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quinta-feira, 19 de março de 2015

Tiririca é condenado por parodiar 'O portão', de Roberto e Erasmo Carlos

Tiririca em vídeo de campanha que parodia 'O portão' e Roberto Carlos no comercial da campanha original para a Friboi (Foto: Reprodução / YouTube)
O deputado federal Tiririca (PR-SP) foi condenado pela Justiça a pagar indenização por parodiar a música "O portão", de Roberto e Erasmo Carlos, na campanha eleitoral do ano passado. A sentença do juiz Márcio Teixeira Laranjo, da 21ª Vara Cível de São Paulo, determina que o deputado e seu partido, réus na ação, terão de pagar "indenização por danos materiais" à EMI Songs, dona dos direitos da composição. O valor ainda vai ser definido.

Na campanha que motivou o processo aberto ainda em 2014 pela EMI, Tiririca se vestia como Roberto Carlos, com peruca e terno branco, e substituía os versos originais de "O portão" ("Eu voltei, agora pra ficar... Porque aqui, aqui é o meu lugar") por "Eu votei, de novo vou votar... Tiririca, Brasília é seu lugar". A melodia era a mesma da canção assinada por Roberto e Erasmo.

Além disso, na propaganda Tiririca aparecia sentado em uma mesa de refeição onde havia um bife, em referência ao comercial da empresa Friboi estrelado por Roberto Carlos. "Que bifões, bicho", completava o comediante e político.
Na decisão em primeira instância publicada no dia 13 de março, o juiz escreveu que "o material publicitário, como seria de se esperar, busca a promoção do candidato, a exclusiva satisfação de seus interesses eleitorais".

E acrescentou: "Não tem como finalidade o humor, o lazer, a diversão dos telespectadores. Aliás, programa eleitoral, gratuito e obrigatório, não é – ou ao menos não deveria ser – programa humorístico. Se não está caracterizada a paródia, é de rigor reconhecer a ofensa
ao direito autoral da autora, pelo uso e transformação de composição lítero-musical sem
autorização".

R$ 2 mil diários
Em setembro de 2014, um mês após o início da campanha eleitoral, uma liminar judicial impediu que Tiririca continuasse a citar "O portão", sob pena de multa de R$ 2 mil diários. A paródia, no entanto, continuou.

A decisão determinava que os réus parassem "de veicular filme publicitário que utilize a música e a letra adaptada, em qualquer meio de comunicação, sob pena de multa no valor de R$ 2 mil por ato de descumprimento, limitado a R$ 100 mil".

O processo havia sido aberto pela EMI, editora que é atualmente parte do grupo de edição musical controlado pela Sony.

Na época da abertura do processo, o advogado do partido de Tiririca,  Ricardo Vita Porto, disse ao G1: "Não associamos ninguém à campanha neste caso, está claro que é uma imitação. Quem assiste não confunde, não acha que é o Roberto Carlos que está falando. É uma paródia, permitida pela Lei de Direitos Autorais, e não a utilização da música integral de Roberto Carlos".
A Lei de Direito Autoral diz que "são livres as paráfrases e paródias que não forem verdadeiras reproduções da obra originária".

Já o advogado da Sony, José Diamantino, afirmou ao G1 na ocasião: "A lei permite a paródia em um contexto de comédia, em um circo ou em um programa de humor. Na medida em que uma pessoa usa a música adaptada para promover uma marca ou um candidato, o caso é diferente".

Coautor de "O portão", Erasmo Carlos falou: "Engraçado ou não, tem que pagar. Qualquer pessoa com um mínimo grau de conhecimento sabe disto: se usar uma música tem de pagar direito aos autores".

Do G1

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Deputado federal por SP, Tiririca vai conciliar mandato na Câmara com humor no "Pânico"

Reeleito deputado federal com a segunda maior votação de São Paulo em 2014, o humorista que virou político Tiririca (PR) terá que dividir seu tempo entre o mandato na Câmara e trapalhadas na televisão.
O comediante foi anunciado nesta quarta-feira (4) como novo integrante do elenco do programa "Pânico" (Band), que tenta se reformular para reverter os baixos índices de audiência.
"Estou feliz para caramba, a expectativa é boa, de coisas boas, voltando para a TV. Passei um tempo afastado e volto com gás, com tudo", disse, em entrevista à rádio Jovem Pan. "Eu gosto de desafios. O 'Pânico' não tem nada a ver comigo. Eu sou mais popular, mas acho que essa mistura vai ser legal", acrescentou.
Segundo ele, conciliar a política e a rotina de gravações não será um problema. "Eu não brinco com nada daqui [da Câmara]. Deixei bem claro isso com o [apresentador da atração, Emílio] Surita. Estou fazendo um trabalho bonito, não tenho nenhuma falta."
Após um período de "férias", o programa volta a ser transmitido ao vivo no dia 22 deste mês. Além de Tiririca, o humorista Patrick Maia reforçará a equipe.
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