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quinta-feira, 16 de abril de 2015

TCU vê crime de responsabilidade em manobra fiscal do governo

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Equipe comandada pelo ex-ministro Guido Mantega é acusada de atrasar o repasse de recursos e descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal

BRASÍLIA - O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta quarta-feira, por unanimidade, o voto do ministro José Múcio Monteiro, no qual ele conclui que as manobras que a equipe econômica do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega fez em 2013 e 2014, para melhorar artificialmente as contas públicas, feriram a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O Tesouro Nacional, comandado à época por Arno Augustin, atrasou repasses de recursos a bancos públicos, o que ficou caracterizado como empréstimo, vedado pela LRF. Para apurar os responsáveis pelo descumprimento da lei, Múcio obteve o sinal verde do TCU e vai ouvir17 das principais autoridades econômicas do país nos últimos dois anos, entre elas Mantega, Augustin e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

 O ministro utilizou em seu voto o parecer do Ministério Público junto ao TCU e da unidade técnica do tribunal. O documento conclui que as manobras — batizadas de “pedaladas fiscais” — resultaram no descumprimento da LRF.

Segundo o TCU, ao adiar repasses para instituições como Caixa, Banco do Brasil e BNDES, o Tesouro obrigou esses bancos a usarem recursos próprios para honrar despesas que eram da União. A Caixa, por exemplo, teve de fazer pagamentos do Bolsa Família e do seguro-desemprego. Isso teria configurado um empréstimo da instituição a seu controlador, o que é vedado pelo LRF.

— Um banco público não pode emprestar dinheiro ao governo, e de certa forma foi emprestado. A partir do momento em que o banco público pagou uma conta do governo e que se demorou a ressarcir, caracterizou-se o empréstimo. É como se você estivesse devendo no seu cheque especial pagando uma conta, com agravante de que o governo não poderia ter cheque especial nesses bancos — disse o relator, para quem o empréstimo é “indiscutível”.

Segundo Monteiro, essas pedaladas vêm sendo adotadas pelo governo desde 2011, mas ocorreram em maior intensidade nos últimos dois anos, resultando em uma quantia de R$ 40 bilhões.

CONTAS FEDERAIS PODEM SER REVISTAS

Os ex-presidentes de Caixa, Jorge Hereda, e BB, Aldemir Bendine (atual presidente da Petrobras), também serão ouvidos pelo TCU, assim como Luciano Coutinho, do BNDES. Como o governo teria lançado mão de recursos próprios para pagar benefícios sociais e trabalhistas, os ministros do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, Cidades, Gilberto Occhi, e Trabalho, Manoel Dias, também terão que prestar esclarecimentos nos próximos 30 dias.

O acórdão aprovado pelo TCU também recomendou que as contas federais nos últimos dois anos sejam revisitadas e determinou que o Ministério da Fazenda efetue os pagamentos devidos ao BNDES, a título de equalização de juros, assim como compense BB e Caixa valores necessários para cobrir contas em aberto no prazo mais curto possível, mediante apresentação de cronograma.

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— Precisamos fazer a conta de quanto isso representou nas contas que foram apresentadas do balanço fiscal brasileiro. Na verdade, houve um embelezamento da conta. O recurso total envolvido nisso são R$ 40 bilhões, mais ou menos — disse Monteiro, que foi ministro do governo Lula.

O ministro, no entanto, fez questão de relatar que, neste momento, os convocados não são considerados "bandidos". Ele destacou que as oitivas ainda se referem ao início de um processo e que não deve haver culpados por antecipação.

— Estamos no início de um trabalho de averiguação. Se houve crime, foi de gestão. Não tem bandido aqui — disse o relator.

MULTAS

Os responsáveis pelo descumprimento da LRF podem ser punidos com multas pecuniárias e ficar impedidos de exercer cargos públicos por até oito anos. O Tribunal também encaminhou o caso para o Ministério Público Federal, para que seja avaliado se houve crime fiscal. Neste caso, uma condenação pode resultar até mesmo em pena de dois a quatro anos de prisão.

Presente ao TCU durante o julgamento do processo, Isaac Ferreira, procurador-geral do Banco Central, afirmou que Tombini vai prestar informações ao tribunal, mas destacou que não há uma investigação contra agente do banco, mas um pedido de esclarecimentos junto ao BC, que é um dos responsáveis pelas estatísticas fiscais. Segundo ele, o recálculo das estatísticas ainda vai ser debatido internamente antes de ser executado.

