Maia, aquela simpatia, aquela figura dele, ele era íntimo da gente. Toda vez que estou cantando, me lembro dele cantando, daquela cara carinhosa”, afirma Ivete.

“Nos encontramos e deu tudo certo, foi tudo muito tranquilo porque tem uma coisa muito interessante é que a gente ama a música, então está tudo bem. A música nos leva a conhecer lugares, nos leva a conhecer pessoas, encurta o caminho, traz uma doçura, uma leveza, lembra que você ainda tem um pouco de humanidade que você pode dividir. No final das contas, Tim Maia era um cara que amava a música e passou isso para a gente”, aponta Criolo.

Esquema de trânsito

O show acontece na Praia do Pina, às 16h30, aberto ao público. A partir das 14h, a Avenida Boa Viagem vai ser bloqueada na altura da Rua Pereira da Costa, ficando interditada até a Avenida Antônio de Góes. A alternativa é seguir pela Avenida Conselheiro Aguiar, que fica completamente livre para as pessoas que precisam se deslocar para o Centro e Zona Norte.

A Avenida Herculano Bandeira, a partir da Rua Capitão Rebelinho, vai ser interditada também, uma vez que vai ser utilizada como rota alternativa para quem quer seguir para Boa Viagem. Devido ao grande movimento esperado para o evento, não vai ser permitido estacionar ao longo do trecho bloqueado na Avenida Boa Viagem. A CTTU recomenta que o público opte pelo transporte público invés do carro no domingo (26).

Também devido ao show, a Ciclofaixa de Turismo e Lazer vai ter seu funcionamento interrompido em um trecho da Avenida Antônio de Góes a partir das 14h. Normalmente, a ciclofaixa funciona até as 16h.

Do G1/PE

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Tom Jobim ganha estátua de bronze na Praia de Ipanema

 Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil
20 anos após sua morte, o compositor e maestro Antônio Carlos Jobim ganha uma estátua, de autoria da artista plástica Christina Motta, na Praia de Ipanema

Uma estátua de bronze em homenagem ao maestro e compositor Antonio Carlos Jobim foi inaugurada hoje (8), na orla da Praia de Ipanema, na altura do Arpoador, zona sul do Rio de Janeiro. O evento contou com a presença de amigos, parentes de Tom Jobim, além de autoridades e da escultora da obra, Christina Motta. A cerimônia ocorreu no mesmo dia em que o músico morreu, há 20 anos.

A artista plástica Christina Motta informou que recebeu da prefeitura liberdade para escolher o formato da estátua. “Escolhi uma época em que Tom estava no auge e se tornou conhecido em todo o mundo. Então, me baseei em uma foto dele na inauguração de Brasília, em 1961, em que ele estava andando com o violão nas costas, ao lado de Vinícius [de Moraes] no cerrado”, disse a escultora.

Christina salientou que não colocou o maestro de frente para a praia porque a posição seria muito óbvia. “Na instalação de uma escultura, é muito importante o pano de fundo. Queria muito que ele tivesse o mar e o céu atrás. Também penso que, nessa posição, é como se já tivesse tocado seu violão e estivesse indo para casa”, explicou.

Viúva de Tom, Ana Jobim se disse feliz com o tributo. “Uma homenagem é sempre bem-vinda. Esta, em especial, é muito carinhosa, Tom era um menino de Ipanema e costumava vir aqui [Arpoador] para pescar. A estátua ficou muito bonita. Fico feliz que, no dia da inauguração, tenha feito um manhã linda de céu azul", comentou.

Para o jornalista Sérgio Cabral, Tom Jobim era um exemplo do carioca da zona sul. “Ele adorava o lugar, embora fosse um 'cara' internacional. Já morou nos Estados Unidos, onde o visitei, mas o lugar de que realmente gostava era Ipanema”.
A gaúcha Heloísa Bergamin, moradora do Rio há dez anos, ressaltou que a homenagem faz jus ao maestro. “Tom é um referencial brasileiro da música. Além disso, não poderiam escolher lugar melhor para colocar a estátua, porque Ipanema era o que ele mais amava e o que mais cantava.”

Carioca, Ili Melcher destacou que a estátua deve se tornar mais um ponto turístico da cidade. “Nós, cariocas, assim como os estrangeiros, adoraremos tirar foto com a estátua do Tom nessa paisagem linda. Achei a homenagem sensacional”, disse ele.

Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim era compositor, maestro, pianista, cantor, arranjador e violonista. A revista norete-americana Rolling Stone considerou  Tom Jobim o maior expoente de todos os tempos da música popular brasileira.

Foi também um dos criadores e principais forças da bossa nova, além de autor de músicas como Garota de Ipanema e Samba do avião, que se tornaram símbolos do Rio de Janeiro, ganharam reconhecimento e foram regravadas por músicos de todo mundo. Competindo com os Beatles, os Rolling Stones e o cantor Elvis Presley, Tom Jobim ganhou, em 1964, o Grammy de Música do Ano com Garota de Ipanema.

O compositor e maestro morreu em 8 de dezembro de 1994, com 67 anos, em Nova York, vítima de uma parada cardíaca, enquanto lutava contra um câncer.

Agência Brasil

Parabéns Pra Gonzagão no Pátio de São Pedro

O Rei do Baião, Luiz Gonzaga, completaria 102 anos de idade no próximo dia 13 de dezembro. 

E para festejar a data, acontece no dia anterior, sexta-feira (12), a 8ª edição do projeto Parabéns pra Gonzagão, que contará com shows de Almir Rouche, Petrúcio Amorim, Maciel Melo, Daniel Bueno e Ed Carlos, a partir das 19h, no Pátio de São Pedro, localizado no bairro de São José, no Recife.

O repertório dos artistas será baseado nas canções de Luiz Gonzaga. “O projeto é uma grande homenagem ao sanfoneiro, que possui uma obra com 625 músicas, uma verdadeira enciclopédia do Nordeste”, revela Daniel Bueno, que também é coordenador do projeto.

O evento tem como objetivo despertar na população a necessidade de se preservar a memória de Luiz Gonzaga, representante da música nordestina e eleito personalidade do século XX em Pernambuco. “Parabéns Pra Gonzagão” tem o apoio da Celpe, Prefeitura do Recife, BNB, Governo do Estado/Empetur e Alepe.

Memorial Luiz Gonzada
É na casa de número 35 do Pátio de São Pedro que funciona o Memorial Luiz Gonzaga, com um dos acervos do artista, entre os muitos espalhados por esse Brasil afora. O espaço atual foi montado com a aquisição da coleção de Mávio Holanda, formada por discos raros de 78 rotações, vinis, CDs, fotos, impressos, álbuns de recortes, vídeos e arquivos de áudio em formato MP3. Além da exposição permanente, o acervo funciona como centro de pesquisa e documentação, além de oferecer cursos.

O Rei do Baião
Luiz Gonzaga traduziu como ninguém as tradições, o folclore, a cultura, os costumes, o linguajar e o cotidiano do povo nordestino em 625 canções gravadas nos quase 50 anos de carreira. Representante maior da música popular nordestina, o cantor interferiu, definitivamente, na trajetória do gênero brasileiro ao introduzir os ritmos do sertão do Nordeste, como toada, xote, baião, xaxado, marchinhas, emboladas - no panorama musical do país. Ao reencontrar-se com suas raízes musicais, ajudou a formar a identidade nordestina no imaginário do Brasil, imprimindo ao acordeom uma nova melodia. Na sua busca obstinada pela essência sertaneja, Luiz Gonzaga encontrou, nos arquivos da memória, os instrumentos musicais para compor uma orquestração diferenciada, com o sotaque de sua terra, criando o primeiro trio de sanfona, zabumba e triângulo. Na vestimenta dos cangaceiros e vaqueiros, o artista descobriu a sua personalidade estética. Foi o primeiro sanfoneiro cantor. Até então, o forró era costumeiramente instrumental.

Serviço
Parabéns Pra Gonzagão 2014 - Aniversário de 102 anos de Luiz Gonzaga
Data: 12/12
Hora: A partir das 19h
Local: Pátio de São Pedro

Acesso: Gratuito
Do Folha PE 

sábado, 29 de novembro de 2014

Morre Roberto Bolaños, o eterno Chaves

Chaves tem um universo próprio na América Latina
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
Personagens de Bolaños atravessaram gerações e viraram ícones pop

A Festa da Boa Vizinhança não será mais a mesma a partir de agora na vila. O menino Chaves, que foi eternizado no mexicano Roberto Gomes Bolaños, nos deixou. E não há mais sanduíches de presunto ou brincadeiras com Kiko e Chiquinha que o tragam de volta para nós. Assim como ele, ficamos órfãos. Não de pais, mas da genialidade do Chespirito, apelido carinhoso pelo qual Roberto era conhecido - uma referência ao inglês William Shakespare. O vazio que fica no coração pela ausência dele entre nós é tão grande que dá vontade de ir para o barril mais próximo chorar bem ao estilo 'pipipi'. Enfim, chegou a aurora para Roberto, Chaves, Chapolin e tantos outros personagens que atravessaram gerações na América Latina.

