Os servidores públicos do Hemope
vão se reunir na próxima sexta-feira (13) em assembleia, quando vão discutir se
entram em greve. A decisão foi tomada durante audiência realizada na manhã desta
quarta-feira (11), na Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia
Legislativa (Alepe). O encontro foi marcado para discutir com o poder executivo
estadual e demais autoridades, o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos
(PCCV) desses trabalhadores.
Segundo o Sindicato dos
Servidores da Fundação Hemope (Sindshemope), a categoria vem sofrendo
prejuízos, uma vez que o governo estadual ainda não revisou o PCCV. Outros
problemas listados pelos servidores são o cancelamento do plano de saúde e o
não pagamento de gratificação de produtividade.
De acordo com Antônio Salustiano,
um dos diretores do Sindshemope, existe uma defasagem salarial há mais de 11
anos e a categoria tem pedido uma reposição salarial de 90%, que poderia ser
parcelada. Porém, segundo os servidores, o governo oferece apenas 6,5% a ser
pago a partir de setembro e 4% a partir do mesmo mês do próximo ano. A
categoria rejeita a proposta.
Durante a audiência, presidida
pelo deputado Betinho Gomes, a categoria também denunciou o sucateamento do
Hemope, como a falta de medicamentos e leitos. Além disso, que aprovados do
último concurso não teriam sido chamados, enquanto os contratos temporários
continuam sendo renovados. Esses contratos são de pessoas aprovadas em 2008 e
2009, em seleção simplificada, que tem prazo de dois anos, mas algumas pessoas
estariam há 6 anos nos cargos.
A partir de 2014 o atendimento
aos pacientes portadores de leucemias, mielomas, linfomas, dentre, outras, não
será mais realizado. Para a Associação de Defesa dos Usuários de Seguros,
Planos e Sistemas de Saúde (Aduseps), o governo quer privatizar o Hemope para,
então, terceirizar. Para Renê Patriota, presidente da Aduseps, o Estado está
tentando dispensar todos os serviços para o Hemope ficar apenas como banco de sangue.
“Sangue é negocio e estão querendo privatizar o sangue”, enfatizou.
Folha de Pernambuco

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