— O BC não é órgão de execução de política fiscal, não ordena despesa, não arrecada receita, não é órgão de contabilização orçamentária. É autoridade monetária do país que apenas faz estatísticas fiscais. (…) Não vi menção a irregularidade de qualquer banco no uso de recurso público. A discussão é se os bancos poderiam ou não usar recursos próprios para efetuar pagamentos de alguns benefícios.

'PEDALADAS'

O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, também será ouvido pelo TCU no processo sobre as “pedaladas”, porque era secretário-executivo da Fazenda à época do ocorrido. Segundo ele, as ações do governo tiveram amparo jurídico e respeitaram a lei.

— As medidas que são objeto do relatório (do TCU) foram adotadas com total enquadramento na LRF. Foram adotadas com parecer da área jurídica do Ministério da Fazenda. Quem representa o governo na ação é a AGU. Vamos responder na forma que a AGU nos orientar — disse.

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Os ministérios da Fazenda, do Trabalho, e do Desenvolvimento Social não se manifestariam sobre o assunto por enquanto. A Caixa “ratifica a regularidade dos procedimentos adotados, mesmo entendimento da AGU sobre o tema”. O Ministério das Cidades restringiu-se a dizer que o cronograma de pagamento do Minha Casa Minha Vida, questionado pelo TCU, segue com fluxo normal.

"O Banco do Brasil informa que, até este momento, não foi comunicado sobre eventual convocação do ex-presidente Aldemir Bendine, para prestar depoimentos em processo do TCU. O Banco está à disposição para prestar qualquer esclarecimento necessário".

A AGU foi procurada pelo GLOBO, mas não respondeu. O BNDES não quis se pronunciar.

Do O Globo

terça-feira, 17 de março de 2015

Blog Magno Martins:Coluna da terça-feira

Fernando na ofensiva

Depois de fazer desabafos durante os seminários “Todos por Pernambuco”, na semana passada em Araripina, Petrolina e Salgueiro, o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB) subiu, ontem, à tribuna do Senado. Em longo pronunciamento, afirmou que não tem culpa no cartório no esquema da operação Lava Jato, defendeu a memória do ex-governador Eduardo Campos e pediu pressa no seu julgamento.

Sobre as declarações do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, o senador disse que teve com ele diversas reuniões e agendas, sempre para tratar de temas institucionais na condição de secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, no governo Eduardo Campos, e Costa como executivo da Petrobras.

“Como todos sabem, está sendo concluída uma grande refinaria em Pernambuco. Nenhum dos contratos para qualquer tipo de serviço na refinaria passou pelas minhas mãos. Todos, absolutamente todos, foram realizados exclusivamente pela Petrobras, sem qualquer gerência estadual”, afirmou, para acrescentar:

“Em 2010, não participei da coordenação da campanha à reeleição de Eduardo Campos. Portanto, nunca tratei de doações para aquela disputa com quem quer que fosse. Aliás, abro aqui um parêntese para fazer justiça a um amigo. Eduardo foi um gestor público sério, comprometido com as melhores causas democráticas e republicanas, e por isto mesmo deixou o governo com uma aprovação superior a 80%”, afirmou.

Fernando disse, ainda, que todas as contas dele foram devidamente analisadas e aprovadas pela Justiça Eleitoral. “Atacar Eduardo, agora que ele já se foi, é tentar macular a imagem de um grande líder que o Brasil perdeu de maneira tão precoce. Eduardo merece respeito pelo que foi e pelo que fez. As contradições nos depoimentos dos delatores são evidentes, e isso ficará demonstrado no curso das investigações”, assinalou.

PACOTE– O ministro do Desenvolvimento, Armando Monteiro, foi chamado, ontem, a Brasília, tão logo proferiu palestra no Recife sobre os rumos da economia em 2015. Ele integra o grupo de ministros convocado pela presidente Dilma para discutir as manifestações de rua do último domingo e a reação do Governo. Entre as iniciativas que o Governo vai propor como ofensiva está o lançamento do pacote anticorrupção.