Imagem do Facebook
O termo 'se você é jovem ainda' eternizado na música de mesmo nome do seriado é algo que define bem a alma de Bolaños durante os 85 anos de vida. Roberto nunca abandonou o jeito criança, muito bem representado na inocência do Chaves, criado aos 42 anos do artista. Foi com o público mais jovem que ele obteve a melhor identificação bem aos estilo "sigam-me os bons", frase célebre do Chapolin. Sabendo disso, o autor mexicano abriu mão da comédia em alguns momentos para transmitir mensagens educativas e reflexivas para os pequenos. Quem não lembra da famosa "a vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena", dita pelo Seu Madruga?

Além de Chaves e Chapolin, Chespirito criou outros personagens menos famosos no Brasil, mas considerados muito importantes no México, como Chompiras, um ex-ladrão que ficou honrado; Dr. Chapatin, um médico nada paciente; e Dom Caveira, um dono de funerária que tenta sair com as viúvas. Os esquetes de todas essas criações eram reunidos na Hora do Chespirito.

O sucesso transformou os personagens de Roberto Bolaños, interpretados por ele ou não, em ícones pop com o passar do tempo, principalmente na Internet e redes sociais. Que fã de Chaves nunca teve a ideia de se fantasiar no Carnaval com as roupinhas muito loucas de Kiko, Chiquinha e Seu Madruga? Ou até mesmo usou alguma referência do programa durante o papo com os amigos? Isso sem falar nas comunidades, adesivos, camisas, bonecos, broches e outros objetos dos membros da vila do Chaves. 

Bolanõs sempre manteve o jeito criança 
Foto: Reprodução/Internet
O seriado ganhou o próprio universo com um público muito fiel, que não se abalou nem mesmo com o fim dos episódios inéditos do programa ou com as brigas de alguns atores - como Maria Atononieta de Las Nieves, a Chiquinha - com Bolanõs.

Só que obviamente o tempo passou para o menino Roberto. Os últimos anos foram mais de boas lembranças dos momentos do sucesso dos principais personagens e de Chaves - que virou desenho. Isso, porém, não significou que ele ficou velho com a idade. No coração, Bolaños sustentou a juventude que nunca morreu nem morrerá. Chespirito se vai, mas nos deixa as alegrias, as tristezas, os ensinamentos e as boas memórias que vieram principalmente com Chaves, que finalmente encontrou um lugar onde poderá comer todo o sanduíche de presunto que quiser. 

Obrigado, Roberto Gomes Bolaños! Por nos proporcionar grandes brincadeiras não só com você, mas com o Kiko, a Chiquinha, o Senhor Barriga e outros. Por enquanto vai tirando a paciência do Seu Madruga, da Bruxa do 71 e do Jaiminho, velhos amigos que você reencontra neste momento. Só pega leve com eles porque nem todos têm paciência com você.


Do NE10

Chaves - Boa Noite Vizinhança

O clipe se passa em Acapulco, ao anoitecer, com toda a vizinhança ao redor de uma fogueira na praia. Conta com a presença de Roberto Bolaños, Carlos Villagrán, Maria Antonieta de Las Nieves, Florinda Meza, Ramón Valdez, Angelines Fernández, Ruben Aguirre e Edgar Vivar. Conforme a música vai chegando ao fim, os personagens levantam-se e vão embora.

Cineasta que resistiu à ditadura é homenageada em mostra de cinema


“O cinema foi para mim, naquele momento, uma forma fundamental de sobrevivência”. A declaração da cineasta carioca Lúcia Murat faz referência ao período em que ela deixou a prisão, após três anos e meio, por resistir à ditadura militar. “Quando saí [da prisão] era como recomeçar a vida”, relembrou. Nessa busca pela superação, a diretora produziu filmes que têm como traço comun a expressão de diversas formas de violência. A cineasta é a homenageada deste ano da Mostra Cinema e Direitos Humanos no Hemisfério Sul, que começa no dia 4, na capital paulista, e tem como tema desta nona edição os 50 anos do golpe militar de 1964.

