A Federação Nacional dos
Policiais Federais reuniu-se em assembleia geral nesta quarta (2), em Brasília,
com todos os presidentes dos sindicatos estaduais da categoria. Os
profissionais deliberaram várias mobilizações para este mês de outubro. O
principal ponto a ser discutido com o Governo Federal é em relação às funções
de agente, escrivão e papiloscopista da PF, que atualmente possuem atribuições
e salários correspondentes ao nível médio. Apesar disso, segundo o presidente
do sindicato estadual dos policiais federais, Marcelo Pires, para o ingresso
nesses cargos exige-se formação superior.
"Inicialmente, faremos
paralisações de tempo determinado, aumentando gradualmente o número de dias. Em
seguida, estamos programando uma greve por tempo indeterminado", contou
Pires. Ele disse também que a primeira ação dos presidentes dos sindicatos
estaduais é convocar os filiados para definirem uma data para a primeira
paralisação da categoria, a ser realizada ainda neste mês de outubro. "A
nossa assembleia será realizada na próxima segunda (7) ou terça (8), quando
será explanado toda a pauta da reunião de Brasília. Será nossa primeira
sinalização para confrontar o Governo Federal", afirma.
O presidente do sindicato dos
policiais federais em Pernambuco explica que, em concurso público, é exigido o
nível superior para os cargos de agentes, ecrivães e papiloscopistas. Quando
fazem o curso de formação, na capital federal, todo o processo é direcionado a
profissionais de nível superior. No entanto, ao iniciarem suas atividades, as
atribuições e os salários são correspondentes aos de nível médio. "Só os
peritos e delegados têm suas atividades e proventos correspondentes ao que se
exige em concurso", afirma.
Pires acrescenta que o governo
argumenta o impasse pela existência da Portaria 523/89, do Ministério do Planejamento,
Orçamento e Gestão, que define as atribuições como de nível médio. "Mas já
existe a Lei 9.266/1996 que reconhece o nível superior para os agentes,
escrivães e papiloscopistas. O governo ignora essa lei, desvalorizando os
profissionais. Queremos que ele reveja suas posições discriminatórias com a
categoria", defende.
Do NE10

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