NA CORDA BAMBA – Há muita preocupação no Governo com o destino do ministro Cid Gomes (Educação). Ele não se desculpou nem retirou a afirmação de que há uns 400 deputados achacadores. Na semana passada, quando foi adiado seu depoimento na Câmara, a temperatura subiu. O governo teme que a situação fique insustentável quando ele for depor no plenário.

CRÍTICAS A ROSSETO – De passagem ontem pelo Recife, o ministro Armando Monteiro disse que o Governo deveria ter usado apenas um ministro para falar após as manifestações e criticou Miguel Rosseto, secretário-geral da Presidência. “A manifestação de Rossetto foi uma tentativa de atribuir [os problemas] à crise internacional. Sou do governo, sou solidário, mas posso expressar minha opinião livremente. Rossetto tem a sua avaliação e eu tenho a minha”, afirmou.

SAIU DA TOCA – Um dia após os protestos realizados em diversas capitais do País contra o governo federal, a presidente Dilma defendeu, em pronunciamento, a liberdade das manifestações e disse que "valeu lutar pela liberdade" e contra a ditadura militar. "Presto homenagem a todos os que lutaram contra o regime de exceção e pela democracia e pelo restabelecimento pelas liberdades democráticas", afirmou. Ela acrescentou que teve a "honra de participar da resistência à ditadura".

NOVA AGENDA – O governador Paulo Câmara diz que as manifestações demonstraram "claramente a necessidade de ajustes". Segundo ele, é preciso discutir uma nova agenda para o País. "O Brasil assistiu manifestações que demonstram claramente a necessidade de ajustes, de humildade, de transparência e de muito diálogo. Tem que ser apresentada e discutida uma nova agenda para o País”, pregou.

CURTAS

DIÁLOGO– O vice-presidente Michel Temer, acha que em vez de se assustar com os protestos realizados nas principais cidades do País, o Governo tem de "aplaudir" a iniciativa popular. Para ele, as ruas sinalizam que o Executivo tem de dialogar com "muita humildade" com a população.

INSATISFAÇÃO – Ministros do PT ainda insistem que as manifestações tiveram adesão apenas dos que não votaram em Dilma. Os ministros de outros partidos, porém, deixaram claro, na reunião de avaliação com a presidente, que há uma insatisfação muito mais ampla e difusa contra o governo do que se imaginava anteriormente.


PERGUNTAR NÃO OFENDE: O novo Governo Dilma será de coalização ou de transição?

segunda-feira, 16 de março de 2015

Blog do Magno Martins:Coluna da segunda-feira

O PLANALTO AMARELOU

São Paulo, palco, Ontem, da Maior Manifestação de rua contra o Governo Dilma, surpreendeu o País com Uma Multidão vestida de amarelo e verde, de cara pintada e Informação Indisponível Pedindo o impeachment da presidente. O clima de revolta contra um eA roubalheira Multidão entusiasmada derrubam o Discurso da fraca Oposição, de Que o momento NÃO comporta o afastamento de Dilma.

O Governo subestimou a CAPACIDADE de Mobilização das Pessoas Pelas redes sociais. Mais de 1 Milhão de almas vivas NÃO sairiam Às Ruas soluçar o chamariz de Algum partido UO o fazer Conjunto da Oposição. O ato foi soberano da Sociedade e lembrou Muito O Que Aconteceu no País em junho de 2013.

Lembrou, igualmente, um DAS Campanha das Diretas, em 1984, Cujo diferencial ERAM Os Grandes comícios em São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Otras Capitais, respeitados com politicos nsa Palanques, Como Ulysses Guimarães, o Senhor Diretas, Tancredo Neves, Mário Covas, Brizola, Arraes e Lula, este Muito Mais Como Líder sindical.

O Serviço secreto de Dilma Já havia Avisado Que a População estava disposta a ir Às Ruas, tanto Que, POR Ordem Expressa da presidente, Nenhum ministro Saiu de Brasília no Fim de Semana. MUITAS Capitais atraíram Menos gente fazer that Esperava. ISSO, EntreTanto, POUCO importa.

O termômetro Pará Medir a Temperatura Política fazer ato foi São Paulo, Maior centro urbano do País, Coração da Economia, Referência Pará um internacional Mídia, that destacou em chamadas on-line o Verdadeiro arrastão that ocorreu na capital paulista. Acuado, o Governo, atraves das eminências pardas SUAS that consolam Dilma, interpretou uma Manifestação Como algo Exclusivo da classe Média, um Terceiro turno, sem Presença de povo.

