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quarta-feira, 21 de março de 2012

21 DE MARÇO: DIA INTERNACIONAL CONTRA A DISCRIMINAÇÃO RACIAL - O APARTHEID NA ÁFRICA DO SUL

Do Click Estudante
imagem: buzzero.com

Apartheid (separação) foi um regime de segregação racial, ou seja, separação racial adotado em 1948 até 1994 (46 anos) pelos sucessivos governos do Partido Nacional na África do Sul, no qual os direitos da grande maioria dos habitantes foram cerceados pelo governo formado pela minoria branca.

A segregação racial na África do Sul teve início ainda no período colonial, mas o apartheid foi introduzido como política oficial após as eleições de 1948. As novas leis dividiam em grupos raciais: negros, brancos, de cor e indianos, segregando assim, as áreas residenciais, muitas vezes utilizando a força bruta. A partir do ano de 1958, os negros foram privados de sua cidadania, tornando-se cidadãos das pátrias tribais.

Nesta altura, o governo já havia segregado a saúde e a educação e outros serviços públicos, fornecendo aos negros, serviços inferiores aos brancos.


A LUTA CONTRA A SEGREGAÇÃO RACIAL NOS ESTADOS UNIDOS

Da Revista Escola

imagem: jandass1959.blogspot.com

No século 19, a oposição dos estados nortistas à escravidão despertava furor entre os governantes sulistas. Repetidas vezes estes ameaçaram retirar seus estados da União se seu direito de possuir escravos fosse desrespeitado.

A secessão veio em 1860 e 1861, depois da eleição de Abraham Lincoln para a presidência da República. Os recém-formados Estados Confederados da América tinham 9 milhões de habitantes - dos quais 3,5 milhões eram escravos -, enquanto a União reunia 22 milhões de habitantes. Quando veio a guerra civil, o sul recusou-se a armar os negros para enfrentar os nortistas. Por sua vez, o norte, depois de superar os preconceitos da oficialidade, organizou batalhões de negros livres.

Derrotados no conflito, os sulistas decidiram impedir que os ex-escravos exercessem seus direitos civis e políticos. Organizações terroristas como a Ku Klux Klan, formada em 1866, semeavam o terror entre a população negra. Ao mesmo tempo, juízes, prefeitos, chefes de polícia e governadores atuavam em conjunto para impedir os negros de ter acesso ao voto e conservá-los como socialmente inferiores.