Da Agência Brasil
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| imagem: rac.com.br |
Os estados
e municípios acumularam, até o primeiro semestre, um passivo de mais de R$ 94
bilhões em dívidas de precatórios decorrentes de sentenças judiciais, segundo
levantamento divulgado nesta quinta-feira (30) pela corregedora nacional de
Justiça, ministra Eliana Calmon. Essas pendências envolvem 127.208 processos em
curso nos tribunais estaduais.
Eliana
Calmon disse que, durante o trabalho de levantamento dos dados, concluiu que “é
preocupante a situação” que encontrou em todos os tribunais estaduais. Segundo
ela, em alguns tribunais menores, foi possível estabelecer critérios de
organização, com a colaboração dos governos estaduais. Em outros, no entanto, a
corregedora encontrou “dificuldades, desordem em muitos, corrupção, descaso
(...). De tudo foi encontrado”, relatou a ministra, em entrevista.
Ela avaliou
o trabalho da Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ao qual a Corregedoria está
vinculada, como “profícuo e despertou a atenção dos presidentes dos tribunais,
pois, hoje, eles sabem que são responsáveis diretos pela solução dos
precatórios e que podem até ser incriminados por crime de responsabilidade”.
Em
levantamento realizado em 2009, o volume de precatórios em todo o país estava
em R$ 84 bilhões contra R$ 94,3 bilhões apurados este ano. De acordo com dados
divulgados pelo CNJ, as dívidas variam em cada estado, de 0,5% do Produto
Interno Bruto (PIB) até 7,5%.
O menor
percentual de comprometimento registrado foi o de Mato Grosso, com 0,5% do PIB.
O mais alto foi o de Rondônia, com 7,5%. São Paulo, Tocantins, Sergipe, Piauí,
Paraná devem mais de 3% do seu PIB em precatórios. Além dos 26 estados da
Federação e do Distrito Federal, 2.995 municípios brasileiros têm estoque de
dívidas de precatórios.

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