Lúcia Murat foi militante do movimento estudantil e fez parte da resistência armada ao regime militar. Foi presa pela primeira vez em outubro de 1968, em um congresso estudantil, mas ficou apenas uma semana detida. Com a publicação do Ato Institucional 5 (AI-5), em dezembro daquele ano, Lúcia passou a viver na clandestinidade, mas foi encontrada e levada, em 1971, para o quartel da Polícia do Exército, onde funcionava o Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi). “Fui torturada por dois meses e meio”, contou. Espancamento, choques elétricos e abuso sexual foram algumas das torturas sofridas.

O curador da mostra, Rafael de Luna, lembra que a escolha do tema para esta edição corresponde também a um contexto atual. “Temos visto algumas manifestações com alguns absurdos, pedindo intervenção militar. Parece-nos muito pertinente trazer esse tema para uma discussão de cinema e direitos humanos”, declarou. Avalia que a filmografia selecionada de Lúcia Murat possibilita um diálogo com as obras escolhidas para a mostra competitiva. “Ao mesmo tempo em que a diretora homenageada é uma cineasta, cuja obra também é identificada com essa questão política, ela própria foi uma presa política”, apontou.

Com entrada grátis, o evento apresenta filmes que abordam temas relativos aos direitos humanos, à população LGBT e enfrentamento da homofobia, às questões culturais e territoriais da população indígena, aos direitos da pessoa com deficiência, entre outros. As sessões são divididas entre Mostra Competitiva, Mostra Memória e Verdade, Mostra Homenagem Lúcia Murat e Sessão Inventar com a Diferença. Serão 41 filmes, todos com sistema closed caption e sessões que incluem audiodescrição, voltadas para pessoas com deficiência visual. A mostra é promovida pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR).

O filme que abre a mostra é o Que bom te ver viva (1989), de Lúcia Murat. Na Mostra Homenagem, também serão exibidos Doces poderes (1996), Brava gente brasileira (2000) e a Uma longa viagem (2011). Para a Mostra Memória e Verdade, foram selecionadas películas voltadas ao golpe de 1964, abordando questões sobre a ditadura e o contexto político da época. Os documentários Setenta (2013), de Emilia Silveira Brasil, e Cabra marcado para morrer (1984), de Eduardo Coutinho, estão entre as escolhas da curadoria. “Uma mostra que reúne direitos humanos e cinema permite não somente ser informado do que se trata, mas trabalha com emoção”, declarou a diretora.

De Luna destaca, como uma novidade desta edição, a mudança do nome da mostra, substituindo América do Sul por Hemisfério Sul. “Isso demonstra outro critério da curadoria na mostra competitiva. Agora, estamos recebendo filmes de outros continentes. Teremos países da Ásia, da África, de países como Egito, Índia, Jordânia”, apontou. Na avaliação do curador, a mudança amplia o caráter da mostra como uma contribuição para produção contemporânea, ao trazer filmes que não costumam chegar ao circuito comercial. Além disso, ele acredita que exibir filmes de países com universos culturais tão distintos também contribui para o debate sobre direitos humanos. Os melhores filmes, entre os 24 selecionados para a competição, serão eleitos por votação da plateia.

Outro destaque da programação é a Sessão Inventar com a Diferença, que exibe filmes-carta produzidos por alunos de escolas públicas do país que participaram do projeto Inventar com a Diferença. O projeto levou cinema e direitos humanos para cerca de 300 escolas no primeiro semestre de 2014. O documentário Pelas janelas, produzido por alunos da UFF a respeito do Inventar, também será exibido durante a mostra.

Agência Brasil 

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Centenário de Lupicínio Rodrigues



Lupicínio Rodrigues canta um pout-pourri de músicas compostas por ele ("Ela disse-me assim", "Vou brigar com ela" e "Nervos de aço") no programa "Sambão" de Elizeth Cardoso (TV Record) em 1973.







Do You Tube

Senado homenageia Lupicínio Rodrigues

O Senado vai homenagear na segunda-feira (3), a partir das 11h, em sessão especial, o centenário do cantor e compositor gaúcho Lupicínio Rodrigues, autor de canções como Felicidade, Nervos de Aço e Se Acaso Você Chegasse.

