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terça-feira, 14 de abril de 2015

Bolsonaro é condenado a pagar R$ 150 mil por declarações contra homossexuais

A Justiça do Rio de Janeiro condenou o deputado federal Jair Bolsonaro (PP/RJ) a pagar uma indenização de R$ 150 mil por declarações contra os homossexuais feitas no programa CQC, da TV Bandeirantes, exibido em março de 2011. 

Bolsonaro disse, durante o programa, que nunca passou pela sua cabeça ter um filho gay porque seus filhos tiveram uma "boa educação", com um pai presente. "Então, não corro esse risco".

Em outro momento, no qual respondeu a perguntas de espectadores, Bolsonaro disse que não participaria de um desfile gay porque não promoveria "maus costumes" e porque acredita em Deus e na preservação da família.

A juíza Luciana Santos Teixeira, da 6ª Vara Cível do Fórum de Madureira, condenou o parlamentar, com base em uma ação civil pública ajuizada pelos grupos Diversidade Niterói, Cabo Free de Conscientização Homossexual e Combate à Homofobia e Arco-Íris de Conscientização. O dinheiro será destinado ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, do Ministério da Justiça.

Segundo a magistrada, o deputado não pode deliberadamente "agredir e humilhar", ignorando os princípios da igualdade e isonomia. A juíza considera que Bolsonaro infringiu o Artigo 187 do Código Civil, ao abusar de seu direito de liberdade de expressão para cometer um ilícito civil.

A Justiça informou ainda que Bolsonaro alegou ter imunidade parlamentar, mas a defesa não foi aceita porque o deputado falou como “cidadão” e não como “parlamentar”. Ainda cabe recurso à decisão. O deputado deve se pronunciar ainda hoje.

Agência Brasil

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Projeto que criminaliza a homofobia será arquivado em definitivo pelo Senado

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Depois de 14 anos de tramitação no Congresso (oito apenas no Senado), o projeto de Lei 122/2006, que criminaliza a homofobia, vai ser arquivado em definitivo pela Mesa Diretora do Senado até o final deste mês. O projeto estabelece penas que variam entre um e cinco anos de prisão. O texto enfrenta resistência de lideranças religiosas e da bancada evangélica, para quem a matéria viola a liberdade de expressão.

O Regimento Interno do Senado determina que todas as propostas que tramitam há mais de duas legislaturas sejam arquivadas. A exceção é caso o Plenário aprove um requerimento de 27 senadores pedindo a renovação.

Para a presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado, Ana Rita (PT-ES), os movimentos não devem se opor ao arquivamento porque o projeto acabou estigmatizado com o nome de “PLC 122″.

“A ideia é manter o 122 arquivado e construir uma nova proposta. Uma proposta que, inclusive, atenda melhor o próprio movimento LGBT”, explica a senadora.

O PLC 122 altera a Lei 7.716/1989, que define os “crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”.

A proposta inclui entre esses crimes a discriminação por gênero, sexo orientação sexual ou identidade de gênero.

O projeto original, da deputada Iara Bernardi (PT-SP) foi aprovado pela Câmara em dezembro de 2006 e, em 2009, chegou a passar pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado.

Na Comissão de Direitos Humanos, porém, a proposta nunca chegou a ser votada por falta de acordo entre os parlamentares.

CÓDIGO PENAL – Desde que deixou o Ministério da Cultura e voltou para o Senado, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) tem trabalhado para incluir o tema na discussão do novo Código Penal; transformando a identidade de gênero e a orientação sexual como agravante de vários outros crimes.

“Vou buscar apoio dos senadores para manter as emendas e levar ao Plenário um Código Penal que puna a homofobia tanto quanto já prevemos punições a outras discriminações, como a racial, étnica, regional, de nacionalidade”, diz a senadora.

“É um escândalo ao crime de homofobia ser ignorado como preconceito”, avalia a petista.

Blog de Jamildo 

terça-feira, 27 de agosto de 2013

PM faz postagem homofóbica em rede social defendendo a 'cura gay'

Uma foto incentivando o preconceito sexual e a homofobia, postada por um PM, fez com que a Polícia Militar de Pernambuco se manifestasse, na tarde desta terça-feira (27). A corporação confirmou que o autor da publicação, feita na rede social Facebook, realmente faz parte da corporação. Em nota oficial, a PM-PE informou que é contrária "a toda e qualquer forma de discriminação e preconceito".
Na postagem, datada do dia 9 de agosto, o policial militar divulgou a foto de um amigo que segurava um porrete de madeira, onde se leem as palavras "cura gay". O perfil do PM continua disponível, sem fotografia que identifique o seu rosto, e a imagem em questão foi retirada da postagem.
Em outro trecho da nota, a PM informa que "não coaduna com nenhuma forma de comportamento homofóbico e repudia veementemente qualquer manifestação contrária à harmonia social e às suas formas de diversidades".
Por fim, a Polícia Militar esclarece que a postagem representa a opinião pessoal do policial e não os valores institucionais da corporação. "Portanto, a PM aproveita a oportunidade para esclarecer que as doutrinas de formação policiais militares priorizam o respeito e a defesa dos direitos humanos", encerra o documento.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

MILHARES PROTESTAM EM BRASÍLIA CONTRA ABORTO E CASAMENTO GAY

Do G1, em Brasília
portugues.christianpost.com
Sob um sol intenso, milhares de evangélicos (40 mil, de acordo com o comando da Polícia Militar; 70 mil, segundo os organizadores) ocuparam nesta quarta-feira (5) os gramados da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para protestar contra a descriminalização do aborto e o casamento gay e pedir liberdade de expressão religiosa.

