Da Agência Estado
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| imagem: bandeirantesnews.blogspot.com |
A falta de médicos dispostos a fazer aborto em casos
previstos em lei é um problema de gestão dos serviços públicos, não de
resistência do profissional, afirmou nesta sexta-feira (16), o vice-presidente
do Conselho Federal de Medicina (CFM), Carlos Vital.
Na quinta, a ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria
de Políticas para Mulheres, havia afirmado que, embora existam 63 serviços
credenciados na rede pública para fazer o aborto legal no País, muitos na
prática não funcionam porque médicos alegam objeção de consciência.
"A objeção de consciência é um direito previsto no
código de ética médica. Nenhum profissional está obrigado a prestar atendimento
que esteja em desacordo com suas convicções", afirmou Vital. No entanto,
assim como a ministra, o vice-presidente do CFM avalia que mulheres autorizadas
por lei a interromper a gravidez não podem ficar sem assistência.