Lupicínio Rodrigues nasceu em Porto Alegre, no dia 16 de setembro de 1914. Começou a compor ainda na adolescência e, muito cedo, deixou aflorar seu lado boêmio. Lupi, como era conhecido desde criança, é tido como o criador da dor de cotovelo, expressão, que graças a ele, passou a designar um estilo de canção que trata das desilusões amorosas, temática central de suas composições.

As músicas, autobiográficas ou inspiradas em histórias de amigos, conquistaram fãs em todo o Brasil, em especial em sua terra natal, que Lupicínio nunca abandonou.

Os requerimentos para a realização da sessão foram assinados por vários senadores, entre eles, Ana Amélia (PP-RS), Paulo Paim (PT-RS), e Pedro Simon (PMDB-RS), conterrâneos do compositor.

Lupicínio Rodrigues morreu em Porto Alegre, em 27 de agosto de 1974, aos 59 anos, com problemas no coração.

- Ele foi um dos compositores mais festejados, e continua sendo, porque a morte não significa o esquecimento. As músicas são eternas e continuam sendo cantadas e interpretadas, especialmente pelos torcedores do Grêmio, porque ele foi o autor do Hino do clube – lembrou a senadora ao convidar os colegas a participarem de sessão.

Em setembro, a Rádio Senado homenageou o compositor gaúcho no programa Eu quero um samba. O programa está disponível na página da Rádio Senado (acesse aqui).

Agencia Senado 

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Ao Mestre com Carinho

Ainda lembro-me de minha 1ª cartilha com letras e ilustrações. A de avião, B de bola C de casa, foi assim que minha professora dona Maria Lira me apresentou ao mundo das letras.

Hoje, após muitas cartilhas, livros e professores venho através desse blog agradecer e homenagear a esses mestres que agregaram valores e conhecimentos a educação que eu tive em casa.

Professor não é só aquela pessoa que te ensina, um mais um é igual a dois, é quem te orienta te dá um norte, um caminho a ser seguido, que te ajuda a descobrir tua verdadeira vocação.

É através das letras e dos números que esse grande construtor do saber te molda para o futuro.

Você pode ter a profissão que tiver más só a exerce porque vários professores te ensinaram, te orientaram deram firmeza a teus passos.

Neste Dia dos Professores em nome de toda a equipe do V1 parabenizo a todos os professores e agradeço ao empenho e dedicação que tiveram e sempre terão com seus alunos.

Muito obrigado professores que Deus continue protegendo a todos. 

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Ariano Suassuna será homenageado na Câmara Federal

O escritor e dramaturgo Ariano Suassuna, falecido no dia 23 de julho, será homenageado em uma sessão solene da Câmara Federal, em Brasília. O presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves, marcou a solenidade para o dia 4 de setembro, às 10h.

Nascido em João Pessoa, na Paraíba, e radicado no Recife, Ariano morreu aos 87 anos devido a um acidente vascular cerebral (AVC).

Criador do Movimento Armorial, o escritor fez parte da Academia Brasileira de Letras (ABL) e escreveu obras como Auto da Compadecida, O Romance da Pedra do Reino, O casamento suspeitoso e O santo e a porca.

Ariano também foi secretário de Cultura de Pernambuco e foi velado no Palácio do Campo das Princesas, sede do Executivo estadual, sob presença da presidente Dilma Rousseff (PT) e do governador João Lyra Neto (PSB).


Blog de Jamildo

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Moradora mais antiga do Alto Nossa Senhora do Amparo completa 105 anos de idade


Neste fim de semana próximo passado foi comemorado o aniversário de 105 anos da moradora mais idosa e do bairro Alto Nossa Senhora do Amparo e também uma das mais antiga, pois Dona Maria Francelina da Conceição se mudou para o bairro em 1962.

 A comemoração foi realizada na sedo do Atlético Esporte Clube do Nossa Senhora do Amparo.

A aniversariante no auge da lucidez de seus 105 anos fez questão de recepcionar a todos os convidados, cada um que chagava logo recebia um caloroso e apertado abraço da aniversariante.

