2ª VIAGEM EM 1493-PARTE 3-FINAL
Na segunda viagem que fez ao Novo Mundo, com uma esquadra de dezessete navios, Colombo descobriu as ilhas de Porto Rico e Jamaica.
3ª VIAGEM EM 1498
Na terceira, chegou em terra firme na América do Sul, onde avistou a foz do rio Orenoco que ele chamou Boca de Dragão porque aí um temporal quase afundou seus navios.
Nessa ocasião ocorreram desordens na povoação de São Domingos, na ilha de Haiti: os índios ameaçavam revoltar-se e os espanhóis estavam descontentes porque não haviam encontrado ouro.
Os reis de Espanha, informados dessas ocorrências, enviaram à América Francisco Bobadilha que levou presos para a Europa Cristóvão e seu irmão Bartolomeu Colombo.
O rei Fernando, porém, ordenou que os soltassem e o descobridor empreendeu a quarta viagem, que foi a última.
4ª VIAGEM EM 1502
Na quarta viagem Colombo chegou à América Central, onde obteve informações sobre um oceano do outro lado do continente: era o oceano Pacífico que o espanhol Balboa descobriu e denominou Mar do Sul. Também soube da existência de um rico império indígena, o dos astecas, situado no México.
Em 1504, quando voltava para a Espanha, morreu Isabel a rainha que havia sido sempre sua protetora. Colombo não conseguiu realizar seu objetivo, o de chegar às Índias navegando para o Ocidente.
Verificada a existência do continente americano, navegadores espanhóis e portugueses procuraram por sua costa uma passagem que ligasse o Oceano Atlântico ao Pacífico para, por meio dele, chegar às índias. Essa passagem foi afinal encontrada por Fernão de Magalhães, português a serviço da Espanha, que havia partido do Porto de Sevilha em 1519. Sua expedição continuou sempre para ocidente e chegou novamente a Sevilha, depois de três anos de viagem, dando uma volta à terra, essa expedição realizou o plano de Colombo, o de chegar às Índias pelo ocidente.
CONSEQUÊNCIAS DO DESCOBRIMENTO DA AMÉRICA
A primeira consequência do Descobrimento da América foi a assinatura em Junho de 1494, do Tratado de Tordesilhas, que separou as terras portuguesas das espanholas.
Cristóvão Colombo, quando voltava para a Europa, depois da primeira viagem à América, esteve em Portugal. Disse ao rei D. João II que havia atingido as índias, mas esse soberano, desconfiando que as terras descobertas por Colombo já fossem conhecidas pelos portugueses, resolveu preparar uma expedição para percorrê-las.
Essa expedição não chegou a partir porque as duas nações, Espanha e Portugal, concordaram em assinar o Tratado de Tordesilhas. Ficou estabelecido pelo Tratado, que os domínios portugueses seriam separados dos da Espanha por um meridiano, situado a 370 léguas a Oeste do Arquipélago de Cabo Verde. Todas as terras a Leste desse meridiano seriam portuguesas e as que ficassem a Oeste, espanholas.
- O meridiano chamado de Tordesilhas, passa pelo Brasil e corta o litoral. Ao norte, onde foi fundada a cidade de Belém e, ao sul, a de Laguna, no atual Estado de Santa Catarina. Desse modo o Brasil, descoberto seis anos depois, possuía um território menor que o atual, pois a maior parte de suas terras, como as do Rio Grande do Sul, ficava a oeste do meridiano e pertencia, portanto, à Espanha.
- A propagação da civilização europeia pelas terras do Novo Mundo.
- As ordens religiosas, principalmente a dos jesuítas, padres que muito trabalharam pela catequese dos índios.
- O Oceano Atlântico passou a ser o de maior atividade comercial e até hoje mantém intenso tráfico entre o Novo Mundo e a Europa.
- O descobrimento de riquezas minerais no continente americano. No Brasil essas riquezas só foram encontradas mais tarde pelos bandeirantes; mas em países como o Peru e o México, as minas eram ativamente exploradas pelos índios, quando os espanhóis os descobriram. O ouro e a prata, levados da América em grandes quantidades, tornaram ricas e poderosas pessoas que não eram nobres, mas que se dedicaram ao comércio e às conquistas.
- Contribuíram para a construção de grandes obras, como o famoso convento de Mafra, em Portugal.
LEITURA COMPLEMENTAR: A TEMPESTADE
Durante a quarta viagem, Colombo enfrentou violento temporal no mar da Antilhas. É ele próprio quem conta:
"A tempestade chegou, e tanto me fustigou que não sabia para onde voltar-me. Meu antigo ferimento abriu novamente e, por nove dias, dei-me por perdido, e não tinha mais esperança de salvar-me. O mar estava mais terrível do que jamais o vira, furiosamente revoltado e coberto de espuma, o vento não só nos impedia de prosseguir, corno de tomar abrigo atrás de qualquer saliente do litoral.
E assim vimo-nos obrigados a nos quedar em meio àquele mar pavoroso que fervia qual caldeirão em fogo vivo. Tampouco o céu se havia mostrado, em outras ocasiões, tão assustador: durante todo um dia e uma noite refulgiu qual forja de um ferreiro; os relâmpagos crepitavam com tal intensidade que a cada momento julgávamos fossem eles despedaçar, a um só tempo, velas e mastros. E rasgavam tão perigosamente o céu em nossa direção que todos temíamos viessem a destruir nossas naus.
Durante todo esse tempo a água não cessou de jorrar do céu; nem poderia
chamar aquilo de chuva, pois era um cataclismo. Tal o desânimo que reinava
entre os homens que pediam a morte jlara pôr um fim a seus padecimentos".
(Mundos além do Horizonte: Joachim G, Lkithaxisek — pág, 110)
Fontes: http://www.grupoescolar.com e http://www.consciencia.org
POSTADA POR WALKÍRIA ARAÚJO



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