Apesar de a consulta com partidos da base governista ter
indicado unanimidade na defesa pela alternância no comando da Assembleia
Legislativa de Pernambuco (Alepe), reunião do presidente estatual do PSB,
Sileno Guedes, com a bancada socialista, ontem, não fechou oposição oficial. O
assunto foi tratado num encontro de duas horas. Dirigente afirmou que “todos os
presidentes de siglas foram simpáticos” à mudança no comando da Casa, mas que
caberia aos parlamentares a definição. O socialista fez questão de afastar
rumores e garantiu que “não há nenhum cordo fechado” sobre a discussão.
“Todos são simpáticos à ideia da renovação, da alternância
do poder, mas da mesma forma que o PSB se colocou, eles delegam aos deputados a
escolha do que for melhor para a Casa e garanta unidade”, afirmou Sileno
Guedes. O argumento é que a sigla socialista elegeu 15 deputados estaduais e,
por isso, teria direito à presidência a Assembleia. Porém, por enquanto, apenas
o presidente do Legislativo, Guilherme Uchoa (PDT), está em campanha.
Sileno Guedes procurou afastar a possibilidade de divisão no
partido e garantiu que há um acordo na legenda para que todos marchem unidos
com a posição partidária. “Pode ser que alguém tenha opinião pessoal, mas todos
se comprometeram a marchar unido”. Anteontem, contudo, o deputado Aglailson
Júnior garantiu que a maioria da bancada prefere Uchoa, numa demonstração que
há divisão interna.
Mesmo sem posicionamento definido, Sileno cravou que o PSB
“não abrirá mão do protagonismo” na discussão sobre a Mesa Diretora. “Não tem
nenhum acordo fechado. Temos tempo para o debate, mas o PSB sabe e não abre mão
do seu protagonismo nessa discussão”, afirmou Sileno Guedes. A reunião de ontem
contou com a presença de 11 dos 15 deputados estaduais da sigla. Faltaram Lula
Cabral (PSB), Raquel Lyra (PSB), Clodoaldo Magalhães (PSB) e Francismar Pontes
(PSB).
Segundo Guedes, o objetivo é evitar dividir o partido e a
Assembleia Legislativa no primeiro ano do mandato do governador Paulo Câmara
(PSB). Nos bastidores, a avaliação é que esta postura pode favorecer a
reeleição de Guilherme Uchoa. “É melhor construir a unidade e apoiar a
candidatura posta? É melhor trazer a que está posta e buscar uma alternativa? O
que queremos é evitar o confronto porque é ruim para a Casa”, amenizou o
dirigente socialista.
Nos últimos dias, Sileno Guedes se dedicou à consulta junto
a aliados sobre a composição da nova Mesa. A agremiação deverá marcar uma nova
reunião na próxima semana e pretende fechar uma posição oficial antes da
eleição na Assembleia, no dia 1° de fevereiro.
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