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“Saí do que a Dilma chama de linha de
pobreza”, resumiu a manicure Fabiana Marques, 34 anos, moradora do Recanto das
Emas, ao contar a mudança recente na sua vida. Microempreendedora individual há
três anos, ela deixou o Bolsa Família, ao não se recadastrar no programa no
início deste ano. “Não vi necessidade de continuar, nem quis mentir sobre a
minha renda “, contou.
Estudo
do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), divulgado no início deste
mês, cruzou dados de famílias atendidas pelo programa assistencial e registros
de microeempreendedores invididuais (MEIs). Foram identificados 103 mil
empreendedores assistidos pelo Bolsa Família, o que significa 7,3% do total de
atendidos. As regiões Nordeste e Sudeste, líderes em participação no programa,
estão à frente, também, no número de pessoas que atendem os dois critérios. Com
43% da população no Bolsa Família, por exemplo, a Bahia reúne sozinha 15,7 mil
dos empreendedores sondados, a maior soma.
A
capital do país fica em último lugar em participação relativa ex-beneficiários
empreeendedores. Tem 2,5%, menos da metade do índice nacional. Santa Catarina,
em penúltimo, tem 2,9%, segundo Rafael de Farias, analista de gestão
estratégica do Sebrae e autor do artigo que relacionou os dois programas. “Como
os dados foram coletados em 2011, tanto o índice regional quanto o nacional
podem ser atualmente melhores”, ponderou Farias.

Um comentário:
BENEFICIÁRIOS DO BOLSA FAMÍLIA USAM DINHEIRO PARA ABRIR O PRÓPRIO NEGÓCIO
conheço familia que usa esse beneficio pra colocar os filhos em escolas da rede privada, isso significa que essas familias não são carentes e nem de extrema pobreza como fala a presidenta
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