Nos últimos anos as discussões
sobre multiculturalismo e diferença tornaram-se centrais nos debates sobre
currículo, atingindo diretamente o ensino de História, haja vista a legislação
que tornou obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e
africana – que completa dez anos – e indígena – que completa cinco anos.
Os desdobramentos podem ser observados nos diversos cursos e publicações referentes a essas temáticas e outras, como gênero, hibridismo cultural, etc. No entanto, o debate tem avançado e demonstrado que é preciso ir além do apelo à tolerância e/ou vago respeito à diversidade, nos quais as próprias noções de identidade e diferença surgem como cristalizadas e naturalizadas.
Os desdobramentos podem ser observados nos diversos cursos e publicações referentes a essas temáticas e outras, como gênero, hibridismo cultural, etc. No entanto, o debate tem avançado e demonstrado que é preciso ir além do apelo à tolerância e/ou vago respeito à diversidade, nos quais as próprias noções de identidade e diferença surgem como cristalizadas e naturalizadas.
No ensino de História essa
questão tem forte impacto, uma vez que nas narrativas históricas, o “outro”,
frequentemente, é considerado diferente, diverso, exótico e estranho, frente à
cultura dominante, ocidental, branca, europeia, civilizada, cristã e “normal”.
Sujeita aos estigmas classificatórios, a cultura desse “outro” acaba por ser
identificada como primitiva, étnica, inferior e atrasada. Ou ainda, entendida
como essencialista, ou seja, pura, fixa, imutável e estável, portanto,
a-histórica.
O GT de Ensino de História e
Educação da ANPUH-SP tem promovido, há já alguns anos, algumas Oficinas de
Ensino com professores da rede básica de ensino, nas quais essas questões estão
cada vez mais presentes e candentes. Assim, entendemos que essa seja uma
excelente e instigante proposição para a primeira Jornada de Ensino de História
em 2013.
Portal da ANPUH
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