O palco montado em frente ao Congresso Nacional atraiu líderes evangélicos, políticos de vários partidos e artistas gospel. O evento organizado pelo pastor Silas Malafaia, um dos líderes da igreja Assembleia de Deus, foi realizado em um dos dias de maior movimentação no Legislativo. Dezenas de parlamentares ligados à bancada evangélica se revezaram para discursar no ato religioso.

Um dos temas mais recorrentes dos oradores do evento foi o casamento entre casais homoafetivos. Recentemente, decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que os cartórios do país oficializem casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

A sociedade é livre para criticar evangélico, criticar católico, criticar deputado. Agora, se criticar a prática homossexual é homofobia." Pastor Silas Malafaia, organizador da manifestação. Durante as manifestações ao público aglomerado diante do palco, os líderes evangélicos criticaram os esforços de parlamentares ligados a movimentos sociais de tentar criminalizar a homofobia.

terça-feira, 29 de maio de 2012

COMISSÃO APROVA CRIMINALIZAÇÃO DA HOMOFOBIA NO NOVO CÓDIGO PENAL

Da Agência Estado

imagem: br.noticias.yahoo.com

A comissão de juristas do Senado que discute mudanças ao Código Penal aprovou nesta sexta-feira (25) proposta que aumenta a quantidade de situações em que uma pessoa pode responder na Justiça por discriminação. Pelo texto, poderá ser processado quem pratica discriminação ou preconceito por motivo de gênero, identidade ou orientação sexual e em razão da procedência regional.

Pela legislação atual, só podem responder a processo judicial quem discrimina outra pessoa por causa da raça, da cor, da etnia da religião ou da procedência nacional. Assim como na legislação em vigor, que segue a Constituição Federal, a conduta será considerada imprescritível (o discriminado pode processar a qualquer momento), inafiançável e não passível de perdão judicial ou indulto.

A comissão manteve para os crimes a mesma pena aplicada hoje pela Lei 7.716, de 1989, que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou cor: de dois a cinco anos de prisão. A ideia é incorporar toda essa legislação ao novo Código Penal. A pena para a prática pode ser aumentada em um terço até a metade caso a discriminação tenha sido cometida contra crianças ou adolescentes.

No texto apresentado, os juristas decidiram apresentar um rol de condutas que seriam consideradas discriminatórias. Entre elas, impedir o acesso de alguém, devidamente habilitado, a uma repartição pública ou privada, assim como a promoção funcional de alguém, por exemplo, pelo fato de ser mulher, homossexual ou nordestino. O crime também estaria configurado se a discriminação ocorrer em meios de comunicação e na internet.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Expressas do V1

Haddad bate boca com senador da oposição e manda recado
O ministro da educação, Fernando Haddad, participou nesta terça-feira de uma audiência pública com parlamentares da Comissão de Educação do Senado. Depois de cerca de quatro horas de perguntas, respostas e até bate-boca, o ministro mandou recado para a oposição e disse que educação não é assunto para servir de disputa entre partidos.


Romário convida Teixeira a esclarecer denúncias
O deputado Federal Romário solicitou, a Comissão de Turismo e Desporto da Câmara aprovou. O ex-jogador fez um convite para que o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, esclareça as recentes denúncias de corrupção que envolvem o nome do dirigente. Teixeira e outros membros da Fifa são acusados de pedirem propina em troca de apoio na candidatura da Inglaterra para sediar a Copa de 2018.


AIEA acredita que Japão subestimou risco de tsunami para usinas nucleares
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) considera que o Japão subestimou o risco de um tsunami para suas usinas nucleares, segundo uma investigação cujo relatório foi entregue nesta quarta-feira ao Governo japonês. O compêndio foi elaborado por 18 analistas da AIEA que desde 24 de maio inspecionaram várias usinas atômicas do Japão, entre elas a de Fukushima Daiichi, onde a crise gerada pelo terremoto e o devastador tsunami de 11 de março segue vigente.


Marcos Mion e Record são processados por homofobia
Entidades do movimento gay reclamaram de comentários de Marcos Mion no "Legendários", da Record. Durante o programa, o apresentador disse que a drag queen Nany People "tem surpresinha" e perguntou "o que ela faz com o pacote" na hora do banho.
Tanto o apresentador quanto a emissora estão sendo processados por homofobia. ele diz que o caso está com o departamento jurídico da Record, que, por sua vez afirma que houve "exercício da liberdade de expressão" que "não feriu ninguém".