O Planalto se preocupou em monitorar o Perfil dos manifestantes, parágrafo encampar a tese de Que o Movimento de e Socialmente segmentado, mobilizando Muito POUCO Os Mais Pobres. Se o grito das Ruas PODE Levar Ao impeachment ISSO AINDA lev Um caminho Muito grande, mas o Fato E Que o Governo vai REAGIR.

Agenda rapidamente SUA DEVE change Dilma, Saindo da defensiva e buscando adotar Medidas Que atendam Às Necessidades da População, Que se sentiu traída com como Medidas de arrocho, incluíndo o aumento de Juros, da Energia e dos Combustíveis. E Possível Que Apresente de Imediato hum Pacote anticorrupção.

Uma Promessa de Campanha, aliás, comeu Hoje esquecida. Isto É, POR Sinal, E UMA Crítica Feita Pela Própria Equipe de Governo, de Que o Palácio do Planalto Ficou Preso à agenda do ajusté e NÃO TEVE celeridade de para Gerar concretamente notícias Positivas.

PESQUISA - Na Transmissão Ao Vivo dos Atos Ontem, como televisões chamavam a Atenção Pará São Paulo, aduzindo that estavam Pssaro 1 Milhão de Pessoas. Mas o Instituto Datafolha Projeção fez uma, atraves de Uma Pesquisa inédita, apontando Que o Número verdadeiro supera a casa dos 200 mil manifestantes, numero Contestado Pela Polícia Militar, Que fez a Estimativa se aproximando da Faixa de 1 Milhão.

ABRIL VEM AI - O ato do Recife foi hum dos Mais Fracos fazer País, reunindo POUCO Mais de Oito mil pessoas, Segundo a Polícia Militar. Mas OS Grupos organizadores Já planejam Novas manifestations Pará abril e junho. ATE LA dependendo do Ambiente Que o País passará a viver DEPOIS da ida da População Às Ruas, o tom PODE Ser Diferente.

REAÇÃO IMEDIATA - Coube Ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, manifestar a Reação do Governo uma voz rouca das Ruas. No Início da Noite, AINDA impactado cabelo Sucesso dos Atos contra Dilma em Todo o País, principalmente São Paulo, anunciou hum Pacote de Medidas de Combate à Corrupção. Falou em reforma Política e sem Fim do Financiamento de Campanhas POR Empresários.

MAIS PANELAÇOS - Enquanto o ministro da Justiça recebia Jornalistas e falava ao vivo na Televisão em VÁRIAS áreas de Brasília, Pessoas Que colocou 45 mil nas Ruas, O Que se ouvia era o Barulho de rapaduras com o grito "Fora, Dilma" e Fora, PT ". Panelaços OS começaram no País Depois do pronunciamento da presidente em Rede Nacional de TV, nenhum Dia Internacional da Mulher.

EM CIMA DO MURO - Há Quem diga Que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) cometeu hum Erro Estratégico Ao NÃO IR o Ruas na Primeira Manifestação da População contra o Governo Dilma. Temendo politizar o ato, o ex-Candidato do Planalto acompanhou de casa. "Se fosse Lula na Condição de Aécio, OU SEJA, na Oposição, com certeza térios ido à Manifestação", Avalia hum marqueteiro.

CURTAS

SOLIDARIEDADE - Num momento em that Afirma enfrentar "uma infâmia Maior" contra ELE Nos Últimos anos - a Inclusão fazer Seu nome na Lista dos Políticos envolvidos na Operação Lava Jato, o senador Fernando Bezerra Coelho ganhou um Solidariedade do Governador Paulo Câmara e Toda SUA Equipe , num Jantar Realizado em Sua Casa, em Petrolina.

CRESCIMENTO - O Seminário "Todos por Pernambuco" Chegou Ao final, da SUA Primeira Etapa, Ontem, em Salgueiro, contabilizando uma Participação de 3,2 mil pessoas dos Mais Diversos Segmentos da População de Araripina, Petrolina e Salgueiro, sedes dos Encontros sexta, sábado Ontem um e, respectively. Trata-se de hum Crescimento de 20% em relaçao a 2011.