Uma mulher de sorriso fácil, muita disposição, simplicidade e memória incomparável, conversou sobre seus 9 filhos, 26 netos, 12 bisnetos e 5 tetranetos revelando um brilho nos olhos de saudades dos filhos e netos que moram fora do estado de Pernambuco, sempre se referindo a eles como minhas crianças.

Dona Maria recebeu comprimentos e votos de felicidades de vizinhos parentes e em especial do Prefeito da cidade Elias Lira que há alguns anos faz questão de comparecer ao seu aniversário.

Veja mais imagens da comemoração

sexta-feira, 25 de julho de 2014

25 de Julho - Dia do Motorista

No dia 25 de julho é comemorado o Dia do Motorista. Este foi o dia escolhido por ser a data dedicada a São Cristóvão, santo padroeiro dos motoristas. 

No dia 21 de outubro de 1968, através do Decreto nº 63.461, o Dia do Motorista foi instituído em nosso país.

Protetor não só dos motoristas, mas também dos viajantes, acredita-se que São Cristóvão tenha vivido na Síria e sofrido o martírio no século III. Seu nome, "Cristóvão", significa "aquele que carrega Cristo" ou "portador de Cristo". Reza a lenda que Cristóvão era um gigante com mania de grandeza. Logo no princípio, acreditava que o maior rei do mundo era o rei ao qual ele servia. Então, veio a saber que o maior rei do mundo seria  Satanás, passando a servi-lo. Por fim, acabou descobrindo que o maior rei do mundo era o Nosso Senhor. 

Um ermitão mostrou que a bondade era a coisa mais agradável ao Senhor, convencendo Cristóvão, que trocou sua mania de grandeza pelo serviço aos semelhantes. Por ser dotado de grande força, passou a transportar pessoas através de um imenso rio. Certa vez, transportando um garoto em suas costas, este lhe revela: "Tiveste às costas mais que o mundo inteiro. Transportasse o Criador de todas as coisas. Sou Jesus, aquele a quem serves".

As comemorações em torno do Dia do Motorista são realizadas anualmente e ficam a cargo dos órgãos de trânsito de todo o país. São realizadas campanhas educativas que alertam motoristas e cidadãos sobre como um comportamento responsável e o respeito às normas de trânsito podem fazer a diferença.

Oração do Motorista:

"Dai-me Senhor, firmeza e vigilância no volante, para que eu chegue ao meu destino sem acidentes. Protegei os que viajam comigo. Ajudai-me a respeitar a todos e a dirigir com prudência. E que eu descubra vossa presença na natureza e em tudo o que me rodeia. Amém".


Porto Web

sábado, 7 de junho de 2014

O mundo segundo Dominguinhos

Filme relembra a trajetória do sanfoneiro através dos
 detalhes que formaram seu universo /Divulgação
Músico pernambucano é narrador e tema do documentário "Dominguinhos", que estreia nesta quinta no Cinema São Luiz

 Uma outra faceta de Dominguinhos, certamente ofuscada pelo principal legado do sanfoneiro, tem tudo para sobreviver na memória do público que for conferir “Dominguinhos”, o filme, que estreia nesta quinta (5) no Recife, no Cinema São Luiz, com sessão seguida de debate aberta ao público, às 19h40. O recorte escolhido pelos idealizadores Mariana Aydar, Duani e Eduardo Nazarian para documentar, pela primeira vez no cinema, a vida e obra do ícone nordestino, foge da narrativa clássica documental. 

Ao invés de explorar depoimentos daqueles que conviveram com o músico, o trio, que contou com a parceria do cineasta Joaquim Castro, optou por um Dominguinhos narrador, que apresenta, em primeira pessoa, o seu universo particular.

De sanfoneiro popular no Nordeste, passando pelas boates cariocas até se autonomear “sanfoneiro pop”, quando tocou na banda de Gal Costa, Dominguinhos transitou por momentos distintos e igualmente ricos da música brasileira, o que mostra o quanto universal e versátil é o seu legado. 

O improviso era outra característica latente do pernambucano nascido em Garanhuns, como ressalta Hermeto Pascoal num dos fonogramas raros do filme, em que os dois tocam juntos: “Quem toca, toca com quem sabe. Quem não sabe, de fato, tem de ensaiar. Chega Dominguinhos, toca com a gente e a gente faz o som. A gente toca sem ensaiar, a gente toca até sem saber”.

