quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Ensino de História, Identidade e Diferença.

Nos últimos anos as discussões sobre multiculturalismo e diferença tornaram-se centrais nos debates sobre currículo, atingindo diretamente o ensino de História, haja vista a legislação que tornou obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana – que completa dez anos – e indígena – que completa cinco anos. 

Os desdobramentos podem ser observados nos diversos cursos e publicações referentes a essas temáticas e outras, como gênero, hibridismo cultural, etc. No entanto, o debate tem avançado e demonstrado que é preciso ir além do apelo à tolerância e/ou vago respeito à diversidade, nos quais as próprias noções de identidade e diferença surgem como cristalizadas e naturalizadas.

No ensino de História essa questão tem forte impacto, uma vez que nas narrativas históricas, o “outro”, frequentemente, é considerado diferente, diverso, exótico e estranho, frente à cultura dominante, ocidental, branca, europeia, civilizada, cristã e “normal”. Sujeita aos estigmas classificatórios, a cultura desse “outro” acaba por ser identificada como primitiva, étnica, inferior e atrasada. Ou ainda, entendida como essencialista, ou seja, pura, fixa, imutável e estável, portanto, a-histórica.

O GT de Ensino de História e Educação da ANPUH-SP tem promovido, há já alguns anos, algumas Oficinas de Ensino com professores da rede básica de ensino, nas quais essas questões estão cada vez mais presentes e candentes. Assim, entendemos que essa seja uma excelente e instigante proposição para a primeira Jornada de Ensino de História em 2013.

Portal da ANPUH

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