PERGUNTAR NÃO OFENDE : E ágora, DEPOIS Que o povo botou a cara Pssaro?

domingo, 15 de março de 2015

Com hino nacional e boneco de Sérgio Moro, protesto contra Dilma toma Praia de Boa Viagem no Recife

Foto: BlogImagem

Num contraponto às cirandas e maracatus do ato das centrais sindicais com apoio do PT nessa sexta-feira (13), o protesto contra o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) tomou conta da Praia de Boa Viagem, na Zona do Sul do Recife, entoando várias vezes o hino nacional, neste domingo (15). Segundo o coronel Adalberto Freitas, que comandou o esquema de segurança, mais de 8 mil pessoas participaram do ato contra a corrupção e em defesa do impeachment na capital pernambucana. A grande maioria delas vestida nas cores da bandeira nacional.

Pelo menos dois grupos participaram da organização do ato deste domingo: o Estado de Direito, que pedia a deposição de Dilma, e o Vem Pra Rua, que só luta contra a corrupção. Um boneco gigante de carnaval com a imagem do juiz federal Sérgio Moro, que coordena o processo da Operação Lava Jato, segurando a mangueira de um posto de gasolina, circulava em meio à multidão.

“Fora Dilma” era o principal grito de guerra da manifestação, que se juntava ao “Um, dois, três. Quatro, cinco, mil. Quero que a Dilma vá para fora do Brasil” e ao trecho do Hino da Independência “Ou ficar a pátria livre, ou morrer pelo Brasil”. No final do protesto, no 2º Jardim da Avenida Boa Viagem, a multidão rezou um pai nosso.

Líder nacional do PT, o ex-presidente Lula também foi alvo das críticas, chamado de “molusco”. “Esse cara é um merda!”, gritou um dos homens que discursou no ato, sendo aplaudido pelos manifestantes. Dilma também foi chamada de bandida. “Tenho fé de ver Dilma numa penitenciária feminina”, afirmou outro dos que falaram.
PETISTAS LOCAIS – Petistas pernambucanos também foram alvo das críticas do grupo. “João Paulo, não adianta dançar ciranda entre companheiros. Eu o desafio a falar do lixo do Recife”, disparou um dos líderes do movimento, no trio elétrico, em referência ao ex-prefeito recifense, que entrou na roda de ciranda durante o ato da CUT.

“Estamos pagando a conta de Humberto Costa”, criticaram, sobre o senador, líder do PT, que foi incluído na lista de investigados da Lava Jato. “Hoje é dia de fantástico e Humberto vai pedir música. Porque ele é vampiro, sanguessuga e petrolão”, dispararam, sobre as denúncias contra o senador.

Sobraram críticas ainda contra o Supremo Tribunal Federal (STF), pelo fato de o ministro Dias Toffoli, que já foi advogado do PT, ter migrado para a 2ª Turma do Supremo, que julgará a Lava Jato. O economista alemão Karl Marx, um dos principais intelectuais de esquerda, foi chamado de psicopata.
POLÍTICOS DE OPOSIÇÃO – Alguns dos principais políticos que fazem oposição ao governo federal no Estado compareceram ao ato deste domingo. O deputado federal Jarbas Vasconcelos (PMDB) defendeu o impeachment de Dilma. “Já existem todos os elementos para um impeachemnt. A confiança do povo se esgotou. A paciência se esgotou”, afirmou.

O deputado federal Raul Jungmann (PPS), que também apoiou o protesto pela luta contra corrupção, discordou do Solidariedade e do colega Jair Bolsonaro (PP-RJ), que já defendem abertamente o impeachment. “É precipitado e indevido. Não é através de assinaturas que que nós vamos atender à Constituição, que exige a comprovação de culpa e dolo”, explica.

Já o vereador André Régis, presidente do PSDB do Recife, o debate sobre o impeachment está apenas começando. “Se tudo o que foi dito pelos delatores se confirmar no Supremo, acho que a possibilidade de impeachment é real”, avalia.

ATO TRANQUILO – Em geral, o protesto em frente à Praia de Boa Viagem foi tranquilo e várias crianças e idosos acompanharam o trajeto. No único tumulto, a aposentada Dona Dejane, de 69 anos, foi xingada por segurar um cartaz defendendo Dilma Rousseff. Dois senhores também passaram mal, sendo que um deles teve que ser atendido por uma ambulância.