Relação de Dominguinhos com Luiz Gonzaga t
ambém é explorada Divulgação
A faceta eclética do sanfoneiro é apenas um dos aspectos aprofundados pelo documentário, que também se dedica a reconstituir a sua infância em Garanhuns a partir de imagens filmadas em Super-8, recurso que funciona não só como registro de memória, mas principalmente do ponto de vista estético, reforçando o ar documental do filme. Os planos fechados da flora sertaneja enfatizam uma geografia peculiar, que se torna essencial para entender a personalidade de Dominguinhos e sua forma de fazer música. O pandeiro como seu primeiro instrumento, a viagem ao Rio de Janeiro, seus dois casamentos e a relação com Luiz Gonzaga também compõem o recorte escolhido pelos diretores. Sobre o Rei do Baião, uma das passagens mais significativas é quando Dominguinhos o desafia para um duelo de xaxado, protagonizado de maneira bem-humorada.

Sustentada inicialmente por imagens raras de arquivos, a montagem evidencia, na segunda parte, os vários parceiros de Dominguinhos, que também ajudam a contar sua história. Entre eles Nana Caymmi, João Donato, Nara Leão, Gilberto Gil, Elba Ramalho, Lenine e Djavan. Alguns estiveram com Dominguinhos em seus últimos anos de vida, gravando em estúdio especialmente para o documentário.

O filme nada mais é do que um documento histórico, que se confunde com a história da própria música brasileira e no fundo, com um pouco de cada um de nós nordestinos, que temos a música de Dominguinhos como parte de nossa identidade afetiva e cultural.

RECIFE - Após a sessão das 19h40 desta quinta, no Cine São Luiz, haverá debate com a participação do diretor Joaquim Castro, da produtora executiva Deborah Osborn e da pesquisadora Eloá Chouzal, além do músico Nando Cordel, um dos mais frutíferos parceiros de Dominguinhos.

GARANHUNS - No próximo sábado (7), o filme também ganha sessão especial em Garanhuns, com bate-papo com Joaquim Castro e o historiador Antônio Vilela, autor de "Dominguinhos - O Neném de Garanhuns".

COTAÇÃO: Ótimo
Folha de Pernambuco

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Pixinguinha Carinhoso composição de 1916


Pixinguinha - Rosa


Pixinguinha & Benedito Lacerda - Cheguei (choro - 1946)


Choro "VOU VIVENDO" (Pixinguinha) - Conjunto Som Brasileiro



Chorinho "VOU VIVENDO" de Alfredo da Rocha Viana Filho (Pixinguinha), interpretado pelo Regional de Choro Conjunto Som Brasileiro, no ano de 1990, em entrevista, formado pelos músicos:

* Professor Sergio Napoleão Belluco (Violão 7 Cordas);
* Alessandro dos Santos Penezzi, aos 16 anos (Violão Tenor);
* Taufik Cury (Violão 6 Cordas);
* Derio Lovadino (Cavaquinho);
* Raul Leite (Pandeiro).

(Arquivo Raíssa Amaral & Sergio N. Belluco - Piracicaba / SP - Brasil)

117º aniversário de Pixinguinha

Alfredo da Rocha Vianna Filho, conhecido como Pixinguinha nasceu no Rio de Janeiro, no dia 23 de abril de 1897 foi um flautista, saxofonista, compositor e arranjador. Pixinguinha é considerado um dos maiores compositores da música popular brasileira, contribuiu diretamente para que o choro encontrasse uma forma musical definitiva.

Pixinguinha era filho do músico Alfredo da Rocha Vianna, funcionário dos correios, flautista e que possuía uma grande coleção de partituras de choros antigos. Aprendeu música em casa, fazendo parte de uma família com vários irmãos músicos, entre eles o China (Otávio Vianna). Foi ele quem obteve o primeiro emprego para o garoto, que começou a atuar em 1912 em cabarés da Lapa e depois substituiu o flautista titular na orquestra da sala de projeção do Cine Rio Branco. Nos anos seguintes continuou atuando em salas de cinema, ranchos carnavalescos, casas noturnas e no teatro de revista.

