MINISTRO ABRAÇOU A IMPUNIDADE - Do ponto de vista de argumentação
jurídica, o voto do ministro Celso de Mello, que desempatou o julgamento do
mensalão em favor dos réus, pode até não ser contestado. Mas foi veementemente
repelido pela sociedade.
A opinião pública saiu derrotada,
a credibilidade da Justiça sofreu um arranhão e tanto. Como havia um empate, ou
seja, a corte estava dividida, Mello não teria nenhum problema em negar os
embargos infringentes, porque, neste caso, acompanharia o voto e a leitura,
consequentemente, de mais quatro ministros.
Celso de Mello preferiu entrar na
contramão da história. Ficará seu currículo manchado para o resto da vida como
o juiz da impunidade, que abortou com o seu voto de minerva a prisão imediata
de 12 réus confessos do maior escândalo do Brasil nos últimos 50 anos.
Celso foi vacilante, fraco,
covarde. Deu às costas a maioria esmagadora da sociedade, que torceu e fez figa
pela prisão dos mensaleiros. Alguns segmentos, provavelmente sonhando, ainda
criaram expectativas quanto ao voto contrário de Mello.
Todavia, ao longo dos últimos
dias, desde o momento em que sobrou para ele o voto do desempate, deu
indicativos mais do que claros e evidentes de que salvaria os mensaleiros,
dando nova oportunidade em novo julgamento.
Este novo julgamento é um conto
de fada, jogo de cartas marcado, porque se no primeiro, onde metade dos juízes
do STF se pronunciou pelo fim da impunidade, não se chegou a lugar nenhum, o
próximo tende apenas a afrouxar as penas e evitar que 12 dos 25 réus venham a
cumprir suas penas em regime fechado e não semiaberto.
QUASE UNANIMIDADE – Foram poucas as resistências no PSB para
entrega dos cargos à presidente Dilma. Do comando nacional, o vice-presidente
Roberto Amaral não queria, mas foi voto vencido. Da Bahia, o voto contra veio
da senadora Lídice da Mata, que sonha em contar com o apoio do governador
Jacques Wagner (PT) para disputar o Governo baiano em 2014. E, por fim, a
oposição confirmada dos irmãos Cid e Ciro Gomes, o primeiro governador do
Estado.
BNDES ENTRA? – Os cargos de maior visibilidade do PSB no Governo
são, sem dúvida, os Ministérios da Integração e dos Portos, além da presidência
da Chesf. Embora não filiado, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, passou
pelo crivo do governador. E o chefe do escritório do mesmo banco no Estado,
Paulo Guimarães, foi indicado pela economista Tânia Bacelar. Dançam juntos?
CASAMENTO À DIREITA – O que se ouve nos bastidores da cena nacional
em Brasília é que a aliança do governador Eduardo Campos para viabilizar tempo
na televisão e romper o isolamento se dará com o DEM e o PPS. Juntos com o PSB,
DEM e PPS abrem cinco minutos no guia eleitoral. Em compensação, jogam a
candidatura do socialista para o campo da direita.
OPOSIÇÃO DERROTA – O Tribunal Regional Eleitoral decidiu, ontem,
por unanimidade, manter no cargo o prefeito de São José do Belmonte, Marcelo
Pereira (PR). O republicano chegou a ter o registro negado em primeira
instância. Seus adversários entraram com recurso sob alegação de que não teria
se afastado em tempo hábil da sua empresa para disputar as eleições.
ABRINDO O JOGO – O deputado Inocêncio Oliveira reúne o seu grupo
político na próxima segunda-feira, no Recife, para comunicar que não disputará
a reeleição, passando o bastão na disputa federal para o deputado estadual
Sebastião Oliveira. Seus candidatos à Alepe são Alberto Feitosa, que disputa a
reeleição, o ex-deputado José Marcos e o ex-prefeito de Belmonte, Rogério Leão.
CURTAS
CONCURSO – Deve ser publicado, hoje, o edital da Assembleia
Legislativa confirmando o concurso público para preenchimento de 100 vagas na
Casa e não 400, conforme expectativa que se criou entre os deputados.
Recentemente, a Alepe foi obrigada a reduzir quase que a totalidade dos
servidores terceirizados.
SAI SENADOR? – Por falar em Assembleia, o que se ouve nos
bastidores é que o presidente Guilherme Uchoa não será mais candidato à
reeleição, para tentar um novo mandato no comando da mesa diretora. O que dizem
é que ele anda animadíssimo com a possibilidade de disputar o Senado na chapa
governista.
PERGUNTAR NÃO OFENDE: E o Supremo
virou uma grande pizzaria?
'Toda mulher sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as
próprias mãos'. (Provérbios 14-1)



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