Informações dão conta de que um novo ato, novamente em várias capitais do País, deve ser convocado para o dia 15 de abril. A organização do protesto no Recife diz, porém, que ainda não há uma data fechada para uma nova passeata e que depende do movimento nacional.

Blog do Jamildo 

"Vou-me embora pro passado"



Lula articula o impeachment de Fernando Collor - 1992

#VEMPRARUA

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O "panelaço" do domingo passado durante o pronunciamento da presidente Dilma em cadeia nacional foi o soar das trombetas, o começo das dores, o anúncio das mudanças que estão por vir.

Neste domingo, em todo país, os descontentes sairão às ruas, vestidos de verde e amarelo, munidos de patriotismo e também de indignação. Exigirão, democraticamente, como permite a Constituição, a deposição de uma presidente que mentiu para o país, traiu a confiança do povo e levou o Brasil à bancarrota.

Os descontentes sairão de casa porque, como dizia o Dr. Ulisses Guimarães, "a única coisa que um político teme é o povo na rua".

Os descontentes não são a elite branca ou a plebe negra. São gentes de todas as cores e classes, cidadãos de toda parte, todos juntos e misturados, um povo só, unido pelo bem do Brasil.

Os descontentes não formam um partido nem representam uma única ideologia. São apenas um povo cansado de ser enganado, traído, roubado, vilipendiado... uma gente sofrida, gente de bem que não suporta mais a corrupção no Governo, a institucionalização da roubalheira, a negação das falcatruas, a inépcia da Justiça, a conivência dos Poderes, os poderosos inimputáveis, as penas perdoadas, os larápios da nação!

Citada onze vezes pelos delatores do Petrolão, apontada como conhecedora da corrupção e acusada de omissão, Dilma Rousseff foi convenientemente protegida das investigações, mas não será poupada do julgamento das ruas. Este será implacável.

Blog da Raquel Sherazade 

Especilistas: clima pacífico, sinal de maturidade

O Globo – Germano Oliveira

Protesto contra governo Dilma neste domingo será contraponto aos atos da sexta-feira - Nas manifestações desta sexta-feira, os apoiadores do governo carregavam bandeiras que, na prática, eram uma defesa prévia das manifestações contra a gestão Dilma Rousseff previstas para este domingo. Cientistas políticos ouvidos pelo GLOBO consideram que esse discurso teria sido a forma encontrada por entidades governistas para desqualificar o movimento contra a presidente e, assim, criar uma espécie de polarização entre os que seriam a favor e os que seriam contra a ideia do impeachment.

Segundo Fernando Antonio de Azevedo, da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), os simpatizantes do governo reforçaram que as manifestações de hoje serão uma espécie de terceiro turno das eleições — embora lideranças que estarão amanhã nas ruas tentem evitar falar em impeachment.

Rubens Figueiredo, do Centro de Pesquisa, Análise e Comunicação, não acredita em clima golpista na manifestação deste domingo. Para ele, golpismo teria que partir das Forças Armadas, do Congresso, o que não é o caso do protesto marcado.

— As manifestações agora mostram que a vida das pessoas piorou, a inflação aumentou e o desemprego cresceu. E, diferentemente de 2013, agora as pessoas querem deixar claro que não concordam com a presidente, que ela não serve.

PROPOSTAS EM VEZ DE TRUCULÊNCIA

O fato de os protestos de anteontem terem sido pacíficos foi elogiado por analistas:

— É fundamental que não haja radicalizações. Os atos de ontem foram um sinal do amadurecimento democrático. As manifestações foram compostas por propostas e não por truculência — disse Figueiredo.

Já na opinião do cientista político da FGV Marco Antonio Teixeira, o protesto deste domingo não será um contraponto às manifestações de ontem:

— O que alavancou as manifestações deste domingo foi o discurso da presidente Dilma Rousseff em cadeia nacional no Dia Internacional da Mulher, em que ela pediu paciência às pessoas por causa da crise. Quando Dilma falou, as pessoas já estavam sentindo na pele os efeitos do pacote fiscal.

Claudio Couto, também da FGV, concorda que o que deve levar muita gente às ruas na manhã de hoje é o cenário de deterioração do governo, com o agravamento da crise econômica, além de uma grande inabilidade política. Para ele, Dilma tem agido como militante política:

— Ela tem sido muito teimosa, agindo como na época em que era guerrilheira, conversando com um pequeno grupo que a rodeia, sem mostrar disposição ao diálogo com os próprios partidos da base aliada.