Pixinguinha integrou o famoso grupo Caxangá, com Donga e João Pernambuco. A partir deste grupo, foi formado o conjunto Oito batutas, muito ativo a partir de 1919. Na década de 1930 foi contratado como arranjador pela gravadora RCA Victor, criando arranjos celebrizados na voz de cantores como Francisco Alves ou Mário Reis. No fim da década foi substituído na função por Radamés Gnattali. Na década de 1940 passou a integrar o regional de Benedito Lacerda, passando a tocar o saxofone tenor. Algumas de suas principais obras foram registradas em parceria com o líder do conjunto, mas hoje se sabe que Benedito Lacerda não era o compositor, mas pagava pelas parcerias.

Quando compôs "Carinhoso", entre 1916 e 1917 e "Lamentos" em 1928, que são considerados alguns dos choros mais famosos, Pixinguinha foi criticado e essas composições foram consideradas como tendo uma inaceitável influência do jazz, enquanto hoje em dia podem ser vistas como avançadas demais para a época. Além disso, "Carinhoso" na época não foi considerado choro, e sim uma polca. Outras composições, entre centenas, são "Rosa", "Vou vivendo", "Lamentos", "1 x 0", "Naquele tempo" e "Sofres porque Queres".

Pixinguinha morreu em 17 de fevereiro de 1973, na igreja de Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, quando seria padrinho em uma cerimônia de batismo. Foi enterrado no Cemitério de Inhaúma.


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Dia da Terra

O Dia da Terra é uma data para lembrarmos da importância de se cuidar bem do planeta onde vivemos. Pense nisso, mude seus hábitos, tenha uma vida muito melhor!



Túlio Lima Botelho

Dia da Terra

Bandeira não oficial do Dia da Terra: O Planeta sobre um fundo azul.
O Dia da Terra foi criado pelo senador norte-americano Gaylord Nelson, no dia 22 de Abril de 1970, visando criar uma consciência comum aos problemas da contaminação, conservação da biodiversidade e outras preocupações ambientais para proteger a Terra.

História
A primeira manifestação teve lugar em 22 de abril de 1970. Foi iniciada pelo senador Gaylord Nelson, ativista ambiental, para a criação de uma agenda ambiental. Para esta manifestação participaram duas mil universidades, dez mil escolas primárias e secundárias e centenas de comunidades. 

A pressão social teve seus sucessos e o governos dos Estados Unidos criaram a Agencia de Proteção Ambiental (Environmental Protection Agency) e uma série de leis destinadas à proteção do meio ambiente.

Em 1972 se celebrou a primeira conferência internacional sobre o meio ambiente: a Conferência de Estocolmo, cujo objetivo foi sensibilizar aos líderes mundiais sobre a magnitude dos problemas ambientais e que se instituíssem as políticas necessárias para erradicá-los.

O Dia da Terra é uma festa que pertence ao povo e não está regulada por somente uma entidade ou organismo, tampouco está relacionado com reivindicações políticas, nacionais, religiosas ou ideológicas.

O Dia da Terra refere-se à tomada de consciência dos recursos naturais da Terra e seu manejo, à educação ambiental e à participação como cidadãos ambientalmente conscientes e responsáveis.

No Dia da Terra todos estamos convidados a participar em atividades que promovam a saúde do nosso planeta, tanto a nível global como regional e local.

"A Terra é nossa casa e a casa de todos os seres vivos. A Terra mesma está viva. Somos partes de um universo em evolução. Somos membros de uma comunidade de vida independente com uma magnífica diversidade de formas de vida e culturas. Nos sentimos humildes ante a beleza da Terra e compartilhamos uma reverência pela vida e as fontes do nosso ser..."

Surgiu como um movimento universitário, o Dia da Terra se converteu em um importante acontecimento educativo e informativo. Os grupos ecologistas o utilizam como ocasião para avaliar os problemas do meio ambiente do planeta: a contaminação do ar, água e solos, a destruição de ecossistemas, centenas de milhares de plantas e espécies animais dizimadas, e o esgotamento de recursos não renováveis. Utiliza-se este dia também para insistir em soluções que permitam eliminar os efeitos negativos das atividades humanas. Estas soluções incluem a reciclagem de materiais manufaturados, preservação de recursos naturais como o petróleo e a energia, a proibição de utilizar produtos químicos danosos, o fim da destruição de habitats fundamentais como as florestas tropicais e a proteção de espécies ameaçadas. Por esta razão é o Dia da Terra.

Este dia não era reconhecido pela ONU até 2009, quando a mesma reconheceu a importância da data e instituiu o Dia Internacional da Mãe Terra, celebrado em 22 de abril1 .


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.