FÁBRICA DE ESPUMA - Muita espuma e pouco resultado prático. É assim
que tem sido propagada no Congresso a versão central do encontro do senador
Aécio Neves, pré- candidato tucano ao Planalto, com o governador Eduardo Campos
(PSB), que sinaliza entrar também na disputa presidencial. Na linguagem
política, espuma é jogo de cena, jogar para a plateia.
Mas o que poderia unir Aécio e
Eduardo? Mais robusto por representar um partido com mais tempo na televisão,
maior número de governadores em Estados com grande densidade eleitoral, como
São Paulo e Minas, o tucano é defensor da tese de que a candidatura de Eduardo
levaria a eleição para o segundo turno, porque o socialista tiraria mais votos
de Dilma do que dele no Nordeste.
E indo ao segundo com Dilma,
Aécio acha que contaria com o apoio do governador pernambucano. Que Eduardo
tira votos de Dilma no Nordeste não há dúvidas. Difícil será acreditar numa
composição do PSB ao PSDB, porque o governador não teria autonomia para decidir
sozinho o rumo do partido na disputa final.
Se historicamente o PSB se aliou
ao PT e hoje grande parte dos governadores ainda defende a manutenção desta
aliança, como Eduardo jogaria o partido no colo de Aécio em se tratando de uma
disputa na qual Dilma teria muito mais chances de emplacar a reeleição?
Aécio e Eduardo, portanto, nunca
dividirão o mesmo palanque. Nem as
circunstâncias de hoje nem as projeções de futuro abrem uma janela nessa
direção. O que pode ter restado além da espuma foi o acerto de um pacto para
endurecer o discurso contra Dilma e, consequentemente, torrar a paciência da
presidente.
JOAQUIM ESTADUAL– O deputado Maviael Cavalcanti (DEM) admitiu,
ontem, que pode pendurar as chuteiras. Não disputando mais um mandato na
Assembleia passaria a apoiar a candidatura do ex-governador Joaquim Francisco,
seu primo, hoje filiado ao PSB. “Estou amadurecendo a ideia”, disse Maviael,
referindo-se à troca do seu nome pelo de Joaquim.
VAI PRA FACA – O presidente da Câmara de Vereadores do Recife,
Vicente André Gomes (PSB), deve requerer licença nos próximos dias para se
submeter a uma cirurgia no coração. Vai implantar duas pontes de safena e uma
mamária.
AMEAÇA DE GREVE – O presidente da Fetape, Doriel Barros, não
descarta a possibilidade de uma nova greve no setor canavieiro, caso não avance
a pauta de negociações com os proprietários de usinas no Estado. A primeira
assembleia da categoria está marcada para o próximo domingo. As cláusulas foram
aprovadas durante o congresso dos delegados sindicais em Carpina.
ÁGUA DISPUTADA – Diretor da Compesa para assuntos do Sertão, o
engenheiro Fernando Lobo esclarece que serão disponibilizados por dia 200
litros de água por pessoa aos moradores de Tabira, no Sertão do Pajeú, que
passarão a tirar o líquido em 45 reservatórios da cidade alimentados por carros
pipas. O colapso em Tabira foi provocado pelo fim do sistema Brotas, que secou.
MANDANDO RECADO – De passagem pelo Recife, a deputada Luiza
Erundina (PSB) fez questão de dizer que trabalha e torce pela candidatura de
Eduardo ao Planalto, mas fez uma advertência: não quer alianças à direita.
Ex-prefeita de São Paulo, Erundina chegou a ser indicada na vice de Fernando
Haddad, mas renunciou depois do apoio de Maluf ao petista.
CURTAS
COMPROU A BRIGA – O deputado Paulo Rubem não vai mais sair do PDT.
Resolveu enfrentar o presidente do partido, José Queiroz, que, segundo ele, tem
sido um grande entrave para o crescimento do partido no Estado. Segundo ele, o
PDT funciona com comissões provisórias em quase todos os municípios
pernambucanos.
DILMA NO SERTÃO – A presidente Dilma marcou para o dia 15 de
novembro a inauguração da etapa da Adutora do Pajeú ligando Serra Talhada a
Afogados da Ingazeira. A garantia foi dada pelo ministro da Integração,
Fernando Bezerra Coelho, ao entregar a etapa do sistema adutor de Calumbi.
Perguntar não ofende: Cid Gomes fica no PSB e apoia Eduardo para
presidente?



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