Couto acha que a manifestação deste domindo “terá de tudo um pouco”.

— Haverá gente querendo simplesmente protestar contra o governo e a crise econômica, mas também aquelas com ideias golpistas e os que desejam inviabilizar o governo no meio do caminho.

Blog do Magno Martins 

sábado, 14 de março de 2015

Blog do Magno Martins:Coluna do sabadão

CLIMA DE TENSÃO NO PAÍS

As atenções no País se voltam para as manifestações de rua amanhã, convocadas pelas redes sociais, em defesa do impeachment. É possível repetir o sucesso dos atos de junho de 2013? É bom cautela para os que acham que terá gente na rua com cara de povo.

O perfil dos que protestam amanhã remete à classe média, presente com mais força hoje na internet. Se houver uma presença maior acima disso será surpresa, embora o Governo, precavido, tenha destacado uma super força policial em todo o País para evitar problemas de violência no ato.

Até os ministros foram convocados pela presidente Dilma. Informações dos serviços de inteligência sobre as manifestações chegaram, aliás, a levar pânico ao Palácio do Planalto. Ministros começaram a ser informados ontem de que não poderão deixar Brasília a partir de ontem.

Todos os órgãos do governo estarão mobilizados para tentar esvaziar os protestos u para enfrentar eventuais “consequências”. Serviços de inteligência advertiram para possíveis confrontos. Os milicianos do MST fizeram manifestações em favor do impeachment, no Rio, cercando e agredindo opositores do governo.

Na Itália de Mussolini, jovens milicianos eram treinados para caçar e agredir opositores do fascismo. Era os “camisas pretas”. Os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e José Eduardo Cardozo (Justiça) adotam a estratégia de chamar indignação popular de “ódio”.

PROMESSAS– Na fala que fez, ontem, na abertura do seminário Todos por Pernambuco, o governador Paulo Câmara (PSB) reconheceu que enfrenta dificuldades pelo ano de vacas magras, mas garantiu que cumprirá as promessas de campanha. “Estamos aqui para reiterar o que pregamos em praça pública e o fato de ouvir a população mostra a nossa sintonia com as ruas”, afirmou.

OLHO NA DEFESA – Ressaltando ter sido pego de surpresa, o senadorFernando Bezerra Coelho (PSB) disse que ainda não contratouadvogado parafazer a sua defesa como mais um incluído na lista dos políticos envolvidos na operação Lava Jato. “Vou cuidar isso semana que vez, até porque ainda estou impactado”, observou.


A VOLTA DE JUCÁ – Os petistas estão indóceis com a demora da escolha do líder do Governo no Senado. Reclamam que a presidente Dilma insiste em indicar alguém do PMDB. Mas os senadores do aliado dizem que não querem. No PT, a convicção é que o senador Romero Jucá, que a presidente trocou por Eduardo Braga, é nome forte, porque tem o respaldo da cúpula e a simpatia de Dilma.


LULA PEDIU OU NÃO? 
Lula pediu ou não a cabeça de Mercadante? Em vez de afastamento, o ex-presidente teria defendido a dedicação exclusiva do ministro à coordenação das ações de Governo. A versão de que Lula sugeriu a substituição do ministro na chefia da Casa Civil foi desmentida pelos dois, mas tem muita gente acreditando que Lula fez a cabeça de Dilma.




CONTRA ATRASOS – O deputado Sílvio Costa (PSC) garante que não criticou nem é contra o FEM, o Fundo de Emergência para os Municípios, durante encontro com 40 prefeitos e bancada federal. “Na condição de vice-líder do Governo Dilma o que eu disse, na verdade, é que poderia ajudar os prefeitos a cobrar do Governo do Estado que mantenha o programa em dia, que está sofrendo atrasos”, afirmou.

CURTAS

PROTESTO– O PSB definiu que irá apoiar as manifestações contra o governo da presidente Dilma Rousseff marcadas para amanhã, mas não deverá convocar a população para ir às ruas como fez o PSDB.  "O partido é favorável a qualquer expressão. Faz parte da democracia. Só espero, como governador, que seja um protesto pacífico”, disse, ontem, em Araripina, o governador Paulo Câmara.

