Antes de
começar a gravar O Som ao Redor, o cineasta pernambucano Kleber Mendonça Filho
poderia esperar que apenas os pernambucanos pudessem ter interesse pelo filme.
No entanto, mais de um ano depois, os conflitos e medos mostrados em telas de
cinemas pelo mundo mostraram que esses são sentimentos presentes em todos.
Agora, o longa foi escolhido para representar o Brasil a uma vaga no Oscar,
anúncio feito nesta sexta-feira (20).
O filme foi
escolhido por uma comissão do Ministério da Cultura depois de vencer uma
pré-seleção com outros longas nacionais: Colegas, Faroeste Caboclo, Gonzaga –
De Pai Para Filho, a animação Uma História de Amor e Fúria e o drama Meu Pé de
Laranja Lima. O indicado do Brasil ano passado foi O Palhaço, mas não chegou a
ser escolhido pela Academia.
Até esta
tarde, Kleber Mendonça Filho nem sabia onde o seu produto havia chegado. Soube
após uma ligação do UOL, parceiro do NE10, para entrevista, enquanto estava em
casa, na Rua José Moreira Leal, em Setúbal, Zona Sul do Recife, onde o filme
foi gravado. "A repórter estava mais bem informada que eu", afirmou.
"Fiquei muito surpreso com esse filme. Ainda estou tentando dar um sentido
para tudo isso." O diretor que viu na rua onde mora há cerca de 25 anos o
ponto de partida para um grande sucesso do cinema brasileiro definiu com uma
palavra a indicação: fantástico.
NE10.COM

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