O Sport, definitivamente, vive mau momento na Série B. Sua
posição talvez não indique isso, afinal - ajudado pela rodada- permaneceu no G4
do torneio. Mas, diante do Paysandu, voltou a jogar mal, apresentou erros de
partidas anteriores, expôs deficiências de passe e de marcação e voltou a
perder. O Papão foi mais eficiente que o Rubro-Negro, fez um gol no início e,
no segundo tempo, matou nos contra-ataques. Dois a zero que não tiram o Leão da
zona de classificação, mas que incomodam e servem de alerta para o time de
Marcelo Martelotte.
O JOGO - Martelotte apostou suas fichas numa formação
diferente. Em vez de dois cabeças-de-área e dois meias - como costuma atuar-, o
treinador armou o Sport com três volantes e apenas um apoiador. Deveria ser
Lucas Lima, mas, como ele está suspenso, o escolhido para a função foi Camilo.
Na frente, Felipe Azevedo e Nunes. O objetivo era claro: fortalecer a marcação
e, quando possível, liberar Rithely para subir ao ataque. Não deu certo: a
marcação não foi boa; a armação foi deficiente.
Tanto que o Leão saiu atrás do marcador logo aos sete
minutos de jogo. Havia sofrido uma chegada antes, mas Eduardo Ramos finalizara
mal. Quando a bola sobrou para o atacante Marcelo Nicácio, contudo, não deu
para segurar. O jogador cabeceou bem e abriu o placar. Aos 18, o Rubro-Negro
teve uma boa chance de empatar. Falta perigosa, na meia-lua da grande área.
Perfeita para Marcos Aurélio - mas o atacante, lesionado, nem viajou com o
grupo. Camilo foi para a cobrança e mandou na barreira.
Poucos minutos depois, o Papão teve um lance semelhante a
seu favor. Marcelo Nicácio também mal. Também na barreira. Aos poucos, o Sport
melhorou de produção. Conseguiu articular duas boas chances. Na primeira, aos
35, Nunes tentou bater de virada. A marcação tirou, mas com a mão. O árbitro
não deu pênalti. A segunda foi aos 45: Camilo arrancou da intermediária, entrou
na área e arriscou o chute. Poderia ter tentado o passe para Rithely, apostou
na jogada individual e acabou errando.
Na volta para a segunda etapa, os times voltaram com as
mesmas formações. Mas, apesar de não ter mudado os nomes, o Sport mudou um
pouco a postura. Foi melhor no começo e tentou pressionar o Papão. Conseguiu
por algum tempo. Nos primeiros minutos, o Leão foi pra base do abafa. Aos 5,
depois de bate-rebate, a bola sobrou para Tobi, dentro da área, que tentou o
chute. Foi bloqueado na hora do arremate. Aos 10, Rithely fez boa jogada pela
direita e chutou de bico. A pelota desviou na defesa e saiu para escanteio.
Dois minutos depois, Martelotte mexeu. Tirou um volante e
colocou um atacante, transformando o conservador 4-4-2 num ofensivo 4-3-3.
Arthurzinho também alterou: sacou Marcelo Nicácio, cansado e machucado, e
colocou o veloz Aleílson. Escancarava, assim, a estratégia que a equipe adotara
desde o início da etapa complementar: contra-ataque. Agora tinha alguém para
puxá-los.
O jogador havia feito uma boa tentativa, aos 19. Um chute
fortede fora da área que Magrão pegou em dois tempos. Aos 32, ele foi derrubado
dentro da área por Tobi. Pênalti. Yago Pikachu foi para a cobrança e repetiu um
papel que lhe coube no ano passado: o de carrasco do Sport. Bateu forte, no
canto, sem hesitação. Magrão pendeu para o lado oposto. Dois a zero.
Nos minutos finais, o Sport tentou diminuir. Chegou algumas
vezes, com Diego Maurício e Nunes, mas não diminuiu. Escapou, também, de um
resultado ainda pior: Magrão fez uma grande defesa e Gabriel tirou uma bola que
entraria no gol em dois contra-ataques do Papão.
Blog do Torcedor

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