ESTRATÉGIA – Na sua relação com o PSB, o senador Fernando Bezerra pisa em ovos. Falando, ontem, na abertura do seminário “Todos por Pernambuco”, em Araripina, fez questão de tocar em 2018. “Câmara governará por dois anos mandatos tamanho o seu entusiasmo para fazer muito mais como Eduardo fez”, disse.

PERGUNTAR NÃO OFENDE: Teremos povão amanhã nas ruas ou uns gatos pingados?


segunda-feira, 9 de março de 2015

Redes sociais expõem batalha virtual entre críticos e defensores de Dilma

Uma batalha envolvendo críticos e defensores do governo Dilma Rousseff (PT) movimenta as redes sociais desde a noite deste domingo (8) e é visto como um prenúncio do que irá acontecer nos próximos dias nas manifestações previstas pelo país.

Iniciada durante o pronunciamento de Dilma em rede nacional, que em regiões de algumas cidades coincidiu com um panelaço convocado pelo aplicativo WhatsApp, a guerra virtual continuava até a manhã desta segunda-feira (9).

Segundo a empresa de monitoramento Bites, os internautas comentaram mais o discurso presidencial da noite de domingo do que a lista divulgada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), nesta sexta (6), com a relação dos parlamentares que serão alvos de inquérito por suposta ligação com o escândalo da Petrobras.

A maior concentração de menções negativas a Dilma, segundo a Bites, foi registrada em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Goiânia.
Utilizando o hashtag #dilmadamulher, simpatizantes da presidente produziram entre 20h40 (horário do início do discurso presidencial) e 23h mais de 203 milhões de impressões (número de vezes que os posts ficaram potencialmente expostos no perfil do Twitter, que no Brasil tem 22 milhões de usuários).

Os críticos de Dilma, que usaram hashtag #vaiadilma, #foradilma e a expressão "panelaço", registraram 156 milhões no mesmo intervalo, segundo balanço da Bites.

Na manhã deste segunda (9), contudo, a empresa verificou, às 10h30, que a vantagem havia se invertido, com 320 milhões de impressões no Twitter contra a presidente e 286 milhões a favor.

O Scup, que também faz monitoramento das redes sociais, divulgou nesta segunda um balanço semelhante: entre a noite de domingo e o meio-dia desta segunda-feira, 59,3% dos posts da rede eram negativos à presidente, que contou com 40,7% de apoio.


FolhaExpresss

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

CPI da Petrobras será instalada na próxima quinta-feira

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara destinada a investigar a prática de atos ilícitos e irregulares na Petrobras será instalada na quinta-feira (26) da próxima semana, às 12h. A decisão sobre a data de instalação foi tomada pelo presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que deu prazo para os partidos indicarem os seus representantes na comissão até a hora da instalação dos trabalhos.

Na sessão de instalação serão eleitos o presidente e os vices e escolhido o relator. A CPI, que tem como primeiro signatário o líder do PSDB, deputado Carlos Sampaio (SP), será composta de 27 deputados titulares e igual número de suplentes. Deverá funcionar pelo prazo de 120 dias, prorrogáveis por mais 60. O requerimento de criação da comissão foi assinado por 182 deputados de vários partidos políticos.

Dos 27 integrantes titulares da CPI, faltam ser indicados 12 deputados, sendo três do PT, três do PMDB, dois do PP, um do PRB, um do PSC, um do PHS e um do PPS. Se esses partidos não fizerem a indicação dos seus representantes caberá ao presidente da Câmara fazer as indicações.

Os dois cargos mais importantes da CPI são a presidência e a relatoria, que estão sendo disputados pelos maiores blocos (PMDB) ou partidos (PT). O líder do PT, deputado Sibá Machado (AC), disse que seu partido não abre mão de ficar com a presidência ou com a relatoria da CPI, até por ser a maior bancada da Câmara.

A CPI da Petrobras é a primeira a ser instalada nesta legislatura pela Câmara dos Deputados. No ano passado, foram criadas duas comissões para investigar as denúncias de corrupção na Petrobras, sendo uma no Senado e uma mista composta de deputados e senadores. Os deputados da oposição entendem que os trabalhos da CPI mista foram prejudicados e, por isso, apresentaram o requerimento para a criação da nova comissão, destinada a aprofundar as investigações de corrupção na estatal